Dra. Luciana Spina – Endocrinologista
Por que será que engordamos mais no inverno do que no verão? Será que o nosso corpo está mais lento do que no verão?
É exatamente ao contrário!
No verão temos a impressão de gastarmos mais energia por suarmos mais. Mas o que o corpo está fazendo é liberar o calor que está “sobrando”. No inverno a temperatura “cai”. Nós temos o nosso tecido gorduroso que tem um importante papel de manter a temperatura do nosso corpo. O corpo gasta muito mais energia para manter a temperatura corpórea do que mantê-la.
Para repor essa energia o nosso corpo necessita comer já que é através dela que obtemos nossa primeira fonte de energia. E se nós lembrarmos de reeducar nossa alimentação nós também lembraremos que a energia rápida vem dos carboidratos como massas, pão, bolo, torrada, arroz, etc; e também dos doces. Aí fica claro aquele desejo incontrolável. No inverno sentimos vontade de tomar algo quente para aquecer o corpo como um chá, mas logo na nossa cabeça vem a nossa cultura de tomar chá com torrada ou biscoitos.
O mesmo acontece com a sopa que sempre vem acompanhada por um pão.O que tem que ficar bem claro é que o desejo de comer não está só na necessidade de repor energia, mas também nas nossas cabeças. Se inverno nos lembra queijos variados com vinho e você não controlar a quantidades desses petiscos, não será esse gasto a mais do nosso corpo que conseguirá deixar a nossa balança (quanto comemos e quanto gastamos) equilibrada. Esse gasto de energia a mais é mínimo perto da quantidade de calorias que ingerimos nesses alimentos. Portanto se não tomarmos cuidado o ponteiro da balança subirá sem ao menos percebermos, já que as roupas de inverno são mais largas. Outro agravante é a preguiça que o friozinho nos dá. Não são todas as pessoas que tem ânimo de chegar à noite e ir para uma academia com esse frio. Mas deveria. Se o seu objetivo é emagrecer aproveite que o nosso corpo está gastando mais energia e programe-se para perder uns quilinhos. Reeduque sua alimentação e pratique uma atividade física.
BEM VINDOS!
BEM VINDOS ! Espaço exclusivamente utilizado para divulgação de dicas em saúde.
Seguindo as normas éticas do Conselho Federal de Medicina fica vedado ao médico prestar atendimento médico à distância e principalmente pela internet.
A conduta médica depende de avaliação clínica completa.Para maiores informações acessem www.lucianaspina.com.br . Boa leitura!
terça-feira, 21 de junho de 2011
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Acúmulo de gases que levam à flatulência
Flatulência (acúmulo de gases)
Dra. Luciana Spina
O acúmulo de gases produzidos no intestino, além da flatulência, muitas vezes causa grande desconforto, pois provocam distensão abdominal. Essa distensão que dá a sensação de inchaço e ganho de peso.
Os maiores "responsáveis" pela produção e liberação dos gases são os carboidratos que não são quebrados durante a passagem pelo estômago. Como o intestino não produz as enzimas responsáveis pela sua digestão, eles são fermentados por bactérias que ali residem, produzindo gases.
Outros fatores podem estar também relacionados, como a prisão de ventre, por exemplo. A constipação (intestino preso) faz com que a comida demore mais tempo para passar pela parte inferior do aparelho digestivo, provocando maior fermentação dos alimentos e conseqüentemente, maior formação de gases.
Pessoas com intolerância à lactose, colite e dispepsia também são mais propensas a apresentarem flatulência.Mas a maior parte dos casos de flatulência é mesmo proveniente da alimentação.
Alguns alimentos e atitudes colaboram para uma maior produção de gases intestinais.
• Ervilha, feijão, e leguminosas em geral têm grande quantidade de carboidrato não absorvível e tendem a fermentar no intestino. Mas isso não significa que você deve excluí-los da sua dieta;
• Outros alimentos também são conhecidos por aumentarem a produção de gases, são eles: repolho, batata doce, cebola, couve, ovo, brócolis, entre outros.
• Comer depressa faz com que você não mastigue direito os alimentos, atrapalhando assim a digestão e fazendo com que o bolo fecal chegue ao intestino sem estar adequadamente digerido;
• Uma dieta pobre em fibras e com baixo consumo de água dificulta o trânsito intestinal, causando prisão de ventre.
De maneira geral, a prática de atividade física regular, a adoção de hábitos alimentares saudáveis e o consumo médio de 2 litros de água por dia, além de contribuir com a boa forma, são aliados para combater a retenção de líquidos e a formação de gases intestinais.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Polêmica:Anorexígenos
Mais uma etapa da discussão sobre a decisão da Anvisa, de suspender a venda da sibutramina e medicamentos anorexígenos no mercado brasileiro, está marcada para o dia 7 de junho, em Brasília, numa Audiência Pública no Senado. De acordo com a SBEM, caso essa proibição seja efetivada, milhares de pacientes serão prejudicados e os endocrinologistas perderão um importante recurso para auxiliar no tratamento da obesidade.
A Audiência Pública será presidida pelo Senador Paulo Paim. Como os parlamentares se orientam pela opinião pública para adotar suas posições políticas, por serem representantes do povo, a SBEM solicita a todas as pessoas contrárias à proibição dos inibidores do apetite que enviem um e-mail ao Senador, externando sua opinião. Para isso, a Sociedade sugere o texto abaixo:
Contraproposta.
A obesidade é uma epidemia mundial e contribui para a ocorrência de inúmeras outras doenças graves, como diabetes, hipertensão arterial, dislipidemias, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e vários tipos de câncer. Seu tratamento é difícil, baseado em adoção de hábitos saudáveis de alimentação e atividade física, mas muitos pacientes não conseguem aderir ao plano alimentar necessário à perda de peso. Para estes é fundamental o apoio farmacológico.
Assim sendo não concordamos com a proibição dos medicamentos inibidores do apetite atualmente disponíveis no Brasil, cujo emprego, respeitadas as boas normas de prática clínica, suas indicações e eventuais contra-indicações, auxilia inúmeros pacientes a atingir um peso mais saudável.
Elogiando a iniciativa de promover a Audiência Pública no Senado Federal para debater esse importante tema de saúde pública, conto com seu apoio no sentido de evitar que a Anvisa leve adiante sua intenção de banir os medicamentos à base de sibutramina, dietilpropiona, femproporex e mazindol, contrariando as necessidades de significativa parcela da população portadora de obesidade.
Dra. Luciana Spina – Endocrinologista.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Consumindo mais fibras na alimentação
As fibras são grandes aliadas na prevenção de doenças cardiovasculares, diabetes, prisão de ventre e também no câncer de cólon. Além de auxiliarem no combate ao mau hálito, facilitam a digestão e proporcionam a sensação de saciedade. São classificadas em solúveis e insolúveis.
As solúveis são aquelas que proporcionam uma digestão mais lenta e eficaz, podemos encontrá-las em alimentos como:
• aveia;
• cevada;
• bagaço de frutas cítricas;
• maçã;
• goiaba.
Já as fibras insolúveis atuam no intestino grosso absorvendo a água e assim deixando as fezes mais amolecidas, facilitando a evacuação. Além de pressionar a parede do intestino, estimulando a peristalse, com isso evitando a prisão de ventre. Os principais alimentos ricos em fibras insolúveis são:
• cereais (farelos);
• hortaliças;
• casca das frutas
• legumes.
Beber água também é mito importante. Beba cerca de 2 litros ao dia!
Dra. Luciana Spina – Endocrinologista.
As solúveis são aquelas que proporcionam uma digestão mais lenta e eficaz, podemos encontrá-las em alimentos como:
• aveia;
• cevada;
• bagaço de frutas cítricas;
• maçã;
• goiaba.
Já as fibras insolúveis atuam no intestino grosso absorvendo a água e assim deixando as fezes mais amolecidas, facilitando a evacuação. Além de pressionar a parede do intestino, estimulando a peristalse, com isso evitando a prisão de ventre. Os principais alimentos ricos em fibras insolúveis são:
• cereais (farelos);
• hortaliças;
• casca das frutas
• legumes.
Beber água também é mito importante. Beba cerca de 2 litros ao dia!
Dra. Luciana Spina – Endocrinologista.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
Como protejer sua saúde de quedas bruscas de temperatura?
O inverno ainda não começou, mas o frio já apareceu e, com isso, algumas doenças podem aparecer. Alergia, resfriado, asma e gripe são apenas algumas das doenças que se intensificam com a queda de temperatura.
Confira algumas dicas para manter a saúde no frio:
Fique atento às variações de temperatura. Em casa, no trabalho e em outros locais fechados, costuma-se sentir calor. Porém, ao sair d
estes ambientes, a brusca queda de temperatura pode facilitar a ocorrência de doenças.
Ingerir líquidos quentes ao longo do dia, como chás, café e chocolate quente, ajuda a manter o corpo aquecido, mas deve-se evitar o exagero no consumo desses produtos.
Mantenha a higiene doméstica, evitando o acúmulo de poeira, que desencadeia diversos problemas alérgicos;
Evite banhos com água muito quente, que provocam ressecamento da pele;
Evite exposição prolongada a ambientes com ar condicionado_ quente ou frio;
As pessoas com alergia devem ficar atentas a cobertores que soltam pelos. Substituí-los por mantas de tecido sintético ou algodão pode auxiliar na prevenção de rinites e outros quadros alérgicos;
As alergias também podem ser reduzidas lavando e secando ao sol, antes de usar, mantas, cobertores e blusas de lã, guardadas por muito tempo em armários. Pacientes com antecedentes como bronquite e rinite costumam ter crises nesta época. É importante procurar um médico e seguir suas recomendações;
Atenção ao sol. Mesmo com o frio é importante manter o cuidado com o sol, utilizando protetores, especialmente quando o céu estiver “limpo”;
Tome muito cuidado com o acesso de crianças pequenas à cozinha. Evite que brinquem neste ambiente, atraídas pelo calor. Líquidos e panelas quentes causam graves acidentes. Em caso de queimadura a orientação é buscar atendimento médico imediatamente.
sábado, 30 de abril de 2011
Você sabe o que é gigantismo?
É muito freqüente encontrarmos pais preocupados com a altura dos seus filhos, mas quase sempre temem pela baixa estatura. Raro mesmo a preocupação quando uma criança esta crescendo demais, assim como no caso da pequena Julia de 3 anos.
Na medicina, o gigantismo é uma enfermidade hormonal causada pela excessiva secreção do hormônio do crescimento durante a idade do crescimento; se ocorrer na fase adulta é denominado de acromegalia. Os indivíduos que sofrem desta doença alcançam estaturas entre 2,4m e 2,75m.
Na maioria dos casos é causado por um tumor na glândula pituitária, porém pode estar associado a outras enfermidades, como a Síndrome de McCune-Albright ou o Complexo de Carney.
Entre os sintomas se encontra altura muito acima da média, as dores de cabeça, o atraso da puberdade, entre outros. Para confirmar a existência desta enfermidade se recorre a exames de sangue para medir a quantidade de hormônio de crescimento e, a causa pode ser confirmada na realização de uma tomografia para descartar um possível tumor na glândula pituitária.
O tratamento consiste em reduzir a produção do hormônio de crescimento. Esta redução pode ser obtida pela administração de medicamentos, ou recorrer ao processo cirúrgico se a produção excessiva for ocasionada por um tumor.
Dra Luciana Spina
Clique e assista a participação da Dra Luciana Spina, nos Programas RJ Record (25/4/2011) e RJ no Ar (26/4/2011), da Rede Record.
Participação no RJ Record
quinta-feira, 31 de março de 2011
Comunicado Importante aos Pacientes
Já há algum tempo os médicos vem se submetendo a uma baixa remuneração de consultas e procedimentos pelos planos de saúde, muitas vezes atrasando o pagamento e glossando (suspendem o pagamento) sem ao menos avisar aos médicos.
Há uma enorme burocratização do processo de preenchimento das guias e envio de faturas, e muitas vezes não há transparência por parte das operadoras de saúde. Não existe periodicidade, nem critério de reajuste dos valores remunerados nos contratos. Alguns convênios estão há anos sem reajuste, o que não é a realidade de um custo de consultório onde contas a pagar só aumentam.
Os convênios acabam interferindo na conduta do médicos, quando por exemplo estipulam o prazo para retorno de consulta ou não autorizam determinado procedimento médico. Quem perde com isso são os pacientes. Cada vez menos médicos tem interesse em se credenciar a planos de saúde.
Muitos estão abandonando os planos que pagam pouco. Resultado: dificuldade do paciente em agendar uma consulta, muitas vezes com meses de espera. Sem falar no tempo cada vez mais reduzido da consulta.
Essa paralisação tem como objetivo mobilizar a sociedade e os órgão competentes visando a valorização do ato médico. A princípio a população pode se sentir prejudicada com essa paralisação, mas na verdade estará ganhando com isso. A satisfação do médico refletirá numa consulta com mais qualidade.
A paralisação será de apenas um dia. Os atendimentos de urgência e emergência não serão suspensos e os pacientes que desejarem serem atendidos impreterivelmente nesse dia poderão pagar pela consulta. A população deve entender nosso motivos e nos apoiar nessa reivindicação tão
justa!
Drª Luciana Spina
segunda-feira, 28 de março de 2011
Os perigos da obesidade e do sedentarismo
sexta-feira, 25 de março de 2011
Conheça os benefícios da semente de linhaça na alimentação
Alimento é rico em ômega 3 e 6, além de apresentar proteínas, vitaminas e minerais
A linhaça é rica em ácidos graxos essenciais, mais conhecidos como ômega 3 e ômega 6. Estes ácidos graxos auxiliam na prevenção de doenças cardiovasculares reduzindo o LDL (colesterol ruim) e impedindo seu acúmulo nas artérias. Na composição da semente de linhaça também estão presentes proteínas, fibras, vitaminas e minerais, que lhe conferem a propriedade de alimento funcional. Por isso, auxilia na prevenção de alguns tipos de câncer; melhora o funcionamento intestinal, contribui para a estabilidade da glicemia em diabéticos e possui propriedades antioxidantes que retardam o envelhecimento celular.
A linhaça é a semente do linho. É usada há mais de 5000 anos e hoje é considerado um alimento funcional devido aos seus conhecidos benefícios para a saúde. Dela se extrai um óleo de grande valor nutricional e na prevenção de doenças.
A semente moída traz mais benefícios nutricionais que a semente inteira, que possui uma casca resistente, difícil de digerir. Portanto, uma forma fácil de quebrá-las é passá-las em um processador ou liquidificador usando apenas a tecla pulsar para que não vire pó e perca as funções de fibra. Depois, guarde-as em refrigerador, fora da luz. Desta forma, a utilização será ainda melhor. As sementes podem ser utilizadas em iogurtes, saladas, sucos, vitaminas, misturados a cereais, massas de pães e bolos e em todos os outros alimentos. As sementes também podem substituir o óleo ou gordura utilizada em uma receita. Por exemplo, se uma receita pedir 1/3 xícara (chá) de óleo, use 1 colher (sopa) de semente de linhaça moída, em substituição.
Não existem diferenças nutricionais entre a semente de linhaça marrom e a dourada, porém, a linhaça marrom é cultivada em regiões de clima quente e úmido (o que freqüentemente exige o uso de agrotóxicos) e possui uma casca mais resistente. A semente dourada é plantada em regiões frias, cultivada de forma orgânica e seu sabor geralmente é mais suave do que o da marrom.
O óleo de linhaça é extraído da semente inteira, usando métodos de extração a frio, desenvolvidos especialmente para este fim. O produto obtido pode ser comercializado de duas formas: engarrafado, para ser usado em saladas ou pratos frios ou em cápsulas gelatinosas, utilizadas como suplementação de ômega 3. É importante ressaltar que algumas propriedades funcionais da linhaça são encontradas na casca e, portanto não estão presentes quando somente o óleo é ingerido.
Recomenda-se de uma a duas colheres (sopa) de semente de linhaça ao dia. Deve-se evitar o consumo excessivo devido ao seu conteúdo calórico (cada colher de sopa tem aproximadamente 66 calorias) e pelo risco de interferir na absorção de outros nutrientes. Para facilitar a adaptação e digestão, recomenda-se que a inclusão da linhaça na alimentação diária seja gradativa.
terça-feira, 22 de março de 2011
segunda-feira, 21 de março de 2011
Convite aos pacientes para participar do programa “Alternativa Saúde” do Canal GNT
Queridos pacientes!
Recebi um convite para participar do Programa Alternativa Saúde, do canal GNT. Eles estão procurando pessoas com diabetes, hipertensão arterial e hipotiroidismo, na faixa de 25 a 50 anos, para serem entrevistados. Quem tiver interesse pode se inscrever no site da GNT. Conheço o Programa, é bem legal, eles acompanham a rotina da pessoa e abordam vários aspectos de saúde.
Abraços!
Clique aqui para participar
quinta-feira, 17 de março de 2011
Animação em 3D - "Convivendo com o Diabetes"
domingo, 13 de março de 2011
Polêmica sobre suspensão dos remédios para emagrecer
A intenção da ANVISA de proibir a venda dos remédios para emagrecer, como a sibutramina, alegando que não reduziam o peso e que seus possíveis efeitos-colaterais suplantariam os benefícios, gerou muita polêmica.
A obesidade é uma doença crônica, grave, originada por múltiplos fatores orgânicos e ambientais, que é a causa de várias outras condições, como o diabetes, a hipertensão arterial e o aumento de colesterol, que por sua vez podem resultar em complicações cardiovasculares severas, como o infarto. Assim, a obesidade precisa ser tratada com seriedade e muitas vezes com medicação.
Os remédios para emagrecimento que existem atualmente quando bem indicados e usados corretamente, raramente apresentam problemas.
Os efeitos-colaterais geralmente são bem tolerados e costumam desaparecer apos as primeiras semanas de uso. Os mais frequentes são boca seca, insônia, dor de cabeça, ansiedade e taquicardia.
Não deveria haver proibição dessas medicações e sim uma prescrição adequada e ética com um bom controle e fiscalização da comercialização. Os estudos que levaram à proibição da substância na Europa foram feitos em pacientes com problemas de saúde, que pelas orientações da bula nem deveriam ter sido medicados.
Proibir o uso de medicações que auxiliam a perda de peso restringe a liberdade do indivíduo que necessita do medicamento e do médico que pratica uma medicina ética e com critérios.
A sibutramina, assim como os outros medicamentos usados para emagrecer estão no mercado há muitos anos e são de grande utilidade para auxiliar na perda de peso, principalmente de grandes obesos. O problema está no seu uso indiscriminado, sem indicação, de forma inadequada e muitas vezes sem acompanhamento medico. Alguns pacientes como os hipertensos severos e cardiopatas não devem usar esse tipo de medicação. O médico tem que ser capaz de indicar e escolher a melhor medicação para cada paciente. Deve sim haver um maior combate à comercialização irregular desses remédios, algumas vezes comprados sem receitas, pela internet ou com uso de falsas receitas.
Existem diretrizes sobre o tratamento farmacológico da obesidade e do sobrepeso que são respaldadas em trabalhos científicas e têm como objetivo diminuir os riscos de diabetes e doenças cardiovasculares associados ao excesso de peso. Uma redução de 5% a 10% do peso corporal já é suficiente para diminuir esses riscos.
Enfim, remédio para emagrecer deve ter justificativa de uso e ser bem indicado pelo médico. Não deve ser usado sem critério. A mudança de hábito alimentar e a prática regular de exercícios devem ser sempre estimuladas. O remédio não pode ser a única medida e deve ser encarado como adjuvante ao tratamento, que consiste principalmente na mudança de estilo de vida. O endocrinologista é o profissional mais indicado para orientar, tratar e acompanhar o tratamento para emagrecer.
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