Alimentação para evitar a Aterosclerose
Aterosclerose é o acometimento das artérias de grande e médio calibre, por lesões em placas, chamadas de ateromas. O desenvolvimento dessas placas se inicia desde a infância e as manifestações clínicas ocorrem mais tarde, geralmente após os 40 anos de idade, com o surgimento das doenças coronarianas. O “entupimento” das artérias do coração podem causar angina e infarto, algumas vezes fatal. A aterosclerose também pode causar doenças cerebrovasculares (ligadas aos vasos que irrigam o cérebro), também conhecidas como “derrame” e doenças vasculares periféricas (ligadas aos vasos dos membros inferiores e superiores - pés e braços), podendo causar isquemia do membro.
A aterosclerose é um processo multifatorial. Os fatores de risco, que têm sido identificados, são dislipidemia, hipertensão arterial, diabetes, tabagismo e sedentarismo. A dislipidemia é alteração nos lípides, ou seja: colesterol total, HDL, LDL e triglicérides.
Em especial, níveis elevados do colesterol total e LDL, redução nos níveis do colesterol HDL e aumento dos níveis de triglicérides, podem induzir à aterosclerose.
Uma alimentação adequada, sobretudo com baixo teor de gorduras saturadas, perda de peso para os portadores de sobrepeso ou obesidade, bem com atividade física regular, reduzem o risco para aterosclerose e, seguramente, fazem parte do tratamento dos portadores dessa doença. Naqueles indivíduos que não atingem as metas de lípides apenas com modificações comportamentais, o uso continuado de drogas hipolipemiantes, que reduzem os lípides, ou seja, colesterol e triglicérides, é prática indispensável.
As gorduras que ingerimos são classificadas em três categorias: poliinsaturadas, monoinsaturadas e saturadas.
As gorduras boas:
As poliinsaturadas, encontradas principalmente em óleos vegetais líquidos, como os de girassol, milho e soja, diminuem os níveis de LDL- colesterol.
As gorduras moninsaturadas, presentes na azeitona, no amendoim e seus respectivos óleos, e no abacate, ao substituírem as saturadas, fazem baixar o LDL, sem diminuir o HDL, e parecem não afetar a imunidade.
O vilão:
As saturadas são as que aumentam o LDL e estão presentes nas carnes vermelhas, na gema de ovo, em miúdos (fígado, miolo, coração, rins), na pele de galinha, na banha, no bacon, na manteiga e nas frituras em geral.
Uma dica: Comer mais fibras solúveis, encontradas na aveia, nos flocos de milho, ameixas, em várias frutas e verduras,contribuem para reduzir o colesterol no sangue.
Vale lembrar que a carne branca é preferível à vermelha e que, o peru assado, é melhor do que o frango assado. Além disso, de todas as carnes, os peixes magros têm menores índices de gorduras saturadas e os mais altos de poliinsaturadas. Quanto aos laticínios, os integrais devem ser trocados pelos sem gorduras ou com poucas gorduras, se o objetivo é diminuir o consumo de gorduras saturadas.
Veja abaixo os alimentos que devem ser preferidos para um bom controle do colesterol:
• Peixes, peito de galinha ou de peru sem pele
• Leite desnatado, iogurte desnatado, queijos magros, tipo minas e ricota
• Óleos vegetais de milho, arroz, soja, girassol, oliva; margarina cremosa
• Verduras e legumes em geral; arroz, feijão, lentilha, milho, massa sem ovo, aipim cozido.
• Frutas, evite: abacate e côco
• Sobremesas, escolha: Gelatinas, frutas, sorvete de frutas, bolo preparado com clara, farinha e açúcar. Evite: doces, bolos, tortas preparadas com nata, gema ou chocolate; sorvete de creme ou de nata; pudim
BEM VINDOS!
BEM VINDOS ! Espaço exclusivamente utilizado para divulgação de dicas em saúde.
Seguindo as normas éticas do Conselho Federal de Medicina fica vedado ao médico prestar atendimento médico à distância e principalmente pela internet.
A conduta médica depende de avaliação clínica completa.Para maiores informações acessem www.lucianaspina.com.br . Boa leitura!
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Retenção de líquidos: Veja os alimentos que devem ser evitados
Para quem sofre de retenção de líquidos recomendo que sigam algumas dicas de alimentação e as seguintes recomendações:
Beba bastante água, cerca de 10 copos por dia.
Não usem diuréticos sem orientação médica.
Alimentos que ajudam a diminuir a retenção de líquidos e devem ser usados na alimentação:
Pepino, abobrinha, chuchu, alface, abacaxi, pêra e melancia, que têm 90% de água.
Ajudam a diminuir o inchaço: Laranja, tomate, banana e manga.
Diuréticos naturais: Melão, salsão, aspargo, agrião, rúcula e almeirão.
Chás diuréticos: chá verde, de carqueja ou cavalinha.
Em caso de prisão de ventre, use fibras como aveia, granola, ameixa seca e uva.
Use Folhas verde-escuras, que ativam a circulação, e o alho, que diminui a pressão arterial e combate o inchaço.
Mas atenção! Vejam os alimentos que devem ser evitados:
Repolho, couve, couve-flor e batata-doce, que fermentam e provocam gases.
Refrigerante (mesmo light e diet), porque é uma bebida rica em sódio e não fazem bem à saúde.
Embutidos (salame, mortadela) e carnes como bacalhau e carne-seca. Eles têm muito sal.
Enlatados em geral: palmito, atum, sardinha, milho, ervilhas etc.
Café, chá mate, guaraná, achocolatado e outros alimentos que contêm cafeína.
Frituras e lanches servidos em fast-food.
Condimentos prontos, como ketchup e mostarda.
Controle o sal da alimentação que o inchaço irá diminuir!
Beba bastante água, cerca de 10 copos por dia.
Não usem diuréticos sem orientação médica.
Alimentos que ajudam a diminuir a retenção de líquidos e devem ser usados na alimentação:
Pepino, abobrinha, chuchu, alface, abacaxi, pêra e melancia, que têm 90% de água.
Ajudam a diminuir o inchaço: Laranja, tomate, banana e manga.
Diuréticos naturais: Melão, salsão, aspargo, agrião, rúcula e almeirão.
Chás diuréticos: chá verde, de carqueja ou cavalinha.
Em caso de prisão de ventre, use fibras como aveia, granola, ameixa seca e uva.
Use Folhas verde-escuras, que ativam a circulação, e o alho, que diminui a pressão arterial e combate o inchaço.
Mas atenção! Vejam os alimentos que devem ser evitados:
Repolho, couve, couve-flor e batata-doce, que fermentam e provocam gases.
Refrigerante (mesmo light e diet), porque é uma bebida rica em sódio e não fazem bem à saúde.
Embutidos (salame, mortadela) e carnes como bacalhau e carne-seca. Eles têm muito sal.
Enlatados em geral: palmito, atum, sardinha, milho, ervilhas etc.
Café, chá mate, guaraná, achocolatado e outros alimentos que contêm cafeína.
Frituras e lanches servidos em fast-food.
Condimentos prontos, como ketchup e mostarda.
Controle o sal da alimentação que o inchaço irá diminuir!
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Dietas pobres em Iodo
Por pelo menos duas semanas antes de se submeter a uma cintilografia de tiroide, você deverá seguir uma dieta pobre em iodo.
Evite:
Sal iodado, sal marinho e alimentos salgados. Como é difícil saber quais são os restaurantes que usam sal não iodado, talvez convenha você não comer fora durante este período.
Todos os laticínios (leite, queijo, requeijão, creme de leite, iogurte, manteiga, sorvete)
- Margarina
- Gema de ovo
- Frutos do mar (peixes, mariscos, algas, ostras)
- Alimentos que contêm carragena, ágar-ágar, algina ou alginato, todos eles feitos de algas
- Embutidos e/ ou carnes defumadas (presunto, bacon, lingüiça, carne de sol, conservas, chucrute, salsicha)
- Frango ou peru frescos, injetados com caldo ou aditivos
- Frutas secas salgadas, enlatadas ou em calda
- Legumes enlatados (azeitonas, picles, milho verde, cogumelos)
- Agrião, aipo, couve de Bruxelas e repolho
- Pães industrializados, pizza, cereais em caixas
- Doces com gema de ovo
- Chocolate
- Café solúvel
- Produtos de soja (molho de soja, leite de soja, carne de soja, tofu)
Qualquer vitamina ou suplemento que contiver iodo
Corante vermelho nº 3 FD&C, que aparece em muitos alimentos, balas ou em pílulas vermelhas ou marrom e nos refrigerantes à base de cola
O sal não-iodado pode ser utilizado em uma dieta pobre em iodo. Outros alimentos que você pode continuar a ingerir:
- Clara de ovo
- Peixes de água doce, como pintado e truta
- Carne fresca, sem defumar, diretamente do açougue
- Pão feito em casa, sem sal iodado e com óleo (exceto óleo de soja), em vez de manteiga ou leite, pão francÊs, bolacha integral ou cream-cracker
- Macarrão e massas simples
- Arroz, aveia, cevada, farinha, feijão, milho e trigo
- Frutas frescas bem lavadas
- Nozes e amendoim
- Legumes bem lavados (beterraba, batatas sem casca, pepino, tomate, vagem, nabo. Espinafre e brócolis devem ser consumidos com moderação.
- Legumes congelados que não contêm ingredientes ricos em iodo adicionados (por exemplo, sal comum)
- Manteiga de amendoim natural, sem sal
- Refrigerantes transparentes
- Café ou chá, desde que sejam feitos com água destilada. Mas lembre-se: só use creme de leite artificial!
- Pipoca em óleo vegetal ou no microondas (sem óleo), com sal isento de iodo (não iodado)
- Sorvete de fruta sem leite. Mas lembre-se de verificar a lista de ingredientes para ver se não contém corante vermelho nº 3 FD&C!
Fonte: http://www.cancerdetireoide.com.br
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Cuidados de Saúde nas Enchentes
Sofremos sempre nessa época do ano com as enchentes e desabamentos de casas em locais risco e construções irregulares. Enquanto providências mais sérias não são tomadas pelas autoridades para evitar que esses alagamentos continuem acontecendo, vamos divulgar para a população como devemos proceder em caso de enchentes.
Vejam abaixo as informações divulgadas pelo Ministério da Saúde com dicas de como se proteger de doenças disseminadas pelas águas das enchentes.
A Secretaria da Saúde alerta a população para tomar cuidado com as águas de enchentes, alagamentos e formação de locais enlameados, pois podem favorecer o aparecimento de leptospirose. A doença é causada por uma bactéria presente na urina de ratos que, com as chuvas, se mistura às águas de valetas, lagoas e cavas. Essa bactéria penetra no corpo humano através de pequenos ferimentos na pele. Para evitar casos da doença, a população deve tomar alguns cuidados em caso de contato com água contaminada.
O período de incubação da doença é, em média, de sete a 14 dias após o contato com a água contaminada. Assim, a doença só poderá ser detectada com maior segurança com a realização de exames laboratoriais feitos uma semana depois do início dos sintomas, quando o médico deve ser procurado, para poder iniciar o tratamento precocemente.
Os primeiros sinais da doença são febre alta, mal-estar, dores de cabeça constantes e intensas, dores pelo corpo, principalmente na panturrilha (barriga da perna), cansaço e calafrios. Também são freqüentes dores abdominais, náuseas, vômitos, diarréia e desidratação. É comum que os olhos fiquem amarelados. Em algumas pessoas os sintomas reaparecem após dois ou três dias de aparente melhora, podendo evoluir para um quadro grave de insuficiência renal e respiratória.
Cuidados importantes antes e depois da enchente:
• Não jogar lixo ou objetos nos rios. Isso represa as águas e com a chuva pode causar enchentes;
• Não brincar ou nadar em lagos e córregos nem nas águas de enchente;
• Evitar contato com água e lama, usando sempre botas e luvas de borracha, ou sacos plásticos amarrados nos pés e nos braços;
• Colocar o lixo em sacos plásticos e em recipientes tampados, para evitar a proliferação de ratos;
• Inutilizar alimentos naturais ou preparados assim como medicamentos que entraram em contato com a água da enchente;
• Manter os quintais sempre limpos, evitando acumular entulhos que favoreçam o esconderijo de ratos;
• Guardar os alimentos em lugares secos e dentro de recipientes fechados;
• Colocar telas nos ralos para evitar o acesso de roedores;
• Solicitar água da Sanepar ou prefeitura no caso de falta de água;
• Não usar água de poço inundado, antes da desinfecção;
• Lavar e desinfetar utensílios e a caixa de água;
• Usar água sanitária (ou a solução de hipoclorito) para tratar a água de beber e cozinhar
• Lavar a residência com água limpa e desinfetante.
Cuidados com a saúde nas enchentes
As enchentes aumentam os riscos de contágio de doenças como a leptospirose, a hepatite e diarréias agudas. Nas enchentes o sistema doméstico de armazenamento de água pode ser contamina e, por isso, uma das primeiras providências deve ser a de desinfetar os reservatórios de água, mesmo quando não tenham sido atingidos diretamente pelas águas da enchente. O motivo é que a rede de distribuição de água pode apresentar vazamentos que permitem a entrada de água poluída, contaminando os reservatórios domésticos.
Para limpar e desinfetar reservatórios domésticos de água recomenda-se esvaziar completamente a caixa ou o tambor onde a água é guardada, retirando toda a sujeira com ajuda de panos, baldes e pás, e lavar o recipiente esfregando bem as paredes e o fundo. Após concluída a limpeza colocar um litro de água sanitária ( ou hipoclorito de Sódio diluído na proporção de 2,5%) para cada mil litros de água do reservatório. A seguir deve-se abrir a água para que a caixa fique cheia. Aguardar 30 minutos e, então, abrir o registro de saída da caixa por alguns segundos de modo a que a tubulação fique cheia do líquido. Atenção: não abra as torneiras de casa durante 30 minutos para a completa desinfecção tanto do reservatório como da tubulação.
Após o período de 30 minutos deve-se abrir todas as torneiras, esgotando-se a água. (Pode-se usar essa água para fazer limpeza do chão e das paredes das casas atingidas pela enchente). Se você não tem uma caixa de água ou um barril, faça o seguinte cálculo: para um balde de vinte litros deve-se usar quatro chícaras de café de água sanitária.
Em casos de enchentes todos devem permanecer o menor tempo possível em contato com as águas. Se isso for impossível, as mãos e os pés devem ser protegidos por botas e luvas. Se isso também não for possível pode-se improvisar proteção amarrando os pés e as mãos com sacos de plástico (desde que não estejam furados).
As lamas das enchentes têm alto poder infectante. Ela adere aos móveis, paredes e chão. Recomenda-se tirar essa lama, também com pés e mãos protegidos. O local deve ser lavado e desinfetado com água sanitária. Não se deve permitir que crianças brinquem nas águas das enchentes sob o perigo de ficarem seriamente doentes.
É muito importante, também, o cuidado com os alimentos pois, quando entram em contato com as águas das enchentes, podem ficar contaminados. Por isso deve-se manter os alimentos não perecíveis acondicionados em recipientes fechados, longe do alcance de roedores, insetos e outros animais. Lave sempre as mãos, com sabão e água limpa, antes de manipular os alimentos.
FONTE: www.saude.mt.gov.br
Vejam abaixo as informações divulgadas pelo Ministério da Saúde com dicas de como se proteger de doenças disseminadas pelas águas das enchentes.
A Secretaria da Saúde alerta a população para tomar cuidado com as águas de enchentes, alagamentos e formação de locais enlameados, pois podem favorecer o aparecimento de leptospirose. A doença é causada por uma bactéria presente na urina de ratos que, com as chuvas, se mistura às águas de valetas, lagoas e cavas. Essa bactéria penetra no corpo humano através de pequenos ferimentos na pele. Para evitar casos da doença, a população deve tomar alguns cuidados em caso de contato com água contaminada.
O período de incubação da doença é, em média, de sete a 14 dias após o contato com a água contaminada. Assim, a doença só poderá ser detectada com maior segurança com a realização de exames laboratoriais feitos uma semana depois do início dos sintomas, quando o médico deve ser procurado, para poder iniciar o tratamento precocemente.
Os primeiros sinais da doença são febre alta, mal-estar, dores de cabeça constantes e intensas, dores pelo corpo, principalmente na panturrilha (barriga da perna), cansaço e calafrios. Também são freqüentes dores abdominais, náuseas, vômitos, diarréia e desidratação. É comum que os olhos fiquem amarelados. Em algumas pessoas os sintomas reaparecem após dois ou três dias de aparente melhora, podendo evoluir para um quadro grave de insuficiência renal e respiratória.
Cuidados importantes antes e depois da enchente:
• Não jogar lixo ou objetos nos rios. Isso represa as águas e com a chuva pode causar enchentes;
• Não brincar ou nadar em lagos e córregos nem nas águas de enchente;
• Evitar contato com água e lama, usando sempre botas e luvas de borracha, ou sacos plásticos amarrados nos pés e nos braços;
• Colocar o lixo em sacos plásticos e em recipientes tampados, para evitar a proliferação de ratos;
• Inutilizar alimentos naturais ou preparados assim como medicamentos que entraram em contato com a água da enchente;
• Manter os quintais sempre limpos, evitando acumular entulhos que favoreçam o esconderijo de ratos;
• Guardar os alimentos em lugares secos e dentro de recipientes fechados;
• Colocar telas nos ralos para evitar o acesso de roedores;
• Solicitar água da Sanepar ou prefeitura no caso de falta de água;
• Não usar água de poço inundado, antes da desinfecção;
• Lavar e desinfetar utensílios e a caixa de água;
• Usar água sanitária (ou a solução de hipoclorito) para tratar a água de beber e cozinhar
• Lavar a residência com água limpa e desinfetante.
Cuidados com a saúde nas enchentes
As enchentes aumentam os riscos de contágio de doenças como a leptospirose, a hepatite e diarréias agudas. Nas enchentes o sistema doméstico de armazenamento de água pode ser contamina e, por isso, uma das primeiras providências deve ser a de desinfetar os reservatórios de água, mesmo quando não tenham sido atingidos diretamente pelas águas da enchente. O motivo é que a rede de distribuição de água pode apresentar vazamentos que permitem a entrada de água poluída, contaminando os reservatórios domésticos.
Para limpar e desinfetar reservatórios domésticos de água recomenda-se esvaziar completamente a caixa ou o tambor onde a água é guardada, retirando toda a sujeira com ajuda de panos, baldes e pás, e lavar o recipiente esfregando bem as paredes e o fundo. Após concluída a limpeza colocar um litro de água sanitária ( ou hipoclorito de Sódio diluído na proporção de 2,5%) para cada mil litros de água do reservatório. A seguir deve-se abrir a água para que a caixa fique cheia. Aguardar 30 minutos e, então, abrir o registro de saída da caixa por alguns segundos de modo a que a tubulação fique cheia do líquido. Atenção: não abra as torneiras de casa durante 30 minutos para a completa desinfecção tanto do reservatório como da tubulação.
Após o período de 30 minutos deve-se abrir todas as torneiras, esgotando-se a água. (Pode-se usar essa água para fazer limpeza do chão e das paredes das casas atingidas pela enchente). Se você não tem uma caixa de água ou um barril, faça o seguinte cálculo: para um balde de vinte litros deve-se usar quatro chícaras de café de água sanitária.
Em casos de enchentes todos devem permanecer o menor tempo possível em contato com as águas. Se isso for impossível, as mãos e os pés devem ser protegidos por botas e luvas. Se isso também não for possível pode-se improvisar proteção amarrando os pés e as mãos com sacos de plástico (desde que não estejam furados).
As lamas das enchentes têm alto poder infectante. Ela adere aos móveis, paredes e chão. Recomenda-se tirar essa lama, também com pés e mãos protegidos. O local deve ser lavado e desinfetado com água sanitária. Não se deve permitir que crianças brinquem nas águas das enchentes sob o perigo de ficarem seriamente doentes.
É muito importante, também, o cuidado com os alimentos pois, quando entram em contato com as águas das enchentes, podem ficar contaminados. Por isso deve-se manter os alimentos não perecíveis acondicionados em recipientes fechados, longe do alcance de roedores, insetos e outros animais. Lave sempre as mãos, com sabão e água limpa, antes de manipular os alimentos.
FONTE: www.saude.mt.gov.br
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Entenda tudo sobre o Câncer de Tireóide e seu tratamento.
Há dois dias a então Presidente da Argentina Cristina Kirchner foi diagnosticada com câncer de Tireóide, você sabia que ele é mais comum do que munda gente imaginava? Entenda como diagnosticar e tratar desas doença.
O que são os nódulos de tireóide?
Nódulos são áreas de crescimento exagerado, formando “caroços”, que se diferenciam do restante da tireóide, que podem ser de vários tamanhos, desde alguns milímetros até vários centímetros de diâmetro. Nódulos de tireóide são extremamente comuns.
Cerca de 90 a 95% de todos os nódulos da tireóide são provocados por alterações benignas (ou seja, não contêm câncer), e não são prejudiciais ou perigosos.
A pessoa portadora de um nódulo na tireóide na maioria das vezes nem desconfia da presença dele, a menos que ele cresça e comece a produzir sintomas.
Os nódulos podem ser encontrados pelo médico quando ele examina a glândula tireóide ou quando ele solicita um exame de ultrassom.
Entretanto, a maioria dos nódulos descobertos pelo ultrassom é pequena (menor que 1 cm) e muitas vezes nem consegue ser encontrado com a palpação (principalmente se estiver na região posterior da tireóide). De fato, até metade (50% !) dos indivíduos adultos pode apresentar algum tipo de nodulação na tireóide, se submetidos a um exame de ultrassom – a grande maioria deles sem qualquer significado clínico.
Todo nódulo na tireóide merece uma avaliação por um médico endocrinologista, devido à possibilidade (pequena, mas não desprezível) de abrigar um câncer de tireóide. Alguns exames, principalmente a punção aspirativa da tireóide com agulha fina (um tipo de biópsia da glândula tireóide), podem revelar com bastante segurança se um determinado nódulo é perigoso ou inocente e, assim, ajudar a definir qual é o melhor tratamento. No caso de nódulos pequenos, benignos, pode não ser necessário tratamento nenhum (apenas a observação).
Que características do nódulo sugerem um câncer de tireóide?
Um nódulo tem maior chance de ser canceroso (maligno) quando apresenta uma ou (principalmente) várias das características abaixo:
- crescimento rápido (semanas – poucos meses);
- consistência sólida, firme, endurecida;
- provoca dificuldade para engolir ou para respirar;
- pouco móvel, ou fixo;
- provoca rouquidão com muita freqüência;
- dor local importante;
- presença de gânglios linfáticos (linfonodos) aumentados e endurecidos no pescoço;
- história de irradiação na região do pescoço, por qualquer motivo;
- outros membros da família já apresentaram câncer da tireóide.
Além disso, nódulos de tireóide que surgem em pessoas abaixo dos 30 ou acima dos 60 anos têm maior chance de malignidade.
Considerando todas as pessoas que têm nódulos palpáveis na tireóide, cerca de 4% das mulheres e 8% dos homens têm câncer de tireóide. O câncer de tireóide é o tumor maligno mais comum das glândulas endócrinas.
- COMO TRATAR O CÂNCER?
Felizmente, as formas mais comuns de câncer de tireóide (os tipos papilífero e folicular) são cânceres de evolução lenta e com uma boa chance de cura (que pode ser alcançada em mais de 90% dos casos com o tratamento adequado).
Portanto, se um paciente recebe o diagnóstico de câncer de tireóide, isso não é motivo para desespero. A maioria dos pacientes com câncer de tireóide consegue ser curada e recuperar-se muito bem deste tipo de tumor.
O tratamento específico do câncer de tireóide depende do tipo específico do tumor. Geralmente o nódulo maligno precisa ser removido através de cirurgia, e após a operação os pacientes recebem uma dose de iodo radioativo para destruir qualquer resto de tumor que tenha permanecido no pescoço.
Depois da cirurgia, os pacientes não são mais capazes de produzir hormônios tireodianos, e apresentam hipotireoidismo, portanto necessitando receber reposição desses hormônios na forma de comprimidos, geralmente pela vida toda.
Apesar de uma alta taxa de cura (maior que 90%), o paciente vai precisar de acompanhamento médico regular para a vida toda após a remoção de um câncer de tireóide, para ajuste da dose da medicação e para tratamento imediato caso seja encontrado um novo crescimento do tumor.
Os exames pedidos no acompanhamento pós-operatório incluem: exames de sangue (TSH e tireoglobulina, este sendo um marcador tumoral, ou seja, um exame que se altera na presença de vestígios ou um novo crescimento do tumor), ultrassom, cintilografia (em alguns casos) e outros exames que o endocrinologista julgar necessário.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
DIGA NÃO AO CIGARRO!
O Brasil todo está engajado numa campanha divulgada no Fantástico pelo Dr Drauzio Varella, O Brasil sem cigarro! Apoio essa campanha. Veja abaixo as informações divulgadas no site do INCA. Vamos divulgar e participar também. Por um Brasil mais saudável!
Doenças associadas ao uso dos derivados do tabaco
A presença de cerca de 4.720 substâncias presentes na fumaça dos derivados do tabaco, faz com que o tabagismo seja responsável por aproximadamente 50 doenças. Muitos estudos desenvolvidos até o momento evidenciam que o consumo de derivados do tabaco causa quase 50 doenças diferentes.
Está comprovado que o tabagismo é responsável por:
• 200 mil mortes por ano no Brasil (23 pessoas por hora);
• 25% das mortes causadas por doença coronariana - angina e infarto do miocárdio;
• 45% das mortes por infarto agudo do miocárdio na faixa etária abaixo de 65 anos;
• 85% das mortes causadas por bronquite crônica e enfisema pulmonar (doença pulmonar obstrutiva crônica);
• 90% dos casos de câncer no pulmão (entre os 10% restantes, 1/3 é de fumantes passivos);
• 25% das doenças vasculares (entre elas, derrame cerebral).
• 30% das mortes decorrentes de outros tipos de câncer (de boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero, leucemia);
No Brasil, o câncer de pulmão é o tipo de tumor mais letal e também uma das principais causas de morte no país. Nas estimativas para o ano de 2010, válidas também para o ano de 2011, são esperados 28 mil novos casos de câncer de pulmão, sendo 18mil homens e 10 mil mulheres. O consumo de tabaco é o mais importante fator de risco para o desenvolvimento de câncer de pulmão. Comparados com os não fumantes, os tabagistas têm cerca de 20 a 30 vezes mais risco de desenvolver câncer de pulmão.
Outras doenças relacionadas ao tabagismo:
• hipertensão arterial;
• aneurismas arteriais;
• úlcera do aparelho digestivo;
• infecções respiratórias;
• trombose vascular;
• osteoporose;
• catarata;
• impotência sexual no homem;
• infertilidade na mulher;
• menopausa precoce;
• complicações na gravidez;
Por que as pessoas fumam?
Vários são os fatores que levam as pessoas a experimentar o cigarro ou outros derivados do tabaco. A maioria delas é influenciada principalmente pela publicidade maciça do cigarro nos meios de comunicação de massa que, apesar da lei de restrição à propaganda de produtos derivados do tabaco sancionada em dezembro de 2000, ainda tem forte influência no comportamento tanto dos jovens como dos adultos. Além disso, pais, professores, ídolos e amigos também exercem uma grande influência.
Pesquisas entre adolescentes no Brasil mostram que os principais fatores que favorecem o tabagismo entre os jovens são a curiosidade pelo produto, a imitação do comportamento do adulto, a necessidade de auto-afirmação e o encorajamento proporcionado pela propaganda. Noventa por cento dos fumantes iniciaram seu consumo antes dos 19 anos de idade, faixa em que o indivíduo ainda se encontra na fase de construção de sua personalidade.
A publicidade veiculada pelas indústrias soube aliar as demandas sociais e as fantasias dos diferentes grupos (adolescentes, mulheres, faixas economicamente mais pobres etc.) ao uso do cigarro. A manipulação psicológica embutida na publicidade de cigarros procura criar a impressão, principalmente entre os jovens, de que o tabagismo é muito mais comum e socialmente aceito do que é na realidade. Para isso, utiliza a imagem de ídolos e modelos de comportamento de determinado público-alvo, portando cigarros ou fumando-os, ou seja, uma forma indireta de publicidade. A publicidade direta era feita por anúncios atraentes e bem produzidos, mas foi proibida no Brasil. Com a Lei 10.167, que restringe a propaganda de cigarro e de produtos derivados do tabaco, esse panorama tende a mudar a médio e longo prazo.
Os resultados das medidas de restrição à publicidade no controle do tabagismo em vários países mostram que este é um instrumento legítimo e necessário para a redução do consumo.
Conheça o cigarro por dentro
A fumaça do cigarro é uma mistura de aproximadamente 4.700 substâncias tóxicas diferentes; que constitui-se de duas fases fundamentais: a fase particulada e a fase gasosa. A fase gasosa é composta, entre outros por monóxido de carbono, amônia, cetonas, formaldeído, acetaldeído, acroleína. A fase particulada contém nicotina e alcatrão.
O alcatrão é um composto de mais de 40 substâncias comprovadamente cancerígenas, formado à partir da combustão dos derivados do tabaco. Entre elas, o arsênio, níquel, benzopireno, cádmio, resíduos de agrotóxicos, substâncias radioativas, como o Polônio 210, acetona, naftalina e até fósforo P4/P6, substâncias usadas para veneno de rato.
O monóxido de carbono (CO) tem afinidade com a hemoglobina (Hb) presente nos glóbulos vermelhos do sangue, que transportam oxigênio para todos os órgãos do corpo. A ligação do CO com a hemoglobina forma o composto chamado carboxihemoglobina, que dificulta a oxigenação do sangue, privando alguns órgãos do oxigênio e causando doenças como a aterosclerose.
A nicotina é considerada pela Organização Mundial da Saúde/OMS uma droga psicoativa que causa dependência. A nicotina age no sistema nervoso central como a cocaína, com uma diferença: chega em torno de 9 segundos ao cérebro. Por isso, o tabagismo é classificado como doença estando inserido no Código Internacional de Doenças (CID-10) no grupo de transtornos mentais e de comportamento devido ao uso de substância psicoativa. Além disso, a nicotina aumenta a liberação de catecolaminas, causando vasoconstricção, acelerando a freqüência cardíaca, causando hipertensão arterial e provocando uma maior adesividade plaquetária. A nicotina juntamente com o monóxido de carbono, provoca diversas doenças cardiovasculares. Além disso, estimula no aparelho gastrointestinal a produção de ácido clorídrico, o que pode causar úlcera gástrica. Também desencadeia a liberação de substâncias quimiotáxicas no pulmão, que estimulará um processo que irá destruir a elastina, provocando o enfisema pulmonar.
Vamos dar exemplo aos nossos filhos, a nossas famílias. Vamos cuidar da nossa saúde!
Diga NÂO ao cigarro!
Fonte: http://www.inca.gov.br/tabagismo/index.asp
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Crescimento na infância e uso de GH
Muitos pais se preocupam com a altura de seus filhos. “Será que ele não está crescendo como deveria”? Como podemos saber se nosso filho não está crescendo bem? Na verdade, toda criança deve ser medida e pesada pelo menos uma vez ao ano. Desta forma, qualquer desvio do normal será percebido rapidamente. Existem gráficos que ajudam nesse acompanhamento. Este acompanhamento regular deveria ser seguido rigorosamente por todos, normalmente pelos pediatras. Notando- se algum desvio na curva de crescimento devemos então realizar uma avaliação com Endocrinologista.
A altura de uma pessoa é resultado da combinação de vários genes oriundos de seu pai e de sua mãe. Em geral, temos 50% de chance de ter uma altura semelhante à do pai ou da mãe. Os irmãos tem 50% de chance de ficarem com alturas semelhantes e apenas 25% de semelhança pode ser esperado em relação a altura de avós e tios. Em gêmeos monozigóticos (“idênticos”), cuja carga genética é a mesma, a altura final será praticamente igual, desde que ambos passem pelas mesmas condições ambientais ao longo do período de crescimento. Entretanto, se um deles tiver algum problema nutricional ou alguma doença crônica, ele poderá perder altura e ficar mais baixo em relação ao outro que não enfrentou condições desfavoráveis.
Quando não existe doença, uma vida saudável, alimentação adequada, atividade física, horas de sono suficiente, tudo favorece um crescimento saudável.
O hormônio de crescimento, conhecido como GH, é produzido pela glândula hipófise, situada na base do crânio, e é muito importante para o crescimento estatural desde os primeiros anos de vida. Em alguns casos pode-se ter deficiência de crescimento por alteração na produção desse hormônio. Embora não seja uma causa muito freqüente deve ser sempre suspeitada quando existe diminuição da velocidade de crescimento de uma criança.
O crescimento é um processo bastante dinâmico que inicia na concepção e se estende até a vida adulta, ocorrendo em intensidades variáveis nas diferentes fases da vida de uma criança e de um adolescente. Cada pessoa irá crescer enquanto seus ossos tiverem cartilagens de crescimento não calcificadas, independentemente da idade cronológica que ela apresente. O amadurecimento e a calcificação destas cartilagens de crescimento dependem principalmente da puberdade. Dois jovens de mesma idade cronológica com diferentes estágios puberais irão crescer de forma diferente. Aquele com um desenvolvimento mais avançado da puberdade provavelmente terá as cartilagens mais calcificadas e mais próximo de parar de crescer do que o outro que está apenas na fase inicial da puberdade. Da mesma maneira, uma menina de 10 anos de idade que esteja com as mamas desenvolvidas, com pêlos pubianos e já apresentou a primeira menstruação deve parar de crescer antes do que uma menina de 12 anos de idade que esteja apenas iniciando o desenvolvimento mamário. Este grau de amadurecimento das cartilagens pode ser avaliado com uma radiografia das mãos e dos punhos para avaliação da “idade óssea”.
Nos meninos, a puberdade e o estirão de crescimento começa em média 2 anos mais tarde do que nas meninas. Essa “demora” prolonga o crescimento antes da puberdade, que associado com um estirão mais intenso e um período de crescimento mais prolongado no sexo masculino, resulta que os homens sejam em média 13 cm mais altos que as mulheres.
O tratamento de reposição (substituição) com GH está indicado em todo indivíduo, independente da faixa etária, que apresente deficiência da produção de GH pela hipófise. A deficiência de GH pode ter início na infância (nanismo hipofisário) ou na vida adulta, por exemplo, por causa de um tumor da hipófise. Na infância, o GH também pode ser benéfico na baixa estatura em meninas com Síndrome de Turner, em crianças nascidas pequenas para a idade gestacional, nos portadores da Síndrome de Prader-Willi, em crianças com insuficiência renal crônica, entre outros.
Em geral, nas crianças com baixa estatura causada pelas diferentes etiologias em que o uso de GH está aprovado, o tratamento pode ser feito até que se atinja a estatura final planejada. Em geral, isso não se baseia na idade cronológica, mas sim na idade óssea e na velocidade de crescimento que a criança está apresentando.
O tratamento com GH é feito através de injeções diárias, aplicadas ao deitar, por via subcutânea (isto é, na gordura) nas coxas, braços, nádegas ou abdome. Não existem preparações em formas de comprimidos, sprays, supositórios ou adesivos.
Os efeitos colaterais são raros mas podem ocorrer, principalmente com uso de doses excessivas. Reações locais da aplicação são incomuns mas podem ocorrer. Raramente o uso de GH pode causar hipertensão intracraniana benigna (“síndrome do pseudotumor cerebral”), que cursa com dor de cabeça, vômitos, alterações visuais, agitação ou alterações da marcha (do ato de andar). Em adultos, os principais efeitos colaterais se relacionam com retenção de água que o GH pode promover, causando inchaço, dores articulares ou musculares, e formigamentos de extremidades, geralmente relacionados com a síndrome do túnel do carpo.
O GH deve ser interrompido quando a resposta não é a esperada, na presença de efeitos adversos, ou quando o paciente não quer mais o tratamento.
Para aqueles interessados no assunto recomendo o site da Sociedade Brasileira de Endocrinologia (www.sbem.org.br) e o artigo 10 coisas que você precisa saber sobre crescimento e GH, que serviu de fonte para essa matéria.
A altura de uma pessoa é resultado da combinação de vários genes oriundos de seu pai e de sua mãe. Em geral, temos 50% de chance de ter uma altura semelhante à do pai ou da mãe. Os irmãos tem 50% de chance de ficarem com alturas semelhantes e apenas 25% de semelhança pode ser esperado em relação a altura de avós e tios. Em gêmeos monozigóticos (“idênticos”), cuja carga genética é a mesma, a altura final será praticamente igual, desde que ambos passem pelas mesmas condições ambientais ao longo do período de crescimento. Entretanto, se um deles tiver algum problema nutricional ou alguma doença crônica, ele poderá perder altura e ficar mais baixo em relação ao outro que não enfrentou condições desfavoráveis.
Quando não existe doença, uma vida saudável, alimentação adequada, atividade física, horas de sono suficiente, tudo favorece um crescimento saudável.
O hormônio de crescimento, conhecido como GH, é produzido pela glândula hipófise, situada na base do crânio, e é muito importante para o crescimento estatural desde os primeiros anos de vida. Em alguns casos pode-se ter deficiência de crescimento por alteração na produção desse hormônio. Embora não seja uma causa muito freqüente deve ser sempre suspeitada quando existe diminuição da velocidade de crescimento de uma criança.
O crescimento é um processo bastante dinâmico que inicia na concepção e se estende até a vida adulta, ocorrendo em intensidades variáveis nas diferentes fases da vida de uma criança e de um adolescente. Cada pessoa irá crescer enquanto seus ossos tiverem cartilagens de crescimento não calcificadas, independentemente da idade cronológica que ela apresente. O amadurecimento e a calcificação destas cartilagens de crescimento dependem principalmente da puberdade. Dois jovens de mesma idade cronológica com diferentes estágios puberais irão crescer de forma diferente. Aquele com um desenvolvimento mais avançado da puberdade provavelmente terá as cartilagens mais calcificadas e mais próximo de parar de crescer do que o outro que está apenas na fase inicial da puberdade. Da mesma maneira, uma menina de 10 anos de idade que esteja com as mamas desenvolvidas, com pêlos pubianos e já apresentou a primeira menstruação deve parar de crescer antes do que uma menina de 12 anos de idade que esteja apenas iniciando o desenvolvimento mamário. Este grau de amadurecimento das cartilagens pode ser avaliado com uma radiografia das mãos e dos punhos para avaliação da “idade óssea”.
Nos meninos, a puberdade e o estirão de crescimento começa em média 2 anos mais tarde do que nas meninas. Essa “demora” prolonga o crescimento antes da puberdade, que associado com um estirão mais intenso e um período de crescimento mais prolongado no sexo masculino, resulta que os homens sejam em média 13 cm mais altos que as mulheres.
O tratamento de reposição (substituição) com GH está indicado em todo indivíduo, independente da faixa etária, que apresente deficiência da produção de GH pela hipófise. A deficiência de GH pode ter início na infância (nanismo hipofisário) ou na vida adulta, por exemplo, por causa de um tumor da hipófise. Na infância, o GH também pode ser benéfico na baixa estatura em meninas com Síndrome de Turner, em crianças nascidas pequenas para a idade gestacional, nos portadores da Síndrome de Prader-Willi, em crianças com insuficiência renal crônica, entre outros.
Em geral, nas crianças com baixa estatura causada pelas diferentes etiologias em que o uso de GH está aprovado, o tratamento pode ser feito até que se atinja a estatura final planejada. Em geral, isso não se baseia na idade cronológica, mas sim na idade óssea e na velocidade de crescimento que a criança está apresentando.
O tratamento com GH é feito através de injeções diárias, aplicadas ao deitar, por via subcutânea (isto é, na gordura) nas coxas, braços, nádegas ou abdome. Não existem preparações em formas de comprimidos, sprays, supositórios ou adesivos.
Os efeitos colaterais são raros mas podem ocorrer, principalmente com uso de doses excessivas. Reações locais da aplicação são incomuns mas podem ocorrer. Raramente o uso de GH pode causar hipertensão intracraniana benigna (“síndrome do pseudotumor cerebral”), que cursa com dor de cabeça, vômitos, alterações visuais, agitação ou alterações da marcha (do ato de andar). Em adultos, os principais efeitos colaterais se relacionam com retenção de água que o GH pode promover, causando inchaço, dores articulares ou musculares, e formigamentos de extremidades, geralmente relacionados com a síndrome do túnel do carpo.
O GH deve ser interrompido quando a resposta não é a esperada, na presença de efeitos adversos, ou quando o paciente não quer mais o tratamento.
Para aqueles interessados no assunto recomendo o site da Sociedade Brasileira de Endocrinologia (www.sbem.org.br) e o artigo 10 coisas que você precisa saber sobre crescimento e GH, que serviu de fonte para essa matéria.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Alimentação saudável para todas as idades
1.Faça pelo menos três refeições (café da manhã, almoço e jantar) e dois lanches saudáveis por dia. Não pule as refeições.
Fazendo todas as refeições, você evita que o estômago fique vazio por muito tempo, diminuindo o risco de ter gastrite e de ficar com muita fome e exagerar na quantidade quando for comer.
Evite “beliscar” entre as refeições, isso vai ajudar você a controlar o peso.
Aprecie a sua refeição, coma devagar, mastigando bem os alimentos.
Saboreie refeições variadas dando preferência a alimentos saudáveis típicos da sua região e disponíveis na sua comunidade.
O consumo freqüente e em grande quantidade de sal, gordura, açúcar, doce, refrigerante, salgadinho e outros alimentos industrializados aumenta o risco de doenças como câncer, obesidade, hipertensão arterial, diabetes e doenças do coração. Escolha os alimentos mais saudáveis, lendo as informações e a composição nutricional nos rótulos dos alimentos.
Siga as normas básicas de higiene na hora da compra, do preparo, da conservação e do consumo de alimentos. A higiene é essencial para redução dos riscos de doenças transmitidas pelos alimentos e pela água.
2. Inclua diariamente seis porções do grupo de cereais (arroz, milho, trigo, pães e massas), tubérculos como as batatas e raízes como a mandioca/macaxeira/aipim nas refeições. Dê preferência aos grãos integrais e aos alimentos na sua forma mais natural.
Alimentos como cereais (arroz, milho, trigo), pães e massas, preferencialmente na forma integral; tubérculos como as batatas e raízes como a mandioca/macaxeira/aipim são a mais importante fonte de energia e devem ser o principal componente da maioria das refeições, pois são ricos em carboidratos.
Distribua as seis porções desses alimentos nas principais refeições diárias (café da manhã, almoço e jantar) e nos lanches entre elas.
Nas refeições principais, preencha metade do seu prato com esses alimentos. Se utilizar biscoitos para os lanches, leia os rótulos: escolha os tipos e as marcas com menores quantidades de gordura total, gordura saturada, gordura trans e sódio.
3. Coma diariamente pelo menos três porções de legumes e verduras como parte das refeições e três porções ou mais de frutas nas sobremesas e lanches.
Frutas, legumes e verduras são ricos em vitaminas, minerais e fibras e devem estar presentes diariamente nas refeições, pois contribuem para a proteção à saúde e diminuição do risco de ocorrência de várias doenças.
Varie o tipo de frutas, legumes e verduras consumidos durante a semana. Compre os alimentos da época (estação) e esteja atento para a qualidade e o estado de conservação deles.
Para alcançar o número de porções recomendadas, é necessário que esses alimentos estejam presentes em todas as refeições e lanches do dia. De preferência a frutas, legumes e verduras crus. Procure combinar verduras e legumes de maneira que o prato fique colorido, garantindo assim diferentes nutrientes.
Sucos naturais de fruta feitos na hora são os melhores. A polpa congelada perde alguns nutrientes, mas ainda é uma opção melhor que sucos artificiais, em pó ou em caixinha e aqueles processados com muito açúcar, como os néctares de fruta.
4. Coma feijão com arroz todos os dias ou, pelo menos, cinco vezes por semana. Esse prato brasileiro é uma combinação completa de proteínas e bom para a saúde.
Misture uma parte de feijão para duas partes de arroz cozido.
Varie os tipos de feijão usados (preto, da colônia, manteiguinha, carioquinha, verde, de corda, branco e outros) e as formas de preparo.
Use também outros tipos de leguminosas. A soja, o grão-de-bico, a ervilha seca, a lentilha podem ser cozidos e usados também em saladas frias. A fava também é uma leguminosa de ótima qualidade nutricional.
As sementes (de girassol, gergelim, abóbora e outras) e as castanhas (do Brasil, de caju, nozes, nozes-pecan, amendoim, amêndoas e outras) são fontes de proteínas e de gorduras de boa qualidade.
5. Consuma diariamente três porções de leite e derivados e uma porção de carnes, aves, peixes ou ovos. Retirar a gordura aparente das carnes e a pele das aves antes da preparação torna esses alimentos mais saudáveis!
Leite e derivados são as principais fontes de cálcio na alimentação. Carnes, aves, peixes e ovos fazem parte de uma alimentação nutritiva e contribuem para a saúde e para o crescimento saudável. Todos são fontes de proteínas, vitaminas e minerais.
Os adultos devem preferir leite e derivados com menores quantidades de gorduras (desnatados).
Consuma mais peixe e frango e sempre prefira as carnes magras.
Procure comer peixe fresco pelo menos duas vezes por semana, tanto os de água doce como salgada são saudáveis.
Coma pelo menos uma vez por semana vísceras e miúdos, como o fígado bovino, moela, coração de galinha, entre outros. Esses alimentos são excelentes fontes de ferro, nutriente essencial para evitar anemia.
6. Consuma, no máximo, uma porção por dia de óleos vegetais, azeite, manteiga ou margarina. Fique atento aos rótulos dos alimentos e escolha aqueles com menores quantidades de gorduras trans.
Reduza o consumo de alimentos gordurosos, como carnes com gordura aparente, embutidos (salsicha, lingüiça, salame, presunto, mortadela), queijos amarelos, frituras e salgadinhos, para, no máximo, uma vez por semana.
Use pequenas quantidades de óleo vegetal quando cozinhar (canola, girassol, milho, algodão e soja), sem exagerar nas quantidades. Uma lata de óleo por mês é suficiente para uma família de quatro pessoas.
Use azeite de oliva para temperar saladas, sem exagerar na quantidade. Evite usá-lo para cozinhar, pois perde sua qualidade nutricional quando aquecido.
Prepare os alimentos de forma a usar pouca quantidade de óleo, como assados, cozidos, ensopados e grelhados. Evite cozinhar com margarina, gordura vegetal ou manteiga.
Na hora da compra, dê preferência às margarinas sem gordura trans ou a marcas com menores quantidades desse ingrediente (procure no rótulo essa informação).
7. Evite refrigerantes e sucos industrializados, bolos, biscoitos doces e recheados, sobremesas doces e outras guloseimas como regra da alimentação.
Consuma no máximo uma porção do grupo dos açúcares e doces por dia.
Valorize o sabor natural dos alimentos e das bebidas evitando ou reduzindo o açúcar adicionado a eles.
Diminua o consumo de refrigerantes e de sucos industrializados; a maioria dessas bebidas contém corantes, aromatizantes, açúcar ou edulcorantes (adoçantes artificiais), que não são bons para a saúde.
Prefira bolos, pães e biscoitos doces preparados em casa, com pouca quantidade de gordura e açúcar, sem cobertura ou recheio.
8. Diminua a quantidade de sal na comida e retire o saleiro da mesa. Evite consumir alimentos industrializados com muito sal (sódio) como hambúrguer, charque, salsicha, lingüiça, presunto, salgadinhos, conservas de vegetais, sopas, molhos e temperos prontos.
A quantidade de sal por dia deve ser, no máximo, uma colher de chá rasa, por pessoa, distribuída em todas as refeições.
Utilize somente sal iodado. Não use sal destinado ao consumo de animais, que é prejudicial à saúde humana.
Leia o rótulo dos alimentos e prefira aqueles com menor quantidade de sódio. O consumo excessivo de sódio aumenta o risco de hipertensão arterial e doenças do coração e rins.
Utilize temperos como cheiro verde, alho, cebola e ervas frescas e secas ou suco de frutas, como limão, para temperar e valorizar o sabor natural dos alimentos.
9. Beba pelo menos dois litros (seis a oito copos) de água por dia. Dê preferência ao consumo de água nos intervalos das refeições.
A água é muito importante para o bom funcionamento do organismo das pessoas em todas as idades. O intestino funciona melhor, a boca se mantém úmida e o corpo hidratado.
Use água tratada, fervida ou filtrada para beber e preparar refeições e sucos.
Bebidas açucaradas como refrigerantes e sucos industrializados e bebidas com cafeína como café, chá preto e chá mate não devem substituir a água.
10. Torne sua vida mais saudável. Pratique pelo menos 30 minutos de atividade física todos os dias e evite as bebidas alcoólicas e o fumo. Mantenha o peso dentro de limites saudáveis.
Além da alimentação saudável, a atividade física regular é importante para manter um peso saudável.
Movimente-se! Descubra um tipo de atividade física agradável, o prazer é também fundamental para a saúde. Caminhe, dance, ande de bicicleta, jogue bola, brinque com crianças. Aproveite o espaço doméstico e espaços públicos próximos a sua casa para movimentar-se. Convide os vizinhos, amigos e familiares para acompanhá-lo.
Incentive as crianças a realizarem brincadeiras mais ativas como aquelas que você fazia na sua infância e ao ar livre: pular corda, correr, pular amarelinha, esconde-esconde, pega-pega, andar de bicicleta e outras.
Evitar o fumo e o consumo freqüente de bebida alcoólica também ajuda a diminuir o risco de doenças graves, como câncer e cirrose, e pode contribuir para melhorar a qualidade de vida.
Fazendo todas as refeições, você evita que o estômago fique vazio por muito tempo, diminuindo o risco de ter gastrite e de ficar com muita fome e exagerar na quantidade quando for comer.
Evite “beliscar” entre as refeições, isso vai ajudar você a controlar o peso.
Aprecie a sua refeição, coma devagar, mastigando bem os alimentos.
Saboreie refeições variadas dando preferência a alimentos saudáveis típicos da sua região e disponíveis na sua comunidade.
O consumo freqüente e em grande quantidade de sal, gordura, açúcar, doce, refrigerante, salgadinho e outros alimentos industrializados aumenta o risco de doenças como câncer, obesidade, hipertensão arterial, diabetes e doenças do coração. Escolha os alimentos mais saudáveis, lendo as informações e a composição nutricional nos rótulos dos alimentos.
Siga as normas básicas de higiene na hora da compra, do preparo, da conservação e do consumo de alimentos. A higiene é essencial para redução dos riscos de doenças transmitidas pelos alimentos e pela água.
2. Inclua diariamente seis porções do grupo de cereais (arroz, milho, trigo, pães e massas), tubérculos como as batatas e raízes como a mandioca/macaxeira/aipim nas refeições. Dê preferência aos grãos integrais e aos alimentos na sua forma mais natural.
Alimentos como cereais (arroz, milho, trigo), pães e massas, preferencialmente na forma integral; tubérculos como as batatas e raízes como a mandioca/macaxeira/aipim são a mais importante fonte de energia e devem ser o principal componente da maioria das refeições, pois são ricos em carboidratos.
Distribua as seis porções desses alimentos nas principais refeições diárias (café da manhã, almoço e jantar) e nos lanches entre elas.
Nas refeições principais, preencha metade do seu prato com esses alimentos. Se utilizar biscoitos para os lanches, leia os rótulos: escolha os tipos e as marcas com menores quantidades de gordura total, gordura saturada, gordura trans e sódio.
3. Coma diariamente pelo menos três porções de legumes e verduras como parte das refeições e três porções ou mais de frutas nas sobremesas e lanches.
Frutas, legumes e verduras são ricos em vitaminas, minerais e fibras e devem estar presentes diariamente nas refeições, pois contribuem para a proteção à saúde e diminuição do risco de ocorrência de várias doenças.
Varie o tipo de frutas, legumes e verduras consumidos durante a semana. Compre os alimentos da época (estação) e esteja atento para a qualidade e o estado de conservação deles.
Para alcançar o número de porções recomendadas, é necessário que esses alimentos estejam presentes em todas as refeições e lanches do dia. De preferência a frutas, legumes e verduras crus. Procure combinar verduras e legumes de maneira que o prato fique colorido, garantindo assim diferentes nutrientes.
Sucos naturais de fruta feitos na hora são os melhores. A polpa congelada perde alguns nutrientes, mas ainda é uma opção melhor que sucos artificiais, em pó ou em caixinha e aqueles processados com muito açúcar, como os néctares de fruta.
4. Coma feijão com arroz todos os dias ou, pelo menos, cinco vezes por semana. Esse prato brasileiro é uma combinação completa de proteínas e bom para a saúde.
Misture uma parte de feijão para duas partes de arroz cozido.
Varie os tipos de feijão usados (preto, da colônia, manteiguinha, carioquinha, verde, de corda, branco e outros) e as formas de preparo.
Use também outros tipos de leguminosas. A soja, o grão-de-bico, a ervilha seca, a lentilha podem ser cozidos e usados também em saladas frias. A fava também é uma leguminosa de ótima qualidade nutricional.
As sementes (de girassol, gergelim, abóbora e outras) e as castanhas (do Brasil, de caju, nozes, nozes-pecan, amendoim, amêndoas e outras) são fontes de proteínas e de gorduras de boa qualidade.
5. Consuma diariamente três porções de leite e derivados e uma porção de carnes, aves, peixes ou ovos. Retirar a gordura aparente das carnes e a pele das aves antes da preparação torna esses alimentos mais saudáveis!
Leite e derivados são as principais fontes de cálcio na alimentação. Carnes, aves, peixes e ovos fazem parte de uma alimentação nutritiva e contribuem para a saúde e para o crescimento saudável. Todos são fontes de proteínas, vitaminas e minerais.
Os adultos devem preferir leite e derivados com menores quantidades de gorduras (desnatados).
Consuma mais peixe e frango e sempre prefira as carnes magras.
Procure comer peixe fresco pelo menos duas vezes por semana, tanto os de água doce como salgada são saudáveis.
Coma pelo menos uma vez por semana vísceras e miúdos, como o fígado bovino, moela, coração de galinha, entre outros. Esses alimentos são excelentes fontes de ferro, nutriente essencial para evitar anemia.
6. Consuma, no máximo, uma porção por dia de óleos vegetais, azeite, manteiga ou margarina. Fique atento aos rótulos dos alimentos e escolha aqueles com menores quantidades de gorduras trans.
Reduza o consumo de alimentos gordurosos, como carnes com gordura aparente, embutidos (salsicha, lingüiça, salame, presunto, mortadela), queijos amarelos, frituras e salgadinhos, para, no máximo, uma vez por semana.
Use pequenas quantidades de óleo vegetal quando cozinhar (canola, girassol, milho, algodão e soja), sem exagerar nas quantidades. Uma lata de óleo por mês é suficiente para uma família de quatro pessoas.
Use azeite de oliva para temperar saladas, sem exagerar na quantidade. Evite usá-lo para cozinhar, pois perde sua qualidade nutricional quando aquecido.
Prepare os alimentos de forma a usar pouca quantidade de óleo, como assados, cozidos, ensopados e grelhados. Evite cozinhar com margarina, gordura vegetal ou manteiga.
Na hora da compra, dê preferência às margarinas sem gordura trans ou a marcas com menores quantidades desse ingrediente (procure no rótulo essa informação).
7. Evite refrigerantes e sucos industrializados, bolos, biscoitos doces e recheados, sobremesas doces e outras guloseimas como regra da alimentação.
Consuma no máximo uma porção do grupo dos açúcares e doces por dia.
Valorize o sabor natural dos alimentos e das bebidas evitando ou reduzindo o açúcar adicionado a eles.
Diminua o consumo de refrigerantes e de sucos industrializados; a maioria dessas bebidas contém corantes, aromatizantes, açúcar ou edulcorantes (adoçantes artificiais), que não são bons para a saúde.
Prefira bolos, pães e biscoitos doces preparados em casa, com pouca quantidade de gordura e açúcar, sem cobertura ou recheio.
8. Diminua a quantidade de sal na comida e retire o saleiro da mesa. Evite consumir alimentos industrializados com muito sal (sódio) como hambúrguer, charque, salsicha, lingüiça, presunto, salgadinhos, conservas de vegetais, sopas, molhos e temperos prontos.
A quantidade de sal por dia deve ser, no máximo, uma colher de chá rasa, por pessoa, distribuída em todas as refeições.
Utilize somente sal iodado. Não use sal destinado ao consumo de animais, que é prejudicial à saúde humana.
Leia o rótulo dos alimentos e prefira aqueles com menor quantidade de sódio. O consumo excessivo de sódio aumenta o risco de hipertensão arterial e doenças do coração e rins.
Utilize temperos como cheiro verde, alho, cebola e ervas frescas e secas ou suco de frutas, como limão, para temperar e valorizar o sabor natural dos alimentos.
9. Beba pelo menos dois litros (seis a oito copos) de água por dia. Dê preferência ao consumo de água nos intervalos das refeições.
A água é muito importante para o bom funcionamento do organismo das pessoas em todas as idades. O intestino funciona melhor, a boca se mantém úmida e o corpo hidratado.
Use água tratada, fervida ou filtrada para beber e preparar refeições e sucos.
Bebidas açucaradas como refrigerantes e sucos industrializados e bebidas com cafeína como café, chá preto e chá mate não devem substituir a água.
10. Torne sua vida mais saudável. Pratique pelo menos 30 minutos de atividade física todos os dias e evite as bebidas alcoólicas e o fumo. Mantenha o peso dentro de limites saudáveis.
Além da alimentação saudável, a atividade física regular é importante para manter um peso saudável.
Movimente-se! Descubra um tipo de atividade física agradável, o prazer é também fundamental para a saúde. Caminhe, dance, ande de bicicleta, jogue bola, brinque com crianças. Aproveite o espaço doméstico e espaços públicos próximos a sua casa para movimentar-se. Convide os vizinhos, amigos e familiares para acompanhá-lo.
Incentive as crianças a realizarem brincadeiras mais ativas como aquelas que você fazia na sua infância e ao ar livre: pular corda, correr, pular amarelinha, esconde-esconde, pega-pega, andar de bicicleta e outras.
Evitar o fumo e o consumo freqüente de bebida alcoólica também ajuda a diminuir o risco de doenças graves, como câncer e cirrose, e pode contribuir para melhorar a qualidade de vida.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Você sofre de insônia? Veja algumas dicas para melhorar a qualidade do seu sono:
Luciana Spina - Endocrinologista
Dormir bem é fundamental para manter uma boa saúde física e mental, principalmente se for considerado o desgaste diário que a vida moderna nos impõe, pois o stress provocado pelo trabalho, volume de informações a absorver, cotidiano doméstico e compromissos costuma prejudicar e comprometer a qualidade do sono, gerando o problema da insônia.
Com múltiplos fatores desencadeantes, como stress ansiedade, problemas físicos e emocionais, a insônia muitas vezes pode requerer um tratamento médico, pois uma noite mal dormida pode desencadear queda na produtividade, alterações de humor e outros sintomas.
Se você está sofrendo de insônia, procure orientação médica. Somente um profissional poderá orientar sobre o tratamento mais adequado.
Para amenizar o problema, você pode seguir algumas dicas:
• Procure manter horários regulares para deitar e acordar. Essa prática ajuda a manter uma regularidade do ritmo biológico.
• Mantenha a tranqüilidade do local onde você dorme, evitando utilizá-lo para outras atividades como estudar, assistir TV, jogar vídeo-game etc.
• Se for ler algum livro ou assistir um filme, evite os que possuem conteúdo estimulante (suspense ou terror).
• Os sons, a luminosidade e a temperatura podem interferir na qualidade do sono. O corpo humano precisa de uma temperatura agradável e de um ambiente silencioso com o mínimo de iluminação, para um bom sono.
• Não vá dormir com fome ou alimentado em excesso, pois refeições pesadas podem causar grande desconforto. Lanches leves pouco antes de dormir, acompanhados por bebidas quentes (leite, etc.) podem ajudá-lo a dormir.
• À noite, evite tomar café, chá preto, bebidas do tipo “COLA” ou “GUARANÁ”, pois são bebidas estimulantes.
• Evite o consumo de bebidas alcoólicas à noite, mesmo que elas pareçam induzir o sono, a qualidade do mesmo não é satisfatória. Alguns pacientes podem sentir uma piora dos sintomas de depressão no dia seguinte.
• Evite fumar à noite, já que a nicotina pode ter efeito estimulante.
• Durma somente o tempo suficiente para se sentir bem. Ficar na cama mais do que o necessário pode prejudicar o sono da noite seguinte.
• Evite “brigar com a cama”. Se tentar, e não conseguir dormir levante e tente fazer algo enfadonho ou repetitivo, como ler um livro cansativo. Ouvir uma música suave pode ser relaxante.
• Pratique exercícios físicos. Desde que sejam moderados e regulares, os exercícios físicos facilitam o sono.
• Alguns tipos de chás, tais como de erva cidreira ou folhas de maracujá, podem ajudá-lo a dormir.
• Espreguiçar-se na cama e usar métodos de relaxamento físico, facilitam a conciliação do sono.
• Ao deitar-se, relaxe e pense em coisas amenas, isolando-se dos problemas cotidianos.
• Nunca utilize medicamentos tranqüilizantes para dormir sem orientação e receita médica. Tais produtos sem um rigoroso controle médico poderão prejudicar a sua saúde.
Boa Noite!
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Minha opinião sobre a suspensão dos emagrecedores derivados de anfetaminas
A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu nesta terça-feira (dia 4/10/2011) manter a comercialização e o registro da sibutramina, um dos remédios mais vendidos que atuam na redução do apetite, mas ampliou o controle sobre a prescrição e sobre a utilização do medicamento.
A Anvisa proibiu ainda a comercialização de três outros inibidores de apetite feitos a base de anfetamina: a anfepramona, o femproporex e o mazindol. Num primeiro momento, a sibutramina era considerada a principal vilã na discussão e a ANVISA propunha proibi-la alegando riscos maiores do que benefícios aos pacientes.
Isso porque, no ano passado, a União Européia baniu a venda desse medicamento com base em um estudo feito pelo fabricante, com 10 mil pacientes obesos e com problemas cardíacos ou diabete. Os dados revelaram que havia aumento de 16% de risco de eventos cardíacos.
Foi com base nesse estudo que a agência brasileira passou a restringir a venda desse medicamento (agora ele entrou na classe dos anorexígenos e depende de uma receita especial) e apresentou a proposta pela sua proibição definitiva.
Depois de meses de discussão, no entanto, a história mudou de rumo. Dentro da própria ANVISA ainda não há consenso sobre o destino desses medicamentos.
Membros da Câmara Técnica de Medicamentos (Cateme), órgão que presta consultoria especializada para a ANVISA, defendem a proibição de todas as drogas para emagrecer. Já a equipe de técnicos da agência voltou atrás e passaram a defender a permanência da sibutramina sob controle ainda mais rígido.
No mesmo mês em que esse assunto era discutido a revista Veja publica uma reportagem exaltando o uso de uma medicação injetável para Diabetes como um verdadeiro milagre no tratamento para emagrecer. A medicação- a liraglutida (VICTOZA), existente no mercado Brasileiro há 3 meses, que era vendida sem receita, se esgota nas farmácias do País inteiro! Milhares de pessoas comprando e se injetando sem indicação e acompanhamentos médicos. Vai entender...Em nenhum momento se fala da importância de mudança de estilo de vida, principalmente de hábitos alimentares. Milagres sim! Saúde que é bom....afinal quem não quer emagrecer de maneira fácil?
Não tão fácil assim. Além do alto custo e de ter que ser aplicado diariamente de forma injetável, o Victoza pode causar efeitos indesejáveis! Todo o remédio tem efeitos colaterais! !!! Até os fitoterápicos, ditos naturais...
Se eu indico remédios para emagrecer? SIM! Cada caso é um caso, não existe receita de bolo! Essas medicações se usadas com critério e acompanhamento medico adequado beneficiam os pacientes. A ANVISA deveria fiscalizar melhor a comercialização e não proibir. Vários remédios são vendidos sem receita pela internet, sem nenhum tipo de controle. As próprias farmácias algumas vezes vendem remédios controlados sem receita...
O medico precisa ser criterioso e saber pra quem ele pode prescrever ou não certas medicações. Nem todo mundo tem a mesma sensibilidade a eles. Enfim, a suspensão das anfetaminas termina com um trágico final para esse capítulo da novela!! Aguardem as cenas do próximo capítulo!!
A Anvisa proibiu ainda a comercialização de três outros inibidores de apetite feitos a base de anfetamina: a anfepramona, o femproporex e o mazindol. Num primeiro momento, a sibutramina era considerada a principal vilã na discussão e a ANVISA propunha proibi-la alegando riscos maiores do que benefícios aos pacientes.
Isso porque, no ano passado, a União Européia baniu a venda desse medicamento com base em um estudo feito pelo fabricante, com 10 mil pacientes obesos e com problemas cardíacos ou diabete. Os dados revelaram que havia aumento de 16% de risco de eventos cardíacos.
Foi com base nesse estudo que a agência brasileira passou a restringir a venda desse medicamento (agora ele entrou na classe dos anorexígenos e depende de uma receita especial) e apresentou a proposta pela sua proibição definitiva.
Depois de meses de discussão, no entanto, a história mudou de rumo. Dentro da própria ANVISA ainda não há consenso sobre o destino desses medicamentos.
Membros da Câmara Técnica de Medicamentos (Cateme), órgão que presta consultoria especializada para a ANVISA, defendem a proibição de todas as drogas para emagrecer. Já a equipe de técnicos da agência voltou atrás e passaram a defender a permanência da sibutramina sob controle ainda mais rígido.
No mesmo mês em que esse assunto era discutido a revista Veja publica uma reportagem exaltando o uso de uma medicação injetável para Diabetes como um verdadeiro milagre no tratamento para emagrecer. A medicação- a liraglutida (VICTOZA), existente no mercado Brasileiro há 3 meses, que era vendida sem receita, se esgota nas farmácias do País inteiro! Milhares de pessoas comprando e se injetando sem indicação e acompanhamentos médicos. Vai entender...Em nenhum momento se fala da importância de mudança de estilo de vida, principalmente de hábitos alimentares. Milagres sim! Saúde que é bom....afinal quem não quer emagrecer de maneira fácil?
Não tão fácil assim. Além do alto custo e de ter que ser aplicado diariamente de forma injetável, o Victoza pode causar efeitos indesejáveis! Todo o remédio tem efeitos colaterais! !!! Até os fitoterápicos, ditos naturais...
Se eu indico remédios para emagrecer? SIM! Cada caso é um caso, não existe receita de bolo! Essas medicações se usadas com critério e acompanhamento medico adequado beneficiam os pacientes. A ANVISA deveria fiscalizar melhor a comercialização e não proibir. Vários remédios são vendidos sem receita pela internet, sem nenhum tipo de controle. As próprias farmácias algumas vezes vendem remédios controlados sem receita...
O medico precisa ser criterioso e saber pra quem ele pode prescrever ou não certas medicações. Nem todo mundo tem a mesma sensibilidade a eles. Enfim, a suspensão das anfetaminas termina com um trágico final para esse capítulo da novela!! Aguardem as cenas do próximo capítulo!!
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Posicionamento da Sociedade de Endocrinologia sobre o Victoza
Acabei de receber esse carta escrita pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia. Aproveito que o assunto "está quente" para divulgar:
OFÍCIO Nº 214/SBEM/2011
Rio de Janeiro, 09 de setembro de 2011.
À Revista Veja
A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia vê com preocupação a reportagem “Parece Milagre!”, que estimula o uso, não autorizado pelas agências reguladoras, do medicamento liraglutida com a finalidade exclusiva de emagrecimento. No momento, a única indicação reconhecida para este produto é o tratamento do diabetes. Estudos estão sendo realizados em relação ao seu emprego no tratamento da obesidade acompanhada de complicações, mas ainda não foram publicados os resultados do acompanhamento de um número suficiente de pacientes para que esta indicação terapêutica seja aceita. Enquanto isso não acontecer, não concordamos com a prescrição da liraglutida para perda de peso em pessoas não por tadoras de diabetes.
A obesidade é uma doença crônica que pode ter graves consequências. Seu tratamento é difícil e são poucos os recursos terapêuticos disponíveis. Matérias como “Parece Milagre!” induzem a população a acreditar em uma solução mágica para este grave problema, o que não é verdade. Liraglutida é um medicamento novo e ainda serão necessários vários anos de farmacovigilância para correta avaliação de seus efeitos a longo prazo. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia se prontifica a assessorar os órgãos de imprensa nos assuntos referentes aos distúrbios endócrinos e metabólicos, de modo a evitar que informações sem embasamento científi co sejam veiculadas à população.
Atenciosamente,
Dr. Airton Golbert
Presidente da SBEM
Dr. Ricardo Meirelles
Presidente da Comissão de Comunicação Social da SBEM
OFÍCIO Nº 214/SBEM/2011
Rio de Janeiro, 09 de setembro de 2011.
À Revista Veja
A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia vê com preocupação a reportagem “Parece Milagre!”, que estimula o uso, não autorizado pelas agências reguladoras, do medicamento liraglutida com a finalidade exclusiva de emagrecimento. No momento, a única indicação reconhecida para este produto é o tratamento do diabetes. Estudos estão sendo realizados em relação ao seu emprego no tratamento da obesidade acompanhada de complicações, mas ainda não foram publicados os resultados do acompanhamento de um número suficiente de pacientes para que esta indicação terapêutica seja aceita. Enquanto isso não acontecer, não concordamos com a prescrição da liraglutida para perda de peso em pessoas não por tadoras de diabetes.
A obesidade é uma doença crônica que pode ter graves consequências. Seu tratamento é difícil e são poucos os recursos terapêuticos disponíveis. Matérias como “Parece Milagre!” induzem a população a acreditar em uma solução mágica para este grave problema, o que não é verdade. Liraglutida é um medicamento novo e ainda serão necessários vários anos de farmacovigilância para correta avaliação de seus efeitos a longo prazo. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia se prontifica a assessorar os órgãos de imprensa nos assuntos referentes aos distúrbios endócrinos e metabólicos, de modo a evitar que informações sem embasamento científi co sejam veiculadas à população.
Atenciosamente,
Dr. Airton Golbert
Presidente da SBEM
Dr. Ricardo Meirelles
Presidente da Comissão de Comunicação Social da SBEM
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
NOVO MEDICAMENTO PARA DIABETES USADO COMO EMAGRECEDOR
NOVO MEDICAMENTO PARA DIABETES USADO COMO EMAGRECEDOR
Dra. Luciana Spina- Endocrinologista em 05/09/2011
Está disponível nas há cerca de três meses no Brasil, aprovado pela ANVISA, a liraglutida (nome comercial Victoza®), indicada no tratamento do diabetes tipo 2 em adultos (maiores de 18 anos).
Além de auxiliar no controle glicêmico dos pacientes diabéticos, o Victoza® proporciona importantes benefícios como: perda de peso, redução significativa na pressão arterial sistólica e melhora da função das células beta, responsáveis por sintetizar e secretar a insulina.
A liraglutida pode promover perda de peso por retardar o esvaziamento gástrico e aumentar a sensação de saciedade após as refeições, podendo ser então um grande aliado no combate à obesidade.
Entenda melhor como esse medicamento funciona:
Liraglutida é um análogo de GLP-1 (Glucagon-like peptide-1) – e possui 97% da identidade de sequência de aminoácidos de GLP-1 nativo, hormônio natural produzido pelo intestino que colabora para o metabolismo normal da glicose como outros hormônios pancreáticos e gastrointestinais como a insulina, o glucagon, a amilina etc.
O medicamento age no pâncreas estimulando a liberação de insulina apenas quando os níveis de açúcar no sangue estão altos, o que gera baixo risco de hipoglicemia. Além disso, o medicamento é metabolizado naturalmente pelo organismo e não possui excreção renal.
Sua aplicação se dá por meio de uma caneta de injeção subcutânea, uma vez ao dia, sempre no mesmo horário.
Conheça o principal estudo clínico realizado:
O programa de estudos clínicos LEAD (Ação e Efeito de Liraglutida no Diabetes) testou exaustivamente a eficácia e segurança de liraglutida. Mais de 4.400 pacientes de 40 países em todo o mundo foram reunidos em cinco estudos, que compararam diretamente liraglutida aos tratamentos de diabetes normalmente utilizados como glimepirida, rosiglitazona, insulina glargina e exenatida.
Os principais achados dos estudos LEAD apontam que o tratamento com liraglutida em todos os casos resultou em bom controle do açúcar no sangue. O percentual de pacientes que atingiram a meta da ADA (Associação Americana de Diabetes) dos níveis de açúcar no sangue (HbA1c <7%) foi significativamente mais alto com todas as doses de liraglutida em todas as comparações. A perda de peso média também foi maior no grupo com liraglutida comparado com os outros grupos.
Existe indicação para o uso de Liraglutida no tratamento da obesidade?
Essa semana saiu na revista VEJA uma reportagem ressaltando o uso desse medicamento como emagrecedor.
Como endocrinologista, gostaria de colocar minha opinião sobre essa reportagem e esclarecer alguns pontos. Em primeiro lugar esse medicamento foi inicialmente aprovado para uso em diabéticos. As demais indicações ainda estão em estudo, portanto temos que ter cautela. Alguns médicos já vem usando em não-diabéticos, mas essa prática é considerada off-label, que significa que não está indicada em bula. Sendo assim, esse fato deve ser muito bem esclarecido ao paciente e no meu entender, deve ser assinado um termo de consentimento esclarecido, em que o paciente se declara ciente dos riscos e benefícios da medicação. Temos que levar em consideração que é um medicamento novo existe há apenas 3 meses no mercado brasileiro e há pouco mais de 1 ano e meio nos outros países, incluindo EUA e Europa. Isto significa que, apesar dos grandes estudos pré venda, a classe médica, na sua maioria, tem pouca experiência em usá-lo na prática clínica. Outra questão é que a medicação é injetável e requer cuidados na usa administração. Seu uso é diário e de alto custo financeiro. Então, não é para todo mundo. Em relação aos efeitos colaterais ele pode causar enjôo e náuseas, podendo seu uso ser restrito para indivíduos com problemas gástricos.
O mais importante de tudo isso, é que provavelmente a perda de peso será temporária se não houver mudança de hábito alimentar. A melhora no padrão alimentar é que garante uma vida mais saudável. Procuramos sempre uma maneira fácil e rápida de emagrecer...Mas emagrecer com SAÚDE é aprender a comer bem! Ter qualidade de vida é praticar atividade física. Não existe remédio no mundo que substitua esse fato! Pensem sobre isso!
Não se esqueçam que seu medico é a pessoa mais importante para discutir essas questões com você. Qualquer medicação deve ter seu uso avaliado em termos de riscos e benefícios. O acompanhamento medico é fundamental e cuidar da nossa saúde como um todo essencial !!!
Saúde a todos, Dra Luciana Spina.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Doenças Tireoidianas Pós-Parto
Durante a gravidez o sistema imunológico da mulher, responsável pela produção de anticorpos que defendem seu organismo, precisa se adaptar para não interferir no desenvolvimento fetal. O feto é encarado pelo corpo feminino como um "elemento estranho", mesmo tendo sido gerado a partir de um óvulo do próprio organismo.
A natureza, no entanto, sempre sábia, age para evitar que o sistema imunológico feminino produza anticorpos contra o feto em gestação. Nos nove meses de gravidez, portanto, a mulher terá suas defesas menos agressivas, com capacidade reduzida de rejeitar corpos estranhos. Logo depois do parto, o sistema imunológico materno volta à ativa e, em muitos casos, com mais combatividade.
A tireóide é uma glândula muito visada pelo sistema de defesa que, com relativa freqüência, produz anticorpos contra esta importante glândula causando moléstias bem conhecidas. No pós-parto existe a possibilidade de o sistema imunológico produzir anticorpos anti-tireóide, danificando a glândula.
Tireoidite pós-parto
A tireoidite pós-parto é freqüente, variando a prevalência em diferentes estudos conduzidos em vários países.
A composição racial da população, condições ambientais como falta ou excesso de iodo, fatores genéticos como doenças da tireóide na família e presença prévia de anticorpos anti-tireóide antes da gravidez são alguns fatores relevantes na implicação desta doença.
Em estudo conduzido no Hospital das Clínicas, de São Paulo, notou-se que cerca de 13% de 800 grávidas examinadas antes e após o parto, apresentaram tireoidite pós-parto, com níveis elevados de anticorpos dirigidos contra a própria glândula tireóide chamados de anti-TPO.
Os sintomas e sinais podem ser: depressão pós-parto, fraqueza e cansaço, queda de cabelos, sensação de frio persistente, letargia, falta de ânimo. Estes sintomas são compatíveis com hipotireoidismo, ou seja, falta de função da tireóide.
A causa mais provável e freqüente é a produção anômala de anticorpos contra a glândula tireóide impedindo-a de produzir os hormônios tireóideos.
A evolução da tireoidite pós-parto
Confirmado o diagnóstico por exames de laboratório, é preciso avaliar o dano causado e iniciar o tratamento com hormônio tireóideo sob forma de um comprimido por dia. A evolução parece ser favorável, mas cerca de 50% das pacientes passam a ter necessidade diária e permanente de comprimido de hormônio da tireóide enquanto a outra metade de pacientes recupera a função da tireóide sem necessidade de tratamento imediato.
Acredita-se que estas pacientes poderão, no futuro ter maior sensibilidade para desenvolver a chamada tireoidite crônica auto-imune. A tireoidite pós-parto é relativamente freqüente, atinge cerca de 10% das mulheres e deve ser diagnosticada e tratada o quanto antes. A rapidez implica em melhores chances de sucesso no tratamento
Luciana Spina – Endocrinologista.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Avanços da medicina aumentam expectativa de vida para quem está na faixa dos 40 anos.
Luciana Spina – Endocrinologista.
Quem tem por volta de 40 anos de idade hoje, ou menos, pode ir se preparando: se os especialistas estiverem certos, suas chances de chegar aos cem serão muito maiores, e em condições muito próximas das que vive atualmente. Este acréscimo na expectativa e qualidade de vida virá de diversos avanços esperados para as próximas décadas em áreas como medicina regenerativa, células-tronco e biologia molecular que, segundo alguns, não vão só interromper o processo de envelhecimento como podem até revertê-lo.
- Nos últimos 100 anos houve um aumento da expectativa de vida em mais de 30 anos. Agora, os cálculos são que, no próximos 30 anos, a cada ano que você vive, vai conseguir viver mais um em virtude do que está sendo descoberto e aplicado pela medicina. Há um avanço muito grande que mostra que há formas de subverter ou manipular essa expectativa de vida entendendo melhor como funcionam as células e o organismo.
O importante é viver mais e bem
O limite atual da vida humana foi dado pela pessoa mais longeva do mundo, a francesa Jeanne Calment, que faleceu em 1997 aos 122 anos e 164 dias de idade. Ele destaca, no entanto, que de nada adianta alcançar uma vida tão longa com um organismo decrépito.
O importante não é só viver mais, mas viver mais e bem. A ciência está avançando e conseguimos entender cada vez mais como funciona o organismo e como se pode reverter alguns aspectos do envelhecimento. Não é para a pessoa criar nesse momento a expectativa de que vai viver 150, 200 ou mil anos, mas que, a partir da percepção do avanço da ciência, ela vai ter uma qualidade de vida muito melhor lá na frente.
A chave da longevidade está nas pesquisas sobre os telômeros. Estruturas localizadas nas pontas dos cromossomos, eles funcionam como capas protetoras dessas extremidades, com um papel muito importante na manutenção da integridade do genoma. Os telômeros impedem, por exemplo, a fusão de terminais de diferentes cromossomos ou sua degradação por enzimas que, na falta destas estruturas, considerariam o material dos cromossomos como DNA danificado, desfazendo-os como um cadarço de sapato que perde o adesivo protetor de suas pontas. Recentemente, a cientista Maria Blasco, do Centro Nacional de Pesquisa de Câncer da Espanha, inventou um exame de sangue que pode mostrar o quão rápido uma pessoa está envelhecendo medindo o comprimento de seus telômeros. O teste está previsto para ser posto à venda em 2012.
- Estamos conhecendo cada vez mais sobre os telômeros - conta Rehen. - Há uma série de evidências científicas de uma relação direta entre a longevidade e o comprimento dos telômeros, isto é, quanto menores eles são, menor a capacidade da célula em se dividir. E, quando ela para de se dividir, começa o que chamamos de senescência, que seria a chave do processo de envelhecimento.
Embora o envelhecimento seja um processo natural de desgaste do organismo, não há provas científicas de que ele não possa ser interrompido e seus danos reparados, reforça Aubrey de Grey, pesquisador da Universidade de Cambridge e fundador do projeto SENS (sigla em inglês para "estratégias para engenharia de uma senescência negligenciável").
- No momento, há sim um limite para a vida humana, pois os processos químicos envolvidos na própria vida causam a acumulação de danos moleculares e nas células que a medicina ainda não pode reparar - explica. - Por outro lado, a medicina do futuro deverá ser capaz de reparar todos esses danos e, dessa forma, remover este limite completamente.
Medicina poderá reparar danos
De Grey conta que seu projeto classifica esses danos em sete categorias principais e detalha propostas de como eles podem ser consertados:
- Em resumo, a perda de células em órgãos importantes do corpo seria revertida com terapias com células-tronco; as células malignas resistentes atacadas com toxinas genéticas ou imunológicas; células que se multiplicam demais seriam paradas até impedirmos que estendam os telômeros nas pontas de seus cromossomos; o "lixo" molecular do lado de fora das células seria movido para seu interior por ferramentas do sistema imunológico e o "lixo" molecular dentro delas, por sua vez, degradado por enzimas de bactérias; mutações nas mitocôndrias seriam reparadas com o uso de cópias de seus genes nos núcleos das próprias células; e a matriz intracelular seria restaurada para sua elasticidade da juventude com drogas que quebrem as ligações químicas indesejáveis que ela acumula.
Na opinião de Rehen, quem encara projetos como o de De Grey e outros semelhantes como um desafio à "ordem natural das coisas" ou uma tentativa de "brincar de Deus" não leva em conta toda a própria história da evolução da nossa espécie.
- Claro que De Grey usa uma série de jargões, como dizer que vamos viver mil anos, para conseguir mais visibilidade para a própria fundação - ressalva. - Mas o homem, desde que começou a evoluir, subverte a natureza. O ser humano é a única espécie do planeta capaz de subverter a seleção natural de Darwin. A discussão entre o que é natural ou não já caiu por terra desde que o homem começou a se organizar e aumentar a própria expectativa de vida.
O neurocientista cita ainda como exemplo de pistas dadas pela natureza na busca pela longevidade o caso de um roedor africano conhecido como rato-toupeira-pelado (Heterocephalus glaber). Enquanto a maioria das espécies de roedores tem uma expectativa de vida máxima de dois anos, esses ratos vivem até 28 anos, quase 15 vezes mais.
- Ele é um mamífero que consegue aumentar sua longevidade naturalmente - diz. - Sabemos que a incidência de câncer em roedores é altíssima. Por isso, se não é comido por um predador, ele acaba morrendo num período de dois anos. Já o rato-toupeira-pelado tem a vantagem de conseguir evitar quase por completo a formação de tumores, produzindo em grandes quantidades uma proteína chamada P27 que detém o processo. A partir do momento em que a gente identifica esses exemplos na natureza, fica mais fácil perceber que pode haver um aumento real da nossa longevidade.
Não existe receita milagrosa
Dados recentes mostram que estresse, sedentarismo e obesidade levam ao encurtamento dos telômeros. Não existe uma receita milagrosa. Sabemos que não podemos levar, aos 40 anos, a vida que tinha aos 20. O importante agora é conseguir viver o máximo possível com qualidade, pois a expectativa é muito boa para os próximos 30 anos baseado no que está acontecendo no mundo em termos de evolução da área de gerontologia. A quantidade de artigos e trabalhos é para deixar todo mundo bastante esperançoso e com expectativas boas de viver pelo menos mais 30 anos muito bem.
terça-feira, 21 de junho de 2011
Alimentação no Inverno
Dra. Luciana Spina – Endocrinologista
Por que será que engordamos mais no inverno do que no verão? Será que o nosso corpo está mais lento do que no verão?
É exatamente ao contrário!
No verão temos a impressão de gastarmos mais energia por suarmos mais. Mas o que o corpo está fazendo é liberar o calor que está “sobrando”. No inverno a temperatura “cai”. Nós temos o nosso tecido gorduroso que tem um importante papel de manter a temperatura do nosso corpo. O corpo gasta muito mais energia para manter a temperatura corpórea do que mantê-la.
Para repor essa energia o nosso corpo necessita comer já que é através dela que obtemos nossa primeira fonte de energia. E se nós lembrarmos de reeducar nossa alimentação nós também lembraremos que a energia rápida vem dos carboidratos como massas, pão, bolo, torrada, arroz, etc; e também dos doces. Aí fica claro aquele desejo incontrolável. No inverno sentimos vontade de tomar algo quente para aquecer o corpo como um chá, mas logo na nossa cabeça vem a nossa cultura de tomar chá com torrada ou biscoitos.
O mesmo acontece com a sopa que sempre vem acompanhada por um pão.O que tem que ficar bem claro é que o desejo de comer não está só na necessidade de repor energia, mas também nas nossas cabeças. Se inverno nos lembra queijos variados com vinho e você não controlar a quantidades desses petiscos, não será esse gasto a mais do nosso corpo que conseguirá deixar a nossa balança (quanto comemos e quanto gastamos) equilibrada. Esse gasto de energia a mais é mínimo perto da quantidade de calorias que ingerimos nesses alimentos. Portanto se não tomarmos cuidado o ponteiro da balança subirá sem ao menos percebermos, já que as roupas de inverno são mais largas. Outro agravante é a preguiça que o friozinho nos dá. Não são todas as pessoas que tem ânimo de chegar à noite e ir para uma academia com esse frio. Mas deveria. Se o seu objetivo é emagrecer aproveite que o nosso corpo está gastando mais energia e programe-se para perder uns quilinhos. Reeduque sua alimentação e pratique uma atividade física.
Por que será que engordamos mais no inverno do que no verão? Será que o nosso corpo está mais lento do que no verão?
É exatamente ao contrário!
No verão temos a impressão de gastarmos mais energia por suarmos mais. Mas o que o corpo está fazendo é liberar o calor que está “sobrando”. No inverno a temperatura “cai”. Nós temos o nosso tecido gorduroso que tem um importante papel de manter a temperatura do nosso corpo. O corpo gasta muito mais energia para manter a temperatura corpórea do que mantê-la.
Para repor essa energia o nosso corpo necessita comer já que é através dela que obtemos nossa primeira fonte de energia. E se nós lembrarmos de reeducar nossa alimentação nós também lembraremos que a energia rápida vem dos carboidratos como massas, pão, bolo, torrada, arroz, etc; e também dos doces. Aí fica claro aquele desejo incontrolável. No inverno sentimos vontade de tomar algo quente para aquecer o corpo como um chá, mas logo na nossa cabeça vem a nossa cultura de tomar chá com torrada ou biscoitos.
O mesmo acontece com a sopa que sempre vem acompanhada por um pão.O que tem que ficar bem claro é que o desejo de comer não está só na necessidade de repor energia, mas também nas nossas cabeças. Se inverno nos lembra queijos variados com vinho e você não controlar a quantidades desses petiscos, não será esse gasto a mais do nosso corpo que conseguirá deixar a nossa balança (quanto comemos e quanto gastamos) equilibrada. Esse gasto de energia a mais é mínimo perto da quantidade de calorias que ingerimos nesses alimentos. Portanto se não tomarmos cuidado o ponteiro da balança subirá sem ao menos percebermos, já que as roupas de inverno são mais largas. Outro agravante é a preguiça que o friozinho nos dá. Não são todas as pessoas que tem ânimo de chegar à noite e ir para uma academia com esse frio. Mas deveria. Se o seu objetivo é emagrecer aproveite que o nosso corpo está gastando mais energia e programe-se para perder uns quilinhos. Reeduque sua alimentação e pratique uma atividade física.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Acúmulo de gases que levam à flatulência
Flatulência (acúmulo de gases)
Dra. Luciana Spina
O acúmulo de gases produzidos no intestino, além da flatulência, muitas vezes causa grande desconforto, pois provocam distensão abdominal. Essa distensão que dá a sensação de inchaço e ganho de peso.
Os maiores "responsáveis" pela produção e liberação dos gases são os carboidratos que não são quebrados durante a passagem pelo estômago. Como o intestino não produz as enzimas responsáveis pela sua digestão, eles são fermentados por bactérias que ali residem, produzindo gases.
Outros fatores podem estar também relacionados, como a prisão de ventre, por exemplo. A constipação (intestino preso) faz com que a comida demore mais tempo para passar pela parte inferior do aparelho digestivo, provocando maior fermentação dos alimentos e conseqüentemente, maior formação de gases.
Pessoas com intolerância à lactose, colite e dispepsia também são mais propensas a apresentarem flatulência.Mas a maior parte dos casos de flatulência é mesmo proveniente da alimentação.
Alguns alimentos e atitudes colaboram para uma maior produção de gases intestinais.
• Ervilha, feijão, e leguminosas em geral têm grande quantidade de carboidrato não absorvível e tendem a fermentar no intestino. Mas isso não significa que você deve excluí-los da sua dieta;
• Outros alimentos também são conhecidos por aumentarem a produção de gases, são eles: repolho, batata doce, cebola, couve, ovo, brócolis, entre outros.
• Comer depressa faz com que você não mastigue direito os alimentos, atrapalhando assim a digestão e fazendo com que o bolo fecal chegue ao intestino sem estar adequadamente digerido;
• Uma dieta pobre em fibras e com baixo consumo de água dificulta o trânsito intestinal, causando prisão de ventre.
De maneira geral, a prática de atividade física regular, a adoção de hábitos alimentares saudáveis e o consumo médio de 2 litros de água por dia, além de contribuir com a boa forma, são aliados para combater a retenção de líquidos e a formação de gases intestinais.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Polêmica:Anorexígenos
Mais uma etapa da discussão sobre a decisão da Anvisa, de suspender a venda da sibutramina e medicamentos anorexígenos no mercado brasileiro, está marcada para o dia 7 de junho, em Brasília, numa Audiência Pública no Senado. De acordo com a SBEM, caso essa proibição seja efetivada, milhares de pacientes serão prejudicados e os endocrinologistas perderão um importante recurso para auxiliar no tratamento da obesidade.
A Audiência Pública será presidida pelo Senador Paulo Paim. Como os parlamentares se orientam pela opinião pública para adotar suas posições políticas, por serem representantes do povo, a SBEM solicita a todas as pessoas contrárias à proibição dos inibidores do apetite que enviem um e-mail ao Senador, externando sua opinião. Para isso, a Sociedade sugere o texto abaixo:
Contraproposta.
A obesidade é uma epidemia mundial e contribui para a ocorrência de inúmeras outras doenças graves, como diabetes, hipertensão arterial, dislipidemias, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e vários tipos de câncer. Seu tratamento é difícil, baseado em adoção de hábitos saudáveis de alimentação e atividade física, mas muitos pacientes não conseguem aderir ao plano alimentar necessário à perda de peso. Para estes é fundamental o apoio farmacológico.
Assim sendo não concordamos com a proibição dos medicamentos inibidores do apetite atualmente disponíveis no Brasil, cujo emprego, respeitadas as boas normas de prática clínica, suas indicações e eventuais contra-indicações, auxilia inúmeros pacientes a atingir um peso mais saudável.
Elogiando a iniciativa de promover a Audiência Pública no Senado Federal para debater esse importante tema de saúde pública, conto com seu apoio no sentido de evitar que a Anvisa leve adiante sua intenção de banir os medicamentos à base de sibutramina, dietilpropiona, femproporex e mazindol, contrariando as necessidades de significativa parcela da população portadora de obesidade.
Dra. Luciana Spina – Endocrinologista.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Consumindo mais fibras na alimentação
As fibras são grandes aliadas na prevenção de doenças cardiovasculares, diabetes, prisão de ventre e também no câncer de cólon. Além de auxiliarem no combate ao mau hálito, facilitam a digestão e proporcionam a sensação de saciedade. São classificadas em solúveis e insolúveis.
As solúveis são aquelas que proporcionam uma digestão mais lenta e eficaz, podemos encontrá-las em alimentos como:
• aveia;
• cevada;
• bagaço de frutas cítricas;
• maçã;
• goiaba.
Já as fibras insolúveis atuam no intestino grosso absorvendo a água e assim deixando as fezes mais amolecidas, facilitando a evacuação. Além de pressionar a parede do intestino, estimulando a peristalse, com isso evitando a prisão de ventre. Os principais alimentos ricos em fibras insolúveis são:
• cereais (farelos);
• hortaliças;
• casca das frutas
• legumes.
Beber água também é mito importante. Beba cerca de 2 litros ao dia!
Dra. Luciana Spina – Endocrinologista.
As solúveis são aquelas que proporcionam uma digestão mais lenta e eficaz, podemos encontrá-las em alimentos como:
• aveia;
• cevada;
• bagaço de frutas cítricas;
• maçã;
• goiaba.
Já as fibras insolúveis atuam no intestino grosso absorvendo a água e assim deixando as fezes mais amolecidas, facilitando a evacuação. Além de pressionar a parede do intestino, estimulando a peristalse, com isso evitando a prisão de ventre. Os principais alimentos ricos em fibras insolúveis são:
• cereais (farelos);
• hortaliças;
• casca das frutas
• legumes.
Beber água também é mito importante. Beba cerca de 2 litros ao dia!
Dra. Luciana Spina – Endocrinologista.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
Como protejer sua saúde de quedas bruscas de temperatura?
O inverno ainda não começou, mas o frio já apareceu e, com isso, algumas doenças podem aparecer. Alergia, resfriado, asma e gripe são apenas algumas das doenças que se intensificam com a queda de temperatura.
Confira algumas dicas para manter a saúde no frio:
Fique atento às variações de temperatura. Em casa, no trabalho e em outros locais fechados, costuma-se sentir calor. Porém, ao sair d
estes ambientes, a brusca queda de temperatura pode facilitar a ocorrência de doenças.
Ingerir líquidos quentes ao longo do dia, como chás, café e chocolate quente, ajuda a manter o corpo aquecido, mas deve-se evitar o exagero no consumo desses produtos.
Mantenha a higiene doméstica, evitando o acúmulo de poeira, que desencadeia diversos problemas alérgicos;
Evite banhos com água muito quente, que provocam ressecamento da pele;
Evite exposição prolongada a ambientes com ar condicionado_ quente ou frio;
As pessoas com alergia devem ficar atentas a cobertores que soltam pelos. Substituí-los por mantas de tecido sintético ou algodão pode auxiliar na prevenção de rinites e outros quadros alérgicos;
As alergias também podem ser reduzidas lavando e secando ao sol, antes de usar, mantas, cobertores e blusas de lã, guardadas por muito tempo em armários. Pacientes com antecedentes como bronquite e rinite costumam ter crises nesta época. É importante procurar um médico e seguir suas recomendações;
Atenção ao sol. Mesmo com o frio é importante manter o cuidado com o sol, utilizando protetores, especialmente quando o céu estiver “limpo”;
Tome muito cuidado com o acesso de crianças pequenas à cozinha. Evite que brinquem neste ambiente, atraídas pelo calor. Líquidos e panelas quentes causam graves acidentes. Em caso de queimadura a orientação é buscar atendimento médico imediatamente.
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