BEM VINDOS!

BEM VINDOS ! Espaço exclusivamente utilizado para divulgação de dicas em saúde.
Seguindo as normas éticas do Conselho Federal de Medicina fica vedado ao médico prestar atendimento médico à distância e principalmente pela internet.
A conduta médica depende de avaliação clínica completa.Para maiores informações acessem www.lucianaspina.com.br . Boa leitura!

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Dicas para perder peso


Algumas dicas que irão ajudar no processo de emagrecimento:


1. Peça ajuda

Mudança de velhos hábitos enraizados durante anos pode ser difícil, ter o apoio de amigos e colegas vai ajudar você manter o foco.

Dica: Compartilhe dicas e novas receitas com amigos, familiares e colegas.


2. Organize-se

Tente planejar sua alimentação com antecedência e providenciar quais os ingredientes e produtos você precisa ter na geladeira e dispensa de casa. Isto tornará mais fácil manter o seu plano de alimentação e menos propenso a comer opções mais calóricas ou menos saudáveis ​​quando você estiver na correria do dia a dia.

Dica: Experimente cozinhar maiores quantidades e porções e congele. Será útil quando você não tiver tempo suficiente para cozinhar.

3. Limpe seus armários e gavetas

Tendo alimentos tentadores na casa ou em sua mesa, será muito mais difícil para você para resistir a comê-los.

Dica: Afaste qualquer guloseimas que estão à espreita em sua casa - se eles não estiverem por perto, será mais difícil comê-los!

4. Não se sinta derrotado em dias difíceis

É normal ter dias mais difíceis e escapar da dieta. O importante é não deixar que este dias te derrube e te impessa de continuar firme e forte no seu objetivo. É o que você faz a maior parte do tempo que conta!

5. Identifique seus gatilhos

Da próxima vez que você tiver um dia difícil e não resistir a uma segunda porção ou faltar a aula de ginástica, pense sobre o que te levou a ter esse comportamento. Tente identificar os sentimentos que provocaram esse deslize, por exemplo, a fome, fadiga ou estresse. Como você pode mudar o resultado da próxima vez que passar por uma situação semelhante?

Dica: Controle a sua fome comendo refeições regulares e garanta que você tenha bastante proteína em sua dieta. A proteína é essencial para o envio de sinais para o cérebro para dizer: "Obrigado, eu estou cheio". Introduza lanches saudáveis ​​se necessário como Iogurtes ou frutas.

6.Recompensa-te!

Faça uma lista de metas que você espera atingir na jornada em direção ao seu objetivo final e encontre formas de recompensar a si mesmo quando você alcançar essas metas. Isso vai encorajá-lo a permanecer focado e torna o desafio mais agradável também!

Dica: Faça uma massagem, desfrutar de um dia de spa, compre uma roupa nova, tente um novo esporte.

Mantenha-se positivo!
Converse com seu médico e peça orientação, procure melhorar a qualidade da sua vida. Sua saúde é o seu bem mais precioso.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Deficiencia de Vitamina D


A prevalência da deficiência de Vitamina D é real ou está super-estimada?
Inicialmente fica claro que apesar da escassez de estudos de prevalência no  Brasil, a deficiência de Vitamina D parece ser um problema comum em regiões de latitudes mais baixas como a região sul, e é especialmente uma condição mais prevalente no idoso. Em um estudo realizado com 102 idosos, não institucionalizados,  de baixa renda, em Porto Alegre (Scalco et al Endocrine 2008 33(1) 95-100), a prevalência da deficiência de vitamina D chegou a 85,7%. Estes dados destoam entretanto, de um estudo realizado em crianças em Recife, que virtualmente não encontrou casos de deficiência de Vitamina D. Na Europa, há uma nitida variação sazonal, com quedas no inverno, chegando a ocorrer uma prevalência de 40% em adultos jovens nesta estação do ano. Nos EUA, entretanto, o comitê do Instituto de Medicina  (IOM) concluiu que a prevalência de deficiência de vitamina D está super-estimada, sendo que a maioria da população americana tem níveis acima de 20ng/ml. Durante o evento, foi ponderado pelo Dr. Mauro Czepielewski que, em crianças com baixa estatura, também há uma alta prevalência de deficiência de vitamina D. Baseado no estudo de seu grupo, publicado no European Journal of Clinical Nutrition (2010) 64 1296-31, em uma amostra de 58 crianças e adolescentes com baixa estatura, pertencentes a uma coorte de 851 pacientes que consultam por baixa-estatura no ambulatório de endocrinologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, 47,6% apresentavam niveis insuficientes de vitamina D (21-29 ng/ml) e 8,6% tinham deficiência de vitamina D <20ng/ml.
Quem deve dosar a vitamina D?
É importante salientar que não está indicado realizar o rastreamento universal para deficiência de vitamina D. O que se preconiza é que sejam realizadas dosagens somente em casos de maior risco. Estes seriam os idosos (especialmente com história de quedas ou fraturas não-traumáticas, pacientes com osteoporose, com doença renal crônica, sindromes de mal-absorção, doenças granulomatosas, pacientes em uso de anticonvulsivantes, glicocorticóide, anti-retrovirais, antifúngicos e pacientes com doença hepática crônica, além de crianças e adultos obesos. (Guidelines on Vitamin D deficiency - JCEM 2011, 96(7)1-20). O Dr Mauro Czepielewski pondera que esta indicação também deveria ser extendida a crianças com baixa estatura, como citado acima.
Como se define a deficiência de vitamina D?
A partir do consenso da Endocrine Society de 2011 passa a ser aceito como diagnóstico de deficiência de Vitamina D com níveis de 25(OH)D abaixo de 20ng/ml. Estudos indicam que há uma clara alteração no remodelamento ósseo, com redução da massa óssea, quando os niveis ficam abaixo de 30ng/ml. O aumento secundário mais significativo do PTH, entretanto, tende a ocorrer abaixo de 25ng/ml (Wagman RB, JCEM 2002; 87:4429-30). Portanto níveis entre 20-30ng/ml são considerados insuficiência de vitamina D e, entre 30 e 100ng/ml, níveis suficientes.
Os ensaios da vitamina D são confiáveis?
O exame de escolha para avaliação do status de vitamina D é a dosagem da 25-hidroxi-vitamina D- 25(OH)D, devido a meia-vida mais longa e por refletir melhor o estado nutricional da vitamina D. O método padrão-ouro atualmente é por HPLC.  Esta técnica porém é muito laboriosa e cara para ser popularizada. Desta forma, os laboratórios utilizam kits de quimioluminescência ou radioimunoensaio, sem a mesma precisão. No Brasil não há sistema de validação inter-laboratórios. Há, entretanto, um programa internacional de aferição (DEQAS- Dannish External Quality Assessment System) que certifica laboratórios com níveis aceitáveis de precisão em todo mundo, inclusive brasileiros. Mesmo assim a variabilidade do ensaio ainda é grande atingindo 20-30%. (Roth HJ, Schmidt-Gayk H et al. Ann Clin Biochem 2008 45:153 – 159).
Mudanças de estilo de vida apenas, são eficazes em melhorar os níveis de Vitamina D?
Segundo o Dr Tiago Schuch, provavelmente não. A exposição da pele ao sol seria a maneira fisiológica mais eficiente para a manutenção de níveis adequados de vitamina D, porém diversas variáveis ambientais (como latitude, sazonalidade e cobertura clmática por nuvens) e variáveis individuais ( cor da pele, uso de protetores solares) podem influenciar  a quantidade de sol necessária para a produção da vitamina D. É importante ressaltar que ainda não há definição de qual tempo de exposição solar seria seguro em relação ao risco de câncer de pele. Isto limita esta recomendação de forma universal. Por outro lado, as fontes alimentares são em geral insuficientes para se atingir as necessidades mínimas diárias de vitamina D.
Qual a melhor forma de se repôr Vitamina D, e em que doses?
Em adultos, as doses atualmente recomendadas para a prevenção da deficiência de Vitamina D vão de 600 UI (entre 19-70 anos) a 800 UI em idosos. Em um estudo randomizado francês (Chapuy MC, NEJM 1992 327:1637), realizado em mulheres na pós-menopausa, aquelas recebendo reposição de calcio e 800 UI de vitamina D/dia  tiveram redução significativa da incidência de fraturas vertebrais e não-vertebrais.
Para se  atingir níveis acima de 30ng/ml, entretanto ( considerado o nível necessário pra manter a saúde óssea)   é preciso ingerir 1500 a 2000 UI de vitamina D ao dia. Em caso de  tratamento da deficiência de Vitamina D, são necessárias doses diárias de 6.000 UI/dia até que sejam atingidos os niveis adequados ou doses semanais de 50.000UI por 6 a 8 semanas. O uso de doses elevadas anuais não é recomendado.
Quais são os benefícios não-calcêmicos da Vitamina D?
Como a maioria dos tecidos e células do corpo alberga o receptor para vitamina D e a 1,25(OH)2D influencia a sua expressão juntamente com outros fatores em até 1/3 do genoma humano, não é surpreendente que diversos estudos tenham encontrado associações entre vitamina D e diversos tipos de cancer, incluindo cólon, prostata, mama e pâncreas. Diversas doenças auto-imunes como artrite reumatóide, doença de Crohn e esclerose múltipla também estão associadas. De maior importância para o endocrinologista foi discutido especialmente a associação da deficiência de vitamina D com diabetes e doença cardiovascular.
O Dr. Sergio Atala Dib discutiu as inter-relações entre a vitamina D e o diabetes mélito tipos 1 e 2, salientando que estas ocorrem através do seu efeito coadjuvante na secreção e na ação da insulina apresentando também um efeito anti-inflamatório. Especificamente em relação ao diabetes mélito do tipo 1, essa última ação está associada aos seus efeitos  imunomoduladores que mostram o seu potencial, junto a insulinoterapia, para preservar a secreção residual de peptideo-C  nesses pacientes.  Dib observou que a Vitamina D tem potencial, provavelmente em doses mais altas, associada à imunoterapia na prevenção secundária (indivíduos com 2 ou mais anticorpos anti-ilhotas) e terciária (diagnóstico recente) do DM1. Com relação ao DM2, existem estudos mostrando que entre os individuos de risco, os que possuem valores mais baixos de vitamina D evoluem mais frequentemente para doença manifesta.
O Dr. Canani discutiu principalmente a associação entre a vitamina D e a doença cardiovascular. Foi dito que existe uma grande quantidade de evidência representada por  estudos observacionais associando baixos níveis de vitamina D a maior risco de doença cardiovascular. Entretanto, ainda são poucos os estudos randomizados que sugerem um efeito protetor da suplementação de vitamina D na prevenção. Todas as evidências existentes são oriundas de estudos onde o objetivo primário era a prevenção ou tratamento da doença óssea, sendo portanto desfechos substitutos. Provavelmente um dos aspectos mais avaliado é o efeito da vitamina D na mortalidade cardiovascular e geral. Meta-análises recentes chegaram a resultados discordantes neste aspecto. Intervenções buscando elevar os níveis de vitamina por sua vez, foram associadas a reduções não-significativas de mortalidade (Elamin MB JCEM 10.121/jc.2011-0398). Desta forma, a prescrição de vitamina D para prevenção ou tratamento de doença cardiovascular, até o momento não é preconizada.
Em relação a câncer, nenhum estudo randomizado de larga escala foi realizado usando esta patologia no desfecho principal. As evidências derivam de estudos observacionais e de associação e não provam causa-efeito, embora haja plausibilidade biológica para a teoria de que o câncer possa ser prevenido pela vitamina D. Há dados interessantes relatando que o risco para cancer colo-retal se torna progressivamente mais baixo na medida em que os niveis de 25(OH)D sobem para 30-32ng/ml, mas as análises secundárias de grandes estudos avaliando suplementação de vitamina D e incidência total de cancer não tem se mostrado ser significatvas ( NEJM364 (15) 2011 p 1385-87).
Apesar de promissor, muito ainda precisa ser estudado em vitamina D e futuros ensaios clinicos definirão a importância do seu potencial benefício em doenças não-ósseas, alegado por entusiastas da vitamina D.
4o encontro anual das regionais SBEM e SBD em Porto Alegre - 1 de dezembro de 2012.
Apresentadores: Luis Henrique Canan; Mauro Czepielewski; Sergio Atala Dib; Tiago Schuch
Texto e Revisão:Dr. Marcello Bertoluci e Dra. Marcia K Puñales
Fonte: http://www.diabetes.org.br/

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Compulsão alimentar

A obesidade se caracteriza por um excesso de tecido gorduroso em relação à massa magra (constituída pela musculatura, ossos e órgãos). A obesidade é responsável por uma série de complicações e prejuízos à saúde e pode interferir fortemente na auto-estima e na adaptação social. Doenças como diabetes, elevação do colesterol e triglicérides (gorduras do sangue), hipertensão arterial, infarto agudo do miocárdio, arteriosclerose (endurecimento das artérias), acidente vascular cerebral ("derrame" ou isquemia), trombose, problemas nas articulações, alterações do sono e alguns tipos câncer que são mais freqüentes em pessoas obesas do que em pessoas com peso na faixa normal.
A obesidade é considerada uma doença multifatorial, ou seja, múltiplos fatores contribuem para o seu aparecimento e para sua manutenção. Aí se incluem os fatores genéticos, alimentares, emocionais, culturais, sociais, mudanças de comportamento, doenças endócrinas, gasto energético, e em alguns casos hábitos compulsivos.

O que é compulsão alimentar?
A compulsão alimentar está presente em aproximadamente 30% dos pacientes que nos procuram no consultório com problemas de excesso de peso. É mais freqüente em mulheres e sofre influência de fatores emocionais, atividade física, quantidade de carboidratos da dieta, intervalos das refeições e da fase do ciclo menstrual. A pessoa com episódios de comer compulsivo geralmente come grandes quantidades em pequeno espaço de tempo, às vezes sem fome, até se sentir desconfortavelmente “cheia” e freqüentemente seguida de sensação de arrependimento ou culpa.
Uma das causas implicadas na causa da compulsão parece ser a diminuição da serotonina (um neurotransmissor cerebral- substância química encontrada no cérebro) vem sendo relacionada com o transtorno do comportamento compulsivo. A descoberta de medicamentos mais recentes que aumentam os níveis de serotonina no cérebro mostrou bons resultados em muitos casos de compulsão. A atividade física também reduz a ocorrência de episódios compulsivos enquanto situações de ansiedade, depressão e dietas muito rígidas com poucos carboidratos nas refeições tendem a aumentar a compulsão. O tratamento dever ser orientado por um endocrinologista e na maioria dos casos o acompanhamento psicoterápico também estará indicado.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Caxumba - Sintomas e Tratamento


Caxumba é uma doença infecciosa causada por um vírus da família dos paramyxovirus, que provoca não só inflamação nas parótidas, mas também nas glândulas submaxilares e sublinguais.

Na maior parte das vezes, a infecção se manifesta na infância, nos meses de inverno e no começo da primavera.

Embora seja uma enfermidade de evolução benigna, em alguns casos podem ocorrer as seguintes complicações: inflamação dos testículos e dos ovários (que pode resultar em esterilidade), meningite asséptica, pancreatite, neurite e surdez.

O período de incubação varia de 14 a 25 dias. A transmissão se dá pelo contato direto com as secreções das vias aéreas superiores da pessoa infectada, a partir de dois dias antes até nove dias depois do aparecimento dos sintomas.

Raros são os casos de reinfecção pelo vírus da caxumba. Em geral, uma vez infectada, a pessoa adquire imunidade contra a doença. No entanto, se a infecção se manifestou apenas de um lado, o outro pode ser afetado em outra ocasião.


Sintomas

Inchaço e dor na parótida e nas outras glândulas salivares infectadas (localizadas embaixo da mandíbula), dor muscular e ao engolir, febre, mal-estar, inapetência são sintomas da infecção, menos intensos nas crianças do que nos adultos.

Os seguintes sinais sugerem complicações da doença e exigem assistência médica imediata:

1) Dor e inchaço nos testículos (orquite);
2) Na região dos ovários (ooforite);
3) Náuseas, vômitos, dor no abdômen superior (pancreatite);
4) Rigidez na nuca, dor de cabeça e prostração (meningite).


Diagnóstico

O diagnóstico é basicamente clínico. Entretanto, há exames de sangue que ajudam identificar a presença de anticorpos contra o vírus da caxumba. Eles devem ser realizados quando for necessário estabelecer o diagnóstico de certeza.


Prevenção e tratamento

A vacina contra caxumba é produzida com o vírus vivo atenuado da doença e faz parte do Calendário Básico de Vacinação. Pode ser aplicada isoladamente. No entanto, em geral, está associada às vacinas contra sarampo e rubéola. As três juntas compõem a vacina tríplice viral. A primeira dose deve ser administrada aos doze meses e a segunda, entre 4 e 6 anos.

Exceção feita aos imunodeprimidos e às gestantes, adultos que não foram infectados nem tomaram a vacina na infância e adolescência devem ser imunizados.

Não existem drogas específicas contra a caxumba. A doença é autolimitada e o tratamento, sintomático com analgésicos, antitérmicos. O doente deve permanecer em repouso enquanto durar a infecção.


Recomendações

* Não se automedique, nem medique a criança antes de consultar um médico e ter o diagnóstico de certeza de caxumba, doença também conhecida como parotidite infecciosa ou papeira;

* Mantenha o doente em repouso até que tenham desaparecido os sintomas;

* Ofereça-lhe alimentos líquidos ou pastosos, que são mais fáceis de engolir;

* Lembre-se: adultos que não foram vacinados ou não tiveram a doença podem ser infectados pelo vírus da caxumba e por isso devem ser vacinados;

* Atenção mulheres que nunca tiveram caxumba, nem tomaram a vacina: procurem um posto para serem vacinadas antes de engravidar. Na gestação, a doença pode provocar abortamento.

Fonte: Drauzio Varella

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Vitamina D

A vitamina D evita a depressão, osteoporose, câncer da próstata, câncer da mama e, até mesmo efeitos do diabetes e obesidade. A vitamina D é talvez o nutriente mais substimado no mundo da nutrição. Seu corpo a produz quando a luz solar atinge a sua pele.

1. A vitamina D é produzida pela pele em resposta à exposição e radiação ultravioleta da luz solar natural.
2. Os saudáveis raios de luz solar natural que geram a vitamina D em sua pele não atravessam o vidro e, por isto, seu organismo não produz vitamina D quando você esta no carro, escritório ou em sua casa.
3. É quase impossível conseguir quantidades adequadas de vitamina D a partir da dieta. A exposição à luz solar é a única maneira confiável para seu corpo dispor de vitamina D.
4. Seria necessária a ingestão diária de dez copos grandes de leite enriquecido com vitamina D para obter os níveis mínimos necessários de vitamina D.
5. Quanto maior a distância da linha do equador e o lugar onde você vive, maior será a exposição ao sol ne cessária para gerar vitamina D, pois depende do ângulo de incidência dos raios solares. Canadá, Reino Unido, a maior parte dos EUA estão longe do equador e maior parte do Brasil está perto do equador.
6. Pessoas com a pigmentação escura da pele podem precisar de 20-30 vezes mais exposição à luz solar do que pessoas de pele clara para gerar a mesma quantidade de vitamina D. Por isto, também, o câncer de próstata é muito frequente entre homens negros - é a simples deficiência generalizada de luz solar.
7. Níveis suficientes de vitamina D são essenciais para a absorção de cálcio nos intestinos. Sem vitamina D suficiente, seu corpo não pode absorver o cálcio, tornando os suplementos de cálcio inúteis.
8. A deficiência crônica de vitamina D não pode ser revertida do rapidamente. São necessários meses de suplementação de vitamina D e de exposição à luz solar para "reconstruir" os ossos e o sistema nervoso.
9. Mesmo filtros solares fracos (FPS = 8) bloqueiam em 95% a capacidade do seu corpo de gerar vitamina D. É por isto que o uso constante de protetores solares provocam deficiência crítica de vitamina D.
10. A exposição à luz solar não gera a produção excessiva de vitamina D em seu corpo, porque ele se auto-regula e produz apenas a quantidade que necessita.
11. A vitamina D é "ativada" pelos rins e fígado, antes de ser usada pelo organismo e, por isto, doenças renais ou hepáticas podem prejudicar muito a ativação da vitamina D circulante.
12. Algumas substâncias denominadas "antioxidantes" aceleram muito a capacidade do organismo para lidar com luz solar, sem que ela nos provoque danos, também permitem que você fique exposto ao sol duas vezes mais tempo sem danos. Um exemplo de tais antioxidantes é a astaxantina, poderoso "filtro solar interno". Outras fontes de antioxidantes similares são algumas frutas (açaí, romã, mirtilo, etc.), algumas algas e alguns crustáceos do mar (camarão, "krill", etc.)

Doenças e condições causadas pela deficiência de vitamina D:
A osteoporose é geralmente causada por falta de vitamina D que provoca deficiência na absorção de cálcio.
A deficiência de vitamina D na infância causa o raquitismo, falta de calcificação dos ossos.
A deficiência de vitamina D pode agravar o diabetes tipo 2 e prejudicar a produção de insulina pelo pâncreas.
Bebês que recebem a suplementação de vitamina D (2.000 unidades por dia) têm um risco 80% menor de desenvolver diabetes tipo 1 durante os próximos vinte anos.
A obesidade prejudica a utilização da vitamina D no organismo e obesos precisam de duas vezes mais vitamina D.
A depressão, a esquizofrenia e os cânceres de próstata, de mama, de ovário e de cólon são frequentes em pessoas com deficiência de vitamina D.
Portanto, níveis normais de vitamina D previnem estas doenças.
O risco de desenvolver doenças graves como diabetes e câncer é reduzido de 50% a 80% através da exposição simples, à luz solar natural 2 a 3 vezes por semana.
A depressão sazonal de inverno, muito comum nos países de clima temperado, é causada por um desequilíbrio da melatonina, devido à menor de exposição ao sol.
O que você pode fazer: A exposição sensível à luz solar natural é a estratégia mais simples, mais fácil e ainda uma das mais importantes para melhorar a saúde.
Em caso de necessidade de reposição de Vitamina D procure a orientação de um Endocrinologista.

(Compilado por Mike Adams, com base em uma entrevista com o Dr. Michael Holick, autor do livro "The UV Advantage")

terça-feira, 24 de março de 2015

Entendendo o Climatério e a Menopausa

Dra Luciana Spina Endocrinologista

Climatério é o período de transição que antecede a menopausa quando os ciclos menstruais e ovulatórios se tornam irregulares e organismo deixa de produzir, de forma lenta e gradativa, os hormônios estrogênio e progesterona. A intensidade ou a duração do fluxo menstrual modifica-se, tende a ficar mais espaçada, até parar.

O início da menopausa só pode ser considerado após um ano do último fluxo menstrual, uma vez que, durante esse intervalo, a mulher ainda pode, ocasionalmente, menstruar.

A menopausa é mais um estágio na vida da mulher. Nesse período ocorrem transformações no organismo feminino, que aumentam a possibilidade de aparecimento e agravamento de doenças.
Não há uma idade exata para a menopausa: ela varia de mulher para mulher. Em média, ocorre entre os 45 e 55 anos. Pode acontecer antes dessa fase, de forma espontânea ou cirúrgica – a chamada menopausa precoce. A menopausa cirúrgica ocorre após a retirada dos ovários ou do útero.

Os principais sintomas da menopausa são: Ausência da menstruação; Ressecamento vaginal (secura); Ondas de calor; Suores noturnos; Insônia; Diminuição no desejo sexual; Diminuição da atenção e memória; Perda de massa óssea (osteoporose); Aumento do risco cardiovascular; Alterações na distribuição da gordura corporal e Depressão.

Devido à redução do metabolismo ocasionado pela idade, pode haver ganho de peso, aumento do nível do colesterol e, consequentemente, da Pressão Arterial. Em conjunto com o Ginecologista , o Endocrinologista pode ajudar nessa fase e orientar para que não haja ganho de peso excessivo. 

Atividade física é fundamental e ajuda muito. Analisar as variações na concentração dos hormônios, como progesterona, estrogênio e FSH podem ajudar detectar o início da menopausa é possível.

O ginecologista deve ainda solicitar  exames como a mamografia, a ultrassonografia e o preventivo.

O método mais eficaz de tratar a menopausa é a terapia de reposição hormonal. Ela traz de volta ao organismo os hormônios estrogênio e progesterona, de modo a amenizar e/ou reverter os sintomas da menopausa, tais como ondas de calor, depressão, ressecamento vaginal, falta de libido, entre outros.
Há também os tratamentos não hormonais que procuram amenizar os sintomas sem repor os hormônios em queda. O tratamento para a menopausa varia de acordo com o perfil de cada paciente e somente seu médico poderá escolher a melhor opção para você.

--
Dra Luciana Spina
Endocrinologista- Doutorado pela UFRJ
Programa de Diabetes e Hipertensão da SMSDC-RJ

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Osteoporose e uso de Prolia


Novo medicamento para tratamento de osteoporose:

Prolia contém denosumab, uma proteína (anticorpo monoclonal) que interfere com a acção de outra proteína, de modo a tratar a perda óssea e a osteoporose. O tratamento com Prolia torna o osso mais forte e com menor probabilidade de partir.
O osso é um tecido vivo e está sempre a ser renovado. Os estrogénios ajudam a manter os ossos saudáveis. Depois da menopausa, os níveis de estrogénios diminuem o que pode fazer com que os ossos se tornem finos e frágeis. Isto pode levar eventualmente a uma doença chamada osteoporose. Muitas mulheres com osteoporose não têm sintomas, mas continuam a estar em risco de partirem ossos, especialmente na coluna, anca e punhos.
A cirurgia ou medicamentos que impedem a produção de estrogénios ou de testosterona utilizados para tratar os doentes com cancro da mama ou da próstata também podem levar a perda óssea. Os ossos tornam-se mais fracos e partem-se com maior facilidade.


Prolia é utilizado para tratar:

  • a osteoporose em mulheres depois da menopausa (pós-menopáusica), reduzindo o risco de fracturas da coluna, da anca e outras fracturas.
  • a perda óssea resultante da redução do nível hormonal (testosterona) causada por cirurgia ou pelo tratamento com medicamentos em doentes com cancro da próstata.
O que se deve tomar em consideração antes de utilizá-lo?
Não utilize Prolia se tem níveis baixos de cálcio no sangue (hipocalcemia) e  se tem alergia (hipersensibilidade) ao denosumab ou a qualquer outro componente de Prolia.

Tome especial cuidado com Prolia
Informe o seu médico imediatamente se desenvolver um inchaço, zona vermelha na pele, mais frequentemente na parte inferior da perna, com uma sensação de calor e dolorosa ao toque (celulite), e possivelmente com sintomas de febre enquanto estiver em tratamento com Prolia.
Informe o seu médico se tem alergia ao látex (a tampa da agulha da seringa pré-cheia contém um derivado do látex).
Informe o seu médico se tem ou teve problemas graves nos rins, insuficiência renal ou se já precisou de diálise.
Também deve tomar suplementos de cálcio e de vitamina D enquanto estiver em tratamento com Prolia. O seu médico discutirá isto consigo.
Se tem um cancro, está a ser submetido a quimioterapia ou radioterapia, está a tomar esteróis, não recebe tratamento dentário por rotina ou tem uma doença das gengivas, antes de iniciar o tratamento com Prolia deve ser considerada uma avaliação dentária.
Se estiver a fazer um tratamento dentário ou se for submetido a cirurgia dentária, informe o seu dentista de que está a ser tratado com Prolia.
É importante manter uma boa higiene oral enquanto estiver em tratamento com Prolia.
Prolia não é recomendado em doentes com menos de 18 anos de idade. A utilização de Prolia não foi estudada em crianças e adolescentes.
Ao utilizar Prolia com outros medicamentos
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Gravidez e aleitamento
Prolia não foi testado em mulheres grávidas. É importante informar o seu médico se estiver grávida; achar que está grávida; ou planear engravidar. Não é recomendado utilizar Prolia se estiver grávida.
Desconhece-se se Prolia é excretado no leite materno. É importante informar o seu médico se estiver a amamentar ou se planear fazê-lo. O seu médico ajudá-la-á a decidir se deverá parar de amamentar ou se deverá parar de utilizar Prolia, tendo em consideração o benefício da amamentação para o bebé e o benefício de Prolia para a mãe.
Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.
Condução de veículos e utilização de máquinas
Os efeitos de Prolia sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são nulos ou desprezíveis.
Informações importantes sobre alguns componentes de Prolia
Se for intolerante a alguns açúcares
Se o seu médico lhe disse que tem intolerância a alguns açúcares (sorbitol E420), fale com o seu médico antes de tomar este medicamento.
Se estiver a fazer uma dieta controlada em termos de teor de sódio
Este medicamento contém menos de 1 mmol de sódio (23 mg) por 60 mg, i.e. é essencialmente ‘isento de sódio’.

Como é utilizado?
A dose habitual é de uma seringa pré-cheia de 60 mg administrada uma vez de 6 em 6 meses, na forma de uma injecção única sob a pele (subcutânea). As melhores zonas para
injectar são a parte superior da coxa e o abdómen. O seu prestador de cuidados
também pode utilizar a parte exterior do seu braço. Cada embalagem de Prolia
contém um cartão lembrete com autocolantes que podem ser removidos da
caixa. Utilize os autocolantes descoláveis para marcar a data da próxima
injecção no seu calendário pessoal e/ou no cartão lembrete para manter um
registo da data da sua próxima injecção.
Também deve tomar suplementos de cálcio e de vitamina D enquanto estiver em tratamento com Prolia. O seu médico discutirá isto consigo.
O seu médico pode decidir que é melhor ser você ou um prestador de cuidados a injectar Prolia. O seu médico ou prestador de cuidados de saúde mostrar-lhe-ão como utilizar Prolia. Para obter as instruções sobre como injectar Prolia, por favor leia a secção no fim deste folheto.
Caso se tenha esquecido de utilizar Prolia
Se se esquecer de tomar uma dose de Prolia, a injecção deve ser administrada assim que possível. Daí em diante, as injecções devem ser cuidadosamente marcadas de 6 em 6 meses a partir da data da última injecção.


Para obter o maior benefício do seu tratamento, é importante que utilize Prolia durante o período de tempo receitado pelo seu médico. Fale com o seu médico antes de considerar parar o tratamento.

Quais são os possíveis efeitos secundários?
Pouco frequentemente, os doentes a receberem Prolia podem desenvolver infecções da pele (predominantemente celulite). Informe o seu médico imediatamente se desenvolver algum destes sintomas enquanto estiver a receber Prolia: inchaço, zona vermelha na pele, mais frequentemente na perna, que produz uma sensação quente e dolorosa ao toque e possivelmente com sintomas de febre.
Como todos os medicamentos, Prolia pode causar efeitos secundários, no entanto estes não se manifestam em todas as pessoas.
A frequência dos efeitos secundários possíveis listados abaixo é definida utilizando a seguinte convenção:
Muito frequentes (afectam mais de 1 utilizador em cada 10)
Frequentes (afectam 1 a 10 utilizadores em cada 100)
Pouco frequentes (afectam 1 a 10 utilizadores em cada 1.000)
Raros (afectam 1 a 10 utilizadores em cada 10.000)
Muito raros (afectam menos de 1 utilizador em cada 10.000)
Desconhecido (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis).

Efeitos secundários frequentes:
  • dor ao urinar, urinar com frequência, sangue na urina, incapacidade para reter a urina,
  • infecção do tracto respiratório superior,
  • dor, formigueiro ou dormência que se estende pela perna abaixo (ciática),
  • coloracão leitosa no cristalino do olho (cataratas),
  • prisão de ventre,
  • reacção na pele,
  • dor no braço ou na perna (dor nas extremidades).
Efeitos secundários pouco frequentes:
  • inchaço, zona vermelha na pele, com maior frequência na perna, que produz uma sensação quente e dolorosa ao toque (celulite) e possivelmente com sintomas de febre,
  • febre, vómitos e dor e desconforto abdominal (diverticulite),
  • infecção no ouvido,
  • afecção da pele com comichão, vermelhidão e/ou secura (eczema).

Efeitos secundários raros:

  • dor persistente e/ou ferida da boca ou mandíbula que não cicatriza.
Efeitos secundários muito raros:
  • diminuição dos níveis baixos de cálcio no sangue (hipocalcemia).
Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

Como deve ser guardado?
Manter fora do alcance e da vista das crianças.
Não utilize Prolia após o prazo de validade impresso no rótulo e na embalagem exterior após EXP. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.
Conservar no frigorífico (2°C – 8°C).
Não congelar.
Conservar na embalagem de origem para proteger da luz.
Não agitar excessivamente.
A sua seringa pré-cheia pode ficar fora do frigorífico até atingir a temperatura ambiente (até 25°C) antes de injectar. Assim tornará a injecção mais confortável. Uma vez fora do frigorífico para atingir a temperatura ambiente (até 25°C), a seringa deve ser utilizada no prazo de 30 dias.
Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita. Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Endocrinologista: O que ele faz?


Conheça o que o Endocrinologista pode fazer pela sua saúde:

Para se tornar um especialista em Endocrinologia, o candidato deverá ser formado em medicina e ter dois anos de residência na especialidade ou cinco anos de trabalho comprovado, além de ser aprovado em concurso anual para receber o título de especialista promovido pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

Veja as principais áreas de atuação do endocrinologista:

Reposição Hormonal da Menopausa – A reposição hormonal é um tratamento eficaz, feito com hormônios iguais aos da própria mulher, para amenizar o desconforto e riscos causados pela menopausa.

Obesidade – A obesidade representa um risco para a saúde as crianças e dos adultos. O tratamento orientado pelo especialista evita uma série de complicações, como as cardiovasculares e as ortopédicas.

Crescimento – Uma criança saudável tem um crescimento normal O crescimento deficiente ou excessivo pode ocorrer em função de alterações hormonais, nutricionais ou genéticas.

Excesso de Pêlos – Mulheres com excesso de pêlos na face (hirsutismo), acne ou aumento da musculatura podem estar com produção excessiva de hormônios masculinos.

Doenças da Glândula Supra-Renal – Aumento de peso, estrias avermelhadas, pêlos excessivos, pressão alta ou baixa, puberdade precoce, além do escurecimento da pele, podem significar problemas na glândula supra-renal.

Distúrbios da Puberdade – Crianças que desenvolve precocemente pêlos pubianos, odor axilar e têm desenvolvimento das mamas apresentam distúrbios hormonais e necessitam avaliar a origem do problema. Os adolescentes que não desenvolvem essas características também necessitam de uma avaliação.

Distúrbios da Menstruação – Alterações no ciclo menstrual (falta de menstruação ou menstruação mais de uma vez ao mês) podem significar problemas hormonais. Por isso, necessitam de investigação e tratamento adequado.

Doenças da Hipófise – Tumores da hipófise podem levar à presença de leite nas mamas, fora do período de amamentação, além de mudanças faciais, aumento do numero do sapato, dores de cabeça e distúrbios da visão.
Diabetes – Se você tem excesso de peso, parentes com diabetes, hipertensão ou alterações da gordura no sangue, procure um endocrinologista. Você pode ficar com diabetes. Mas, se você bebe muita água, urina muito e perde peso, pode estar com diabetes.

Colesterol e Triglicerídeos – A alimentação inadequada e algumas doenças podem levar ao aumento do colesterol e dos triglicerídeos em adultos e crianças. Com um tratamento adequado, o risco de futuras complicações cardiovasculares é reduzido.

Osteoporose – A osteoporose é uma doença endócrina. Dores nos ossos e fraturas freqüentes podem significar enfraquecimento ósseo. Procure seu endocrinologista. Ele pode diagnosticar e indicar o tratamento adequado.

Andropausa – Os hormônios masculinos podem diminuir quando o homem envelhece. Nesse caso, algumas pessoas podem sentir cansaço, diminuição da força muscular e disfunção sexual, necessitando da ajuda do especialista para fazer reposição hormonal.

Tireoide – Nódulos ou aumento do volume do pescoço, nervosismo, insônia e alterações no ritmo intestinal, coração acelerado ou desacelerado, perda ou ganho de peso e excesso de frio ou calor podem revelar distúrbios da tireoide.

Referência: Sociedade Brasileira de Endocrinologia http://www.endocrino.org.br/

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

A diferença entre o Light x Diet.

Diet x light

Diet são alimentos utilizados em dietas diferenciadas, normalmente com restrição do nutriente que não se pode ingerir. A expressão "diet" pode ser utilizada também para alimentos sem adição de açúcar e para controle de peso.

Light são alimentos cujo valor energético (calorias) ou conteúdo de algum nutriente (açúcar, gordura, sódio) é baixo ou reduzido em pelo menos 25%, quando comparado ao produto na sua apresentação normal.

Atenção aos rótulos, eles são a maior fonte de informação quanto à composição, qualidade e características dos alimentos, e auxiliam para uma escolha certa e adequada na hora da compra. Ler a tabela nutricional e as informações nutricionais do rótulo é muito importante.

Além disso, vale ressaltar que não adianta fazer uso desses produtos com o intuito de reduzir a ingestão de dado nutriente e/ou caloria e consumir o dobro da quantidade do produto convencional.

Adoçantes

Os adoçantes foram desenvolvidos para diabéticos que devem evitar o consumo de açúcar e doces na alimentação, afim de não elevar ainda mais a glicemia, sendo recomendados também para obesos. Porém, atualmente há um consumo indiscriminado desse produto, isso pode causar alguns problemas. Por exemplo: adoçantes com ciclamato de sódio devem ser usados com moderação por hipertensos e pessoas com insuficiência renal, uma vez que contêm sal, contribuindo para o aumento da pressão arterial. Crianças, idosos e gestantes precisam de uma avaliação criteriosa para o uso de adoçantes.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Por que o Ferro é tão importante?



Reduz o nascimento de bebês prematuros e com baixo peso;

Reduz o risco de morte materna no parto e no pós-parto imediato;

Melhora a capacidade de aprendizagem da criança;

Melhora a resistência às infecções;

É fundamental para o crescimento saudável.
Qual é a função do Ferro?

O Ferro é um nutriente essencial para a vida e atua principalmente na síntese (fabricação) das células vermelhas do sangue e no transporte do Oxigênio para todas as células do corpo.
O que é a Deficiência de Ferro?

A deficiência de ferro pode apresentar-se em graus variáveis, que vai desde a depleção do ferro, sem comprometimentos orgânicos, até a anemia por deficiência de ferro que afeta vários sistemas orgânicos. A depleção de ferro supõe uma diminuição dos depósitos de ferro, mas a quantidade de ferro funcional pode não estar alterada. Ou seja, indivíduos com depleção de ferro não possuem mais ferro de reserva para ser mobilizado, caso o organismo necessite.
O que é a Anemia?

A Anemia pode ser definida como um estado em que a concentração de hemoglobina no sangue está anormalmente baixa, em conseqüência da carência de um ou mais nutrientes essenciais, qualquer que seja a origem dessa carência. Contudo, apesar da ausência de vários nutrientes contribuir para a ocorrência de anemias carenciais como folatos, proteínas, vitamina B12 e cobre, indiscutivelmente o ferro é, dentre todos, o mais importante. A anemia por Deficiência de Ferro é atualmente um dos mais graves problemas nutricionais mundiais em termos de prevalência, sendo determinada, quase sempre, pela ingestão deficiente de alimentos ricos em ferro ou pela e pela inadequada utilização orgânica.
Quais as causas da Anemia por Deficiência de Ferro?

As causas da Anemia por Deficiência de Ferro, tanto em crianças como em gestantes, são basicamente o consumo insuficiente de alimentos fontes de ferro e/ou com baixa biodisponibilidade. Na gestante, pode-se destacar também as baixas reservas de ferro pré-concepcionais e a elevada necessidade do mineral em função da formação dos tecidos maternos e fetais.
Como diagnosticar a Anemia por Deficiência de Ferro?

Os sinais e sintomas da carência de ferro são inespecíficos e de difícil detecção, sendo necessário exames laboratoriais (sangue) para que seja confirmado o diagnóstico de Anemia por Deficiência de Ferro. Os principais sinais e sintomas são: fadiga generalizada, anorexia (falta de apetite), palidez de pele e mucosas (parte interna do olho, gengivas, palma das mãos), menor disposição para o trabalho, dificuldade de aprendizagem nas crianças, apatia (crianças muito "paradas").

Para o diagnóstico da anemia, é necessário recorrer aos indicadores laboratoriais (hematológicos).

O nível de hemoglobina é um dos indicadores que tem sido amplamente utilizado em inquéritos epidemiológicos, além de ser considerado adequado num diagnóstico preliminar para levantamentos em campo.

O ponto de corte proposto pela OMS para nível de hemoglobina indicativo de anemia em crianças de 6 a 60 meses e em gestantes é abaixo de 11,0 g/dl.
Quais as conseqüências da Anemia por Deficiência de Ferro?

Em crianças a anemia está associada ao retardo do crescimento, comprometimento da capacidade de aprendizagem (desenvolvimento cognitivo), da coordenação motora e da linguagem, efeitos comportamentais como a falta de atenção, fadiga, redução da atividade física e da afetividade, assim como uma baixa resistência a infecções. Nos adultos, a anemia produz fadiga e diminui a capacidade produtiva. Nas grávidas, a anemia é associada ao baixo peso ao nascer e a um incremento na mortalidade perinatal.
Quais alimentos são ricos em Ferro?

O Ferro pode ser fornecido ao organismo por alimentos de origem animal e vegetal. O ferro de origem animal é melhor aproveitado pelo organismo. São melhores fontes de ferro as carnes vermelhas, principalmente fígado de qualquer animal e outras vísceras (miúdos), como rim e coração; Carnes de aves e de peixe; e mariscos crus. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o leite e o ovo não são fontes importantes de Ferro. Contudo, no mercado já existem os leites enriquecidos com Ferro.

Entre os alimentos de origem vegetal, destaca-se como fonte de ferro os folhosos verde-escuros (exceto espinafre), como agrião, couve, cheiro-verde, taioba; as leguminosas (feijões, fava, grão-de-bico, ervilha, lentilha); grãos integrais ou enriquecidos; nozes e castanhas, melado de cana-de-açúcar, rapadura e açúcar mascavo. Também existem disponíveis no mercado alimentos fortificados com ferro como farinhas de trigo e milho, cereais matinais, entre outros.

A presença de ácido ascórbico, disponível em frutas cítricas, e alimentos ricos em proteínas na refeição melhora a absorção de ferro proveniente de produtos vegetais, como: brócolis, beterraba, couve-flor e outros. Por outro lado, existem alguns fatores (fosfatos, polifenóis, taninos, cálcio) que podem inibir a absorção do ferro, presentes em café, chá, mate, cereais integrais, leite e derivados.

Ressalta-se que o leite materno é considerado fator protetor contra Anemia por Deficiência de Ferro devido à alta biodisponibilidade do ferro existente. Estudos evidenciam associação de anemia em crianças que tiveram pouco tempo de aleitamento materno exclusivo, alimentação prolongada com leite de vaca e com a introdução da alimentação complementar precoce.



Luciana Spina – Endocrinologista.

Síndrome dos Ovários Policísticos

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP ou PCOS, sigla em inglês) é uma doença endocrinológica caracterizada pelo aumento da produção de hormônios masculinos.
Para ser diagnosticada é preciso que a paciente apresente dois ou três sintomas combinados, e que seja excluída outra patologia. Além disso, o médico deve avaliar sua história clínica e realizar o exame físico. Os sintomas da SOP são: aumento do volume ovariano, ausência ou irregularidade da menstruação, ausência de ovulação, aumento de peso, aparecimento de acne, hirsutismo (crescimento de pelos no rosto e outros locais em que a mulher normalmente não tem pelos), queda de cabelo, resistência insulínica (RI) e problemas com a fertilidade;
Segundo o Dr. Alexandre Hohl, 1 em cada 15 mulheres em idade reprodutiva tem SOP e a RI atinge de 50 a 70% das mulheres com a Síndrome. E, esta resistência independe do peso corporal da mulher. A literatura mostra a prevalência em torno de 5% a 10% da população feminina em idade fértil;
Apesar da SOP ser causa da irregularidade menstrual em 85% das jovens, é um distúrbio que pode se manifestar de diversas formas. Além disso, a SOP está associada com o maior risco para o desenvolvimento de outras doenças como câncer de endométrio (tumor localizado na parede interna do útero), ataque cardíaco e diabetes;
O tratamento da SOP deve estar acoplado ao incentivo a uma dieta alimentar e a prática de atividade física, pois, segundo o Dr. Alexandre, “Para se tratar SOP e RI, é fundamental a mudança no estilo de vida. Isso melhora a resistência insulínica, a fertilidade, regula a ovulação e aumenta a sensibilidade à insulina”;
Dentre as opções medicamentosas, os anticoncepcionais orais têm sido muito utilizados e são seguros e eficazes em pacientes sem maiores comorbidades metabólicas. Por ser uma síndrome, com vários sintomas, o tratamento deve englobar diversos medicamentos como hipoglicemiantes orais (nos casos de resistência à insulina); estimulantes da menstruação, medicamento para reverter o quadro de infertilidade, cosméticos conta a acne e terapias para o controle do estresse e da ansiedade;
Mulheres com SOP apresentam, em geral, valores mais elevados de percentual de gordura, adiposidade central (barriga), testosterona, glicose pós-prandial, insulina basal e pós-prandial, triglicerídeos, colesterol total e LDL colesterol. Além disso, apresentam fatores de risco cardiovasculares mais precocemente do que comparadas as mulheres sem SOP, com mesmo IMC;
De acordo com a Diretriz Brasileira sobre a SOP, dieta e exercícios físicos representam o tratamento de primeira linha, melhorando a resistência à insulina e retorno dos ciclos ovulatórios, mesmo na ausência de perda de peso. Com o tratamento medicamentoso adequado, cerca de 50% a 80% das pacientes apresentam ovulação e 40% a 50% engravidam. A fertilização in vitro (FIV) também é indicada nos casos em que a estimulação ovariana foi exagerada, com o objetivo de evitar o cancelamento do ciclo;
A perda de peso resultante das mudanças no estilo de vida “favorecerá a queda dos androgênios circulantes, melhorando o perfil lipídico e diminuindo a resistência periférica à insulina; dessa forma, contribuirá para o decréscimo no risco de aterosclerose, diabetes e regularização da função ovulatória. A prescrição de contraceptivos hormonais orais de baixa dose, por sua vez, propiciarão o controle da irregularidade menstrual e redução do risco de câncer endometrial” (Projeto Diretrizes AMB);
Apesar de ser comum, a Síndrome dos Ovários Policísticos manifesta-se de diferentes formas nas mulheres e por este motivo seu tratamento deve ser individualizado. Até o momento não foi descoberta a cura para a SOP, entretanto com o controle dos sintomas é possível prevenir os problemas associados. Em casos de suspeita de SOP, procure o seu endocrinologista.
Matéria completa em

http://www.endocrino.org.br/10-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-sindrome-dos-ovarios-policisticos/
Texto: Flavia Garcia
Fonte: Trabalhos aprovados para o 6º EndoFeminina, realizado nos dias 24 e 25 de abril de 2009; Site da Gineco; Artigos Científicos no Scielo; Projeto Diretrizes. Associação Médica Brasileira (AMB).

terça-feira, 22 de julho de 2014

Vacinação em dia para Adultos - Dra Luciana Spina


Adultos também devem tomar Vacinas!

Mesmo depois dos 18 anos, precisamos nos imunizar contra determinadas doenças. Veja quais vacinas são importantes e não marque bobeira. Procure um posto de saúde perto da sua casa.A campanha anual para a vacina da Gripe ainda está ativa. Não deixe de se vacinar.





Difteria e tétano

Nome da vacina: dupla tipo adulto

Por que e quando você deve tomá-la: ambas as doenças são causadas por toxinas produzidas por duas bactérias. A difteria provoca inflamação na mucosa da garganta, do nariz e da traqueia e pode até afetar o sistema cardiovascular. Já o tétano faz com que o doente tenha espasmos musculares. Todos devem tomar a vacina a cada dez anos.

Febre amarela

Nome da vacina: febre amarela

Por que e quando você deve tomá-la: enfermidade viral contraída através da picada de um mosquito contaminado. Os principais sintomas são dor de cabeça, febre, calafrios, dor no corpo, pele e olhos amarelados. Devem tomar a vacina pessoas que moram ou decidam viajar para locais de risco, como Amapá, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso, entre outros.

Hepatite B

Nome da vacina: hepatite B

Por que e quando você deve tomá-la: o contato com sangue ou secreções contaminadas é o meio de transmissão do vírus. O paciente pode tanto não apresentar sintomas e se curar naturalmente como sentir náusea, dor abdominal e ter a pele amarelada. Qualquer um que tenha contato com sangue, como manicures e enfermeiras, precisam das três doses da vacina.

Sarampo, caxumba e rubéola

Nome da vacina: tríplice viral

Por que e quando você deve tomá-la: as três têm causa viral. O sarampo consiste na infecção do sistema respiratório; a caxumba provoca inchaço nas glândulas salivares; e a rubéola, o aumento das glândulas do pescoço. Recomenda-se que mulheres tomem a vacina três meses antes de engravidar. Também é indicada para pessoas que estejam em local de surto de uma das doenças.

Gripe

Nome da vacina: influenza sazonal

Por que e quando você deve tomá-la: contraída por via respiratória ou contato direto com secreções contaminadas, essa doença viral provoca febre, dor no corpo, fadiga e tosse. Especialmente indicada para idosos e pessoas com doenças do coração, pulmão e rins, deve ser tomada anualmente.

Pneumonia

Nome da vacina: pneumo 23

Por que e quando você deve tomá-la: a inflamação nos pulmões causa febre alta, dor de cabeça, calafrios e dor no peito. Pode ser contraída por via respiratória, transfusão de sangue ou contato com secreções contaminadas. A vacina é indicada para portadores de doenças crônicas no pulmão ou coração.

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Dra Luciana Spina
Endocrinologista- Doutorado pela UFRJ
Programa de Diabetes e Hipertensão da SMSDC-RJ

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Aproveitando o inverno para Emagrecer



Nos meses frios nosso organismo precisa trabalhar ainda mais para manter sua temperatura corpórea, o que faz com que ele gaste mais energia. Aproveite esse momento para emagrecer ingerindo menos calorias.


Veja essas dicas:




1. Primeira Dica: Comer a cada três ou quatro horas é fundamental para o bom funcionamento do metabolismo e para a sensação de saciedade, o que ajuda a evitar a fome fora de hora.

2. Tome Sopas! Além de saudável, a sopa auxilia no emagrecimento e favorece a sensação de bem estar. Evite sopas e caldos cremosos, com adição de leite, creme de leite, queijos variados e adicionais, como pães, torradas e tortas. Uma boa dica é uma sopa de legumes bem quentinha.

3. Abuse dos chás! Os chás são ótimos aliados ao emagrecimento, ainda mais no inverno. Além de nos manter aquecidos, com sensação de bem estar, nós podemos utilizar as ervas que auxiliam no emagrecimento, como, por exemplo, chá verde com gengibre, chá de frutas vermelhas, chá de hibiscos com limão, chá branco com canela e chá de cavalinha.

4. Não deixe de consumir a salada verde crua. Uma dica é fazer folhas verdes refogadas.

5. Sobremesa = Frutas! As frutas assadas ou cozidas são ótimas para a sobremesa ou lanche da tarde. Além de saudáveis, elas também são importantes para o emagrecimento. Adicione canela às frutas. Isso as deixará ainda mais saborosas e ajudará a acelerar o metabolismo.

Bom inverno!

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Cuidados com a Alimentação nas festas Julinas


Milho verde, pamonha, canjica, pé de moleque e quentão são algumas das tentações gastronômicas que marcam as festas juninas. Mas alguns cuidados com a alimentação desses eventos podem ajudar a evitar problemas de saúde. Nesta época do ano são comuns os casos de infecções intestinais ou intoxicações provocadas por bactérias que proliferam nos alimentos estragados. O especialista alerta que é importante nestas festas observar as condições de higiene e limpeza do local, o acondicionamento dos alimentos, a temperatura ambiente, a vestimenta dos vendedores e o prazo de validade dos quitutes da época. Todo cuidado é pouco com as comidas juninas porque os ingredientes, em geral, são perecíveis. A pamonha e a canjica devem ser consumidas no mesmo dia do preparo, exemplifica. Por isso, o ideal é que os produtos tenham uma etiqueta com a data de fabricação, o que raramente acontece nesse tipo de evento.

Além disso, O consumidor tem que ficar atento aos produtos como churrasquinhos industrializados, queijo coalho e cachorro-quente. Veja bem se o local no qual esses produtos são feitos é limpo. E não consuma maionese e catchup em bisnagas, apenas em sachês individuais.

Dicas para quem deseja manter o peso nas festas juninas:

1. Cuidado com a quantidade. Os alimentos de festa junina geralmente são muito calóricos. Por isso, não vá à festa com muita fome. Faça um lanchinho antes de sair de casa.

2. Cuidado com o quentão ou o vinho quente. O álcool também apresenta muitas calorias, especialmente nas receitas que têm açúcar. Que tal um quentão sem álcool, feito com suco de uva?

3. Se na festa houver algum exagero, não deixe de retomar o controle alimentar nas refeições seguintes.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Osteoporose - Dra Luciana Spina Endocrinologista



Osteoporose significa o enfraquecimento dos ossos, qualquer que seja sua causa. É bastante comum nas pessoas idosas, principalmente naquelas do sexo feminino. O enfraquecimento ósseo ocorre naturalmente com o envelhecimento. No entanto, quando a massa óssea diminui a ponto de aumentar significativamente o risco de fraturas, teremos então a osteoporose.

A osteopenia é definida como um estágio intermediário de perda óssea entre o normal e a osteoporose. Nessa fase, já podem ser adotadas medidas preventivas para se evitar a evolução da osteopenia para a osteoporose.

Aos 80 anos, uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens têm a possibilidade de fraturar o quadril. Aos 50 anos, uma mulher tem, até o fim de sua vida, 40% de possibilidade de ter uma fratura causada por osteoporose. No homem, esse risco está em torno de 13%.

Após a menopausa, devido à grande redução da produção do estrógeno, há uma maior perda de massa óssea na mulher. Se não houver reposição adequada deste hormônio, ocorre uma diminuição mais acelerada da massa óssea e consequentemente um maior risco de desenvolver a osteoporose.

Algumas pessoas têm risco de desenvolver osteoporose. São pessoas com familiares portadores de osteoporose, mulheres com menopausa precoce, mulheres em idade de vida fértil, mas com ausência do ciclo menstrual, utilização de corticóides, história passada de fratura causada por pequeno trauma, hipertireoidismo, algumas tipos de câncer, dieta com baixo consumo de cálcio, baixos níveis de vitamina D, uso freqüente de bebidas alcoólicas, tabagistas, pessoas sedentárias.

O método mais utilizado para se medir a massa óssea é a densitometria óssea. Essa medida pode ser realizada no quadril, coluna, punho ou todo o esqueleto.Exames de sangue e urina são, às vezes, necessários para complementação da investigação da osteoporose, mas não para o seu diagnóstico.

Pessoas idosas, mulheres na menopausa e pessoas com outros fatores de risco para osteoporose devem se submeter ao exame de densitometria óssea.

O tratamento preventivo da osteoporose envolve medidas gerais tais como atividade física, abandono do tabagismo, medidas preventivas para quedas, suplementação adequada de cálcio e/ou vitamina D entre outras.

Quais medicamentos podem ser utilizados no tratamento da osteoporose?

O tipo de medicamento mais adequado será definido pelo médico especialista após considerar vários fatores como idade, história clínica, risco de fraturas, efeitos colaterais, doenças associadas e resultados dos exames.
Procure sempre seu médico!

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Diabéticos também podem aproveitar as delicias da Páscoa

Nada de privações ou restrições, consumo com moderação de chocolates (sem açúcar) são a melhor opção para quem precisa controlar a taxa de glicemia


Ingredientes:

40 g de chocolate dietético em barra, picado
6 colheres (sopa) de leite desnatado
1 colher (chá) de gelatina em pó sem sabor, branca
4 colheres dosadoras de Adoçante em pó
2 claras
raspas de chocolate dietético em barra para decorar (opcional)


Modo de preparo:

Coloque o chocolate numa panela junto com 2 colheres (sopa) de leite e leve ao fogo em banho-maria. Enquanto aquece, misture a gelatina com o restante do leite e espere 1 minuto. Junte a gelatina ao chocolate e mexa bem até derreter tudo. Retire do banho-maria, acrescente o adoçante e leve à geladeira até começar a endurecer. Bata as claras em ponto de neve firme e misture-as delicadamente ao chocolate. Distribua em taças, decore com raspas de chocolate e leve para gelar.


Rendimento: 4 pessoas

Fonte: Site Diabetes e Saúde