BEM VINDOS!

BEM VINDOS ! Espaço exclusivamente utilizado para divulgação de dicas em saúde.
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A conduta médica depende de avaliação clínica completa.Para maiores informações acessem www.lucianaspina.com.br . Boa leitura!

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Alimentação saudável para pessoas idosas

1º passo: Faça pelo menos três refeições (café da manhã, almoço e jantar) e dois lanches saudáveis por dia. Não pule as refeições!
2º passo: Inclua diariamente seis porções do grupo dos cereais (arroz, milho, trigo, pães e massas), tubérculos como a batata, raízes como mandioca/macaxeira/aipim, nas refeições. Dê preferência aos grãos integrais e aos alimentos na sua forma mais natural.
3º passo: Coma diariamente pelo menos três porções de legumes e verduras como parte das refeições e três porções ou mais de frutas nas sobremesas e lanches.
4º passo: Coma feijão com arroz todos os dias ou, pelo menos, cinco vezes por semana. Esse prato brasileiro é uma combinação completa de proteínas e bom para a saúde.
5º passo: Consuma diariamente três porções de leite e derivados e uma porção de carnes, aves, peixes ou ovos. Retirar a gordura aparente das carnes e a pele das aves antes da preparação torna esses alimentos mais saudáveis!
6º passo: Consuma, no máximo, uma porção por dia de óleos vegetais, azeite, manteiga ou margarina.
7º passo: Evite refrigerantes e sucos industrializados, bolos, biscoitos doces e recheados, sobremesas doces e outras guloseimas como regra da alimentação. Coma-os, no máximo, duas vezes por semana.
8º passo: Diminua a quantidade de sal na comida e retire o saleiro da mesa.

9º passo: Beba pelo menos dois litros (seis a oito copos) de água por dia. Dê preferência ao consumo de água nos intervalos das refeições.
10º passo: Torne sua vida mais saudável. Pratique pelo menos 30 minutos de atividade física todos os dias e evite as bebidas alcoólicas e o fumo.

Além da alimentação saudável, a atividade física é importante para manter um peso saudável. Movimente-se! Descubra um tipo de atividade física agradável! O prazer é também fundamental para a saúde. Caminhe, dance, brinque com crianças, faça alguns exercícios leves. Aproveite o espaço doméstico e os espaços públicos próximos a sua casa para movimentar-se. Convide os vizinhos e amigos para acompanhá-lo.

Evitar o fumo e o consumo freqüente de bebida alcoólica também ajuda a diminuir o risco de doenças graves, como câncer e cirrose, e pode contribuir para melhorar a qualidade de vida. Mantenha o seu peso dentro de limites saudáveis!
Fonte:
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Alimentação saudável para a pessoa idosa: um manual para profissionais de saúde. Brasília, 2009

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Orientações para ganho de peso



Dra Luciana Spina


Nem sempre comer de tudo e em grande quantidade é a melhor maneira para se obter um aumento de peso. Ganhar alguns quilos pode ser ainda mais difícil do que emagrecer.
É preciso ter cuidado para não adquirir gordura, mas sim aumentar a massa muscular.


O ideal é planejar uma reeducação alimentar, que ajude você a fazer as escolhas certas, uma alimentação saudável e variada.


veja abaixo algumas dicas:

• Coma sempre devagar e mastigue bem os alimentos, para que os nutrientes possam ser melhor absorvidos  pelo organismo;
• Não coma vendo televisão, lendo revista ou jornal;
• Faça de (04) quatro a (06) seis refeições por dia;
• Evite ficar sem se alimentar por mais de 3 horas, só assim irá atingir o valor calórico que precisa durante o dia;
• Faça sempre um lanche entre as principais refeições;
• Prefira pão integral ao branco, por ser rico em vitaminas do complexo B, que auxiliam no metabolismo dos carboidratos melhorando a produção de energia;
• Consuma alimentos bem concentrados como: sopas grossas, pirões e cremes bem mexidos ou caldos suculentos;
• Consuma frutas secas como: uvas passas, ameixas, bananas, etc...;
• Reforce sempre a alimentação com mais carboidratos, cereais, legumes, arroz, massas, leite e derivados, carne, ovos e proteínas;
• Evite o consumo de alimentos com alto teor de gordura saturada (gordura animal) e também as frituras e os refrigerantes;
• Não consuma sal em excesso, ele aumenta a retenção de líquidos;
• Os doces também são compostos por carboidratos, mas em geral, também são ricos em gordura saturada e colesterol, que em longo prazo, podem elevar o colesterol;
• Use e abuse das frutas, verduras e legumes, além de fornecer fibras, são esses grupos que fornecem muitas vitaminas essenciais para o bom funcionamento do corpo; frutos oleaginosos como castanha-do-pará, nozes, amendoim e amêndoa podem ser incluídos nos lanches durante o dia;
• Prefira o azeite de oliva, por exemplo, à manteiga ou margarina. O azeite de oliva apresenta menor quantidade de gordura saturada, além de maiores quantidades de gordura monoinsaturada, que auxilia no aumento do HDL colesterol (comumente chamado de “bom” colesterol).
• Inclua nos lanches entre as refeições alimentos como: 1 banana ou 1 xícara de cereais ou 1 xícara de leite integral ou 2 torradas ou 1 colher de sopa de geléia ou 1 copo de vitamina de frutas e leite ou 1 pão com queijo ou 1 barra de cereais.


As vitaminas cumprem papel fundamental no ganho de peso. As vitaminas do complexo B são fundamentais. É comum encontrar baixo peso em indivíduos com deficiência de vitaminas e sais minerais - e o complexo B supre essa necessidade.

O apetite costuma aumentar com a suplementação de vitamina B. Além disso, elas fortalecem o corpo e promovem bem-estar, ajudando a manter a saúde da pele, do cabelo, do figado e dos olhos.

Substâncias que aumentam o apetite como o Carnabol também podem ser utilizadas à critério médico, sempre com avaliação e indicação clínica.

Ele também ajuda na absorção de proteínas e vitaminas do complexo B pelo corpo e atua estimulando o apetite o que aumenta a quantidade de calorias ingeridas diariamente.

Incluir vitaminas com frutas e shakes na dieta para engordar também é uma boa opção para quem quer ganhar peso. Uma opção hipercalórica para tomar no café da manhã é com banana e aveia, mistura que ajuda a aumentar a ingestão de calorias saudáveis e proporciona mais disposição.

A prática regular de exercícios físicos também faz parte da dieta para engordar, contribuindo ainda para melhorar a forma física.

Nesse caso, a melhor atividade a se fazer é a musculação, pois além de ajudar a queimar gorduras, também estimula a produção e o aumento de massa muscular.

Vale lembrar que é indicado sempre ter orientação e acompanhamento profissional, para que o treino seja criado de acordo com as características e objetivos de cada pessoa.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Infecção pelo ZIKA vírus




Dra Luciana Spina
Em 80% dos casos a doença pode ser assintomática. Quando os sinais aparecem, em geral de 7 a 10 dias depois da picada, podem ser semelhantes aos da dengue, porém tão menos agressivos que chegam a ser confundidos com os sintomas de uma virose comum. Como desaparecem espontaneamente depois de três a sete dias, na maioria dos casos, as pessoas nem chegam a procurar assistência médica e não recebem o diagnóstico da doença.
Veja os sintomas que fazem parte do quadro típico da infecção pelo Zika virus:

• Febre por volta dos 38 graus;

•  Aumento dos gânglios linfáticos;

• Dor de cabeça, no corpo e nas articulações (que pode durar várias semanas);

•  Erupção cutânea acompanhada de coceira intensa que pode tomar o rosto, o tronco, os membros e atingir a palma das mãos e a planta dos pés;

• Fotofobia (sensibilidade à claridade intensa);

• Conjuntivite (olhos vermelhos, inflamados, lacrimejantes e sem secreção purulenta);

• Diarreia, náuseas, mal-estar;

• Cansaço extremo.

O diagnóstico é basicamente clinico. O médico leva em conta os sintomas e o histórico do doente. Existem exames específicos para pesquisar a presença de anticorpos ou fragmentos dos vírus no sangue do paciente solicitados em determinadas situações.
Casos confirmados de microcefalia indicam que as mães foram infectadas pelo vírus nos primeiros meses de gravidez. Estudos recentes indicam também uma ligação entre o Zika virus e a Síndrome de Guillain-Barré, doença autoimune que provoca fraqueza muscular e paralisia. Essas são as principais complicações dessa virose.

Por enquanto, a única forma de prevenir a infecção é combater os criadouros dos mosquitos, que proliferam em depósitos de água parada nas proximidades das residências.


Não existe tratamento específico contra a infecção pelo Zika virus. Como nas outras viroses, certos medicamentos – analgésicos, anti-inflamatórios, antialérgicos e colírios – são úteis para aliviar os sintomas. Remédios que contêm ácido acetilsalicílico devem ser evitados. Deve-se permanecer em casa, em repouso, redobrar os cuidados com a hidratação e ingerir uma alimentação saudável e balanceada.

Como prevenir a Gripe H1N1



Dra. Luciana Spina

Para proteger-se contra a infecção ou evitar a transmissão do vírus:
* Lavar frequentemente as mãos com bastante água e sabão ou desinfetá-las com produtos à base de álcool;
* Jogar fora os lenços descartáveis usados para cobrir a boca e o nariz, ao tossir ou espirrar;
* Evitar aglomerações e o contato com pessoas doentes;
* Não levar as mãos aos olhos, boca ou nariz depois de ter tocado em objetos de uso coletivo;
* Não compartilhar copos, talheres ou objetos de uso pessoal;
* Suspender, na medida do possível, as viagens para os lugares onde haja casos da doença;
* Procurar assistência médica, se o doente pertence a um grupo (crianças pequenas, idosos, portadores de doenças crônicas) de risco e se surgirem sintomas que possam ser confundidos com os da infecção pelo vírus H1N1 da influenza tipo A. Nos outros casos, permanecer em repouso e tomar bastante líquido para garantir a boa hidratação.
FONTE:  Center Deseases Control (CDC)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Razões ocultas para o ganho de peso

Está engordando e não sabe porquê?
Veja abaixo algumas razões ocultas para o ganho de peso que nem sempre ocorrem pelo excesso de ingestão de alimentos gordurosos e o excesso de carboidratos.
1.    Metabolismo mais lento pela idade ou pela menopausa
2.    Hipotireoidismo
3.    Depressão
4.    Intestino preguiçoso ou prisão de ventre
5.   Alimentos que incham a barriga e provocam gases (feijão, cerveja, leite, milho, brócolis, repolho, couve-flor, cebola, alho)
6.    Falta de nutrientes por má qualidade de alimentação:  deficiência de vitaminas e minerais como a vitamina D, magnésio e ferro podem causar cansaço e menos disposição para atividade física.  Deficiência de serotonina podem deflagrar episódios de compulsão alimentar.
7.    Medicamentos:  Um dos efeitos adversos de vários medicamentos é o ganho de peso, como o dos betabloqueadores, corticoesteróides, medicamentos hormonais e alguns outros comumente usados para enxaqueca podem aumentar o apetite.
8.    Estresse e ansiedade


Converse com seu médico sobre isso e tente entender melhor o que está acontecendo com você.

Escrito por: Dra Luciana Spina

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Carnaval Com Saúde



Quem vai pegar a estrada nesse Carnaval e corre o risco de ficar engarrafado deve estar preparado para não comprometer a sua saúde e de seus familiares. Uma boa sugestão é levar água e frutas frescas no carro. Cuidado com sanduíches feitos com pasta de maionese e presunto, pois com o calor podem estragar e causar infecção intestinal.

Durante os dias de Folia devemos beber líquidos com muita freqüência, o ideal é ingerir cerca de 3 litros por dia, incluindo água, chá gelado, sucos naturais de frutas e água de coco.

Os isotônicos não devem ser tomados ''como água'', pois contêm teores muitos elevados de minerais e açúcar. Devemos evitar refrigerantes, sucos de garrafa e bebidas estimulantes ricas em cafeína. Cerveja com moderação! E se beber não dirija! Procure sempre compensar a cerveja bebendo o dobro de um líquido não alcoólico para evitar ressaca no dia seguinte Outra dica importante é observar a procedência da água que estamos bebendo, de preferência deve ser água mineral e se comprada na rua observar se a tampa possui lacre de proteção. Na dúvida compre água em lojas de grande rede e leve com você na bolsa! O mesmo cuidado vale na hora de pedir gelo. Prefira o gelo industrializado (em cubos, redondo) ao gelo raspado.

Não esqueça que a roupa deve ser leve, folgada, de cor clara e permitir boa evaporação do suor. Evite tecido sintético. Prefira as roupas de malha ou algodão e não deixe de usar protetor solar nas áreas expostas. Procure usar um protetor solar à prova de água e se o sol estiver forte leve com você para repassá-lo mais tarde. Não fique diretamente exposto ao sol, procure passar a maior parte do tempo na sombra e não esqueça de usar chapéu ou boné. Evite a insolação! A escolha dos sapatos também é importante-devem ser confortáveis. Para os homens: Evite ficar sem camisa! A roupa é uma proteção para o corpo. Principalmente as crianças devem ser protegidas com barracas de sol, chapéus e protetor solar. E muita água, é claro! Lembre-se que as crianças são mais sensíveis ao calor e ao sol forte. Não deixe os pequenos abusarem! E lembre-se de levar o repelente, pode ser necessário.

Quanto à alimentação para quem vão desfilar na avenida ou enfrentar maratonas de bailes de Carnaval, algumas dicas: Os cuidados devem começar antes da folia, com uma alimentação leve e equilibrada. Alguns cuidados devem ser tomados durante o Carnaval visando uma boa hidratação e suficiente fonte de energia para não haver comprometimento da saúde. A alimentação nos dias de folia deve ser baseada em frutas, verduras, legumes, alimentos ricos em carboidratos (arroz, massas, batatas, pães e cereais) e proteínas (carnes magras, peixes). Leite desnatado e queijo branco são excelentes fontes de proteínas, assim como a soja e seus derivados. Barrinhas de cereais e frutas secas também são fontes de energia, além de serem práticas e fáceis de levar na bolsa. Evite o consumo de alimentos de difícil digestão como a maionese, queijos amarelos, manteiga, creme de leite, doces e carnes gordurosas. Os molhos das massas e os recheios dos pães e sanduíches devem ser leves.

Evite os lanches que vendem na rua (churrasquinho, camarão, cachorro-quente, sanduíches), pois normalmente são preparados em precárias condições de higiene e podem fazer mal à saúde. Leve um sanduíche preparado em casa, é mais seguro!
Recuperar o “gás” também é importante. Procure dormir no mínimo 8 horas por noite para se restabelecer para o próximo dia. Nos intervalos dos desfiles ou nos bailes, procurar descansar um pouco e lembrar de colocar as pernas pra cima, facilitando a circulação de retorno das pernas. E procure sempre se alongar.

Após uma noite de folia comece o dia com um café da manhã reforçado com pão integral, suco natural de fruta, queijo branco ou iogurte desnatado.
Se você gosta de praia e pretende passar a noite dançando em algum baile se programe para descansar um pouco entre as duas atividades. Passar o dia na praia pode ser bastante desgastante para o organismo, então, após uma refeição leve e nutritiva procure tirar uma “sonequinha” e se recuperar para a noite. Lembre-se: ao comer ou beber demais, nunca tome banho de mar!
Não existe um máximo de bebida alcoólica tolerável, depende de cada organismo, cada um apresenta uma sensibilidade diferente. Porém deve ser evitada em casos de problemas de saúde como o diabetes, obesidade, pressão alta, colesterol e triglicerídeos elevados, uso de certas medicações e se a pessoa for conduzir o carro, é claro!

Brinque bastante mais sem risco para sua saúde. Carnaval com responsabilidade!

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Os 10 Piores Alimentos

Vamos de uma vez por todas evitar esses alimentos. Saúde é nosso bem mais precioso.


10º lugar: Sorvete 

Apesar de existirem versões mais saudáveis que os tradicionais sorvetes industrializados, esse alimento geralmente possui altos níveis de açúcar e gorduras trans, além de corantes e saborizantes artificiais, muitos dos quais possuem neurotoxinas – substâncias químicas que podem causar danos no cérebro e no sistema nervoso. 




9º lugar: Salgadinho de Milho 

  
Desde o surgimento dos alimentos transgênicos a maior parte do milho que comemos é um “Frankenfood”, ou “comida Frankenstein”. Esse alimento por causar flutuação dos níveis de açúcar no sangue, levando a mudanças no humor, irritabilidade, ganho de peso, entre outros sintomas. Além disso, a maior parte desses salgadinhos é frita em óleo, que vira ranço e está ligado a processos inflamatórios. 


8º lugar: Pizza


Nem todas as pizzas são ruins para a saúde, mas a maioria das que são vendidas congeladas em supermercados está cheia de condicionadores de massa artificiais e conservantes. Feitas de farinha branca, essas pizzas são absorvidas pelo organismo e transformadas em açúcar puro, causando aumento de peso e desequilíbrio dos níveis de glicose no sangue.




7º lugar: Batata Frita

Batatas fritas contêm não apenas gorduras trans, que já foram relacionadas a uma longa lista de doenças, como também uma das mais potentes substâncias cancerígenas presentes em alimentos: a acrilamida, que é formada quando batatas brancas são aquecidas em altas temperaturas. Além disso, a maioria dos óleos utilizados para fritar as batatas se torna rançosa na presença do oxigênio ou em altas temperaturas, gerando alimentos que podem causar inflamações no corpo e agravar problemas cardíacos, câncer e artrite. 

6º lugar: Salgadinhos de Batata


Além de causarem todos os danos das batatas fritas comuns e não trazerem nenhum benefício nutricional, esses salgadinhos contêm níveis mais altos de acrilamida, que também é cancerígena. 








5º lugar: Bacon 

O consumo diário de carnes processadas, como bacon, pode aumentar o risco de doenças cardíacas em 42% e de diabetes em 19%. Um estudo da Universidade de Columbia descobriu ainda que comer 14 porções de bacon por mês pode danificar a função pulmonar e aumentar o risco de doenças ligadas ao órgão.



4º lugar: Cachorro-Quente 

Um estudo da Universidade do Havaí, que mostrou que o consumo de cachorros-quentes e outras carnes processadas pode aumentar o risco de câncer de pâncreas em 67%. Um ingrediente encontrado tanto no cachorro-quente quanto no bacon é o nitrito de sódio, uma substância cancerígena relacionada a doenças como leucemia em crianças e tumores cerebrais em bebês. Outros estudos apontam que a substância pode desencadear câncer colorretal.


3º lugar: Rosquinhas (Donuts)

Entre 35% e 40% da composição dos donuts é de gorduras trans, “o pior tipo de gordura que você pode ingerir”. Essa substância está relacionada a doenças cardíacas e cerebrais, além de câncer. Para completar, esses alimentos são repletos de açúcar, condicionadores de massa artificiais e aditivos alimentares, e contém, em média, 300 calorias cada. 



2º lugar: Refrigerantes

De acordo com uma pesquisa do Dr. Joseph Mercola, “uma lata de refrigerante possui em média 10 colheres de chá de açúcar, 150 calorias, entre 30 e 55 mg de cafeína, além de estar repleta de corantes artificiais e sulfitos”. Além disso, essa bebida é extremamente ácida, sendo necessários 30 copos de água para neutralizar essa acidez, que pode ser muito perigosa para os rins. Para completar,  os ossos funcionam como uma reserva de minerais, como o cálcio, que são despejados no sangue para ajudar a neutralizar a acidez causada pelo refrigerante, enfraquecendo os ossos e podendo levar a doenças como osteoporose, obesidade, cáries e doenças cardíacas. 


1º lugar: Refrigerantes Diet 

Além de possuir todos os problemas dos refrigerantes tradicionais, as versões diet contêm aspartame, que agora é chamado de AminoSweet. De acordo com uma pesquisa de Lynne Melcombe, essa substância está relacionada a uma lista de doenças, como ataques de ansiedade, compulsão alimentar e por açúcar, defeitos de nascimento, cegueira, tumores cerebrais, dor torácica, depressão, tonturas, epilepsia, fadiga, dores de cabeça e enxaquecas, perda auditiva, palpitações cardíacas, hiperatividade, insônia, dor nas articulações, dificuldade de aprendizagem, TPM, cãibras musculares, problemas reprodutivos e até mesmo a morte.


Fonte: nutricionista Michelle Schoffro Cook 

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Disruptores Endócrinos



 Disruptores hormonais ou endócrinos são substâncias químicas que causam alterações no sistema endócrino humano e na produção de hormônios, ou seja, modificando a forma como nossas glândulas deveriam funcionar.

Existem centenas de milhares de compostos químicos com ação de interferência hormonal, como plásticos diversos (bisfenol-A, estirenos, hidrocarbonetos), derivados petroquímicos, organohalogenados (contendo moléculas de cloro ou bromo, como dioxinas, policlorados, DDT) e metais pesados (chumbo, cádmio, mercúrio. Infelizmente eles são usados  em nossas lavouras, em utensílios domésticos, no processamento industrial, como conservantes, como retardantes de combustão, em produtos de limpeza e de higiene pessoal.

Essas substâncias nocivas estão contribuindo para nos engordar e nos deixar doentes: obesidade, câncer, doenças cardíacas, diabetes, hipotireoidismo, problemas reprodutivos, puberdade precoce, defeitos congênitos e muito mais.

Veja abaixo alguns dos pequenos cuidados que devemos tomar:

·         Evite usar potes de plásticos para guardar alimentos.
·        Jamais guarde alimentos quentes em embalagens plásticas, prefira as de vidro ou ágata. Nunca permita que o plástico fino de PVC encoste na sua comida.
·    Cafezinho só em xícara ou caneca de cerâmica, evite  sempre que possível os copinhos de plástico ou isopor.
·         Coma alimentos orgânicos sempre que possível.
·        Prefira os cosméticos livres de parabenos. Os filtros solares devem ser usados sem exageros. Quanto mais alto o fator de proteção mais química é utilizada, para uso diário escolha um FPS 15 ou 20, deixe o FPS 60 para os dias de praia.

Precisamos cobrar das Autoridades providências para evitar ou fiscalizar a comercialização desses produtos.

Veja mais sobre o assunto no site da Sociedade Brasileira de Endocrinologia

Acesse o link abaixo e veja quais são os piores disruptores endócrinos e algumas dicas de como evitá-los.


Alimentos Termogênicos


Dra Luciana Spina

Algumas plantas e ervas têm efeito termogênico, ou seja, aumentam a temperatura corporal, provocam aceleração do metabolismo e redução da gordura  acumulada no abdômen.

Veja abaixo quais são os alimentos  termogênicos e lembre-se que devem ser consumidos de forma constante, fazendo parte do cardápio diário

• Pimenta vermelha
• Gengibre
• Guaraná
• Mate
• Laranja amarga
• Chá verde
• Café
• Vinagre de maçã
• Oleo de coco
• Mostarda

Vegetais fibrosos, como couve, brócolis, acelga, repolho, agrião e rúcula, também tem ação termogênica, pois fazem o corpo gastar energia durante o processo digestivo.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Evitando a inflamação através da alimentação

Dra Luciana Spina


Você sabia que existem alimentos inflamatórios que fazem mal à saúde?

Comida processada, carnes gordurosas, frituras, açúcares e doces, batata frita e refrigerantes são exemplos desses alimentos. São cheios de calorias vazias, gorduras do tipo saturadas ou trans, e aditivos químicos, como nitritos e monoglutamato de sódio, que favorecem a liberação de substâncias inflamatórias, conhecidas como prostaglandinas, leucotrienos, ciclooxigenases e tromboxanos. Essas substâncias aumentam os processos inflamatórios, favorecem a obesidade e doenças como diabetes e hipertensão arterial. Devemos evitá-los.


 Você sabe o que é Gordura Trans?

A Gordura trans-saturada é uma gordura produzida por modificação química nos óleos vegetais. Suas principais fontes são os óleos vegetais aquecidos a altas temperaturas, a margarina, e os alimentos preparados com óleos e margarina, como biscoitos, salgadinhos e frituras em geral. Altamente pró-inflamatória, aumenta o LDL (colesterol ruim) e reduz o HDL (bom colesterol), além de acelerar a produção de radicais livres.

Devemos evitar esses alimentos gordurosos e processados, ricos em açúcar e sal e favorecer o consumo dos alimentos anti-inflamatórios naturais. Sim, existem alimentos saudáveis com poder anti-inflamatório!


Veja abaixo quais são os alimentos anti-inflamatórios naturais que não devem faltar em nossa mesa:


     1. Proteínas

As proteínas de origem animal, como carne, peixe, frango, ovo e laticínios, consideradas de alto valor biológico, são a principal fonte estrutural dos nossos músculos, atuam na reparação celular, fornecem aminoácidos essenciais, e são matéria prima para a produção de enzimas com ação anti-inflamatória, como tripsina, quimiotripsina e alfa-amilase.

 A Carne vermelha em excesso deve ser evitada porque ela é rica em ácido araquidônico, uma gordura que desencadeia processos inflamatórios, mas isso não significa que ela deva ser abolida do cardápio, e sim consumida com moderação, alterando seu consumo com carnes mais magras. Uma dica importante é escolher cortes magros de carne vermelha, retirar toda a gordura aparente, e preparar grelhada ou assada.


      2. Carboidratos e fibras

A maior parte dos carbos deve vir de grãos integrais, vegetais e frutas. Além de fornecer a energia necessária para o funcionamento do corpo e para a recuperação muscular, este grupo é rico em fibra alimentar, um excelente anti-inflamatório. Opte por arroz, pão e massa integral. Leguminosas são super saudáveis (feijões, lentilha, ervilha, grão de bico). As verduras e hortaliças devem ser frescas, e consumidas cruas ou pouco cozidas. Frutas são deliciosas e recheadas com fitonutrientes e antioxidantes anti-inflamatórios, principalmente os pequenos frutos como o morango, cereja, amora, framboesa, açaí, jabuticaba, groselha e mirtilo.

 Procure variar ao máximo, coloque diversas cores no seu prato, folhas e legumes verdes, laranja, amarelos e vermelhos. Quanto mais colorido melhor!


      3. Óleos e gorduras boas

 As gorduras boas, ricas em Omega 3, 6 e 9 são excelentes fonte de vitaminas antioxidantes e ácidos graxos essenciais e possuem forte ação anti-inflamatória. Elas são benéficas porque desinflamam, reduzem o LDL (colesterol ruim) e aumentam o HDL (colesterol bom).
Neste grupo se incluem os peixes gordos (salmão, anchova, sardinha, cavala, atum), o azeite de oliva extra virgem, sementes oleaginosas (linhaça, gergelim, girassol, amêndoas, castanhas, nozes), e frutas oleosas (abacate, açaí, cacau, coco).


      4. Água e Bebidas saudáveis

Não se pode esquecer que uma boa hidratação é fundamental para o funcionamento orgânico. Além da água, chás herbais, água de coco, sucos de frutas e de hortaliças são uma excelente forma de se hidratar e potencializar uma ação anti-inflamatória no corpo.

Conheça agora a lista dos alimentos ricos em substâncias anti-inflamatórias e aproveite! Sirva-se e desfrute de uma alimentação mais saudável. Cuide de sua saúde, nosso bem mais precioso.

Hortaliças – alho, alho-poro, azeitona, acelga, agrião, aipo, batata doce, batata yacon, brócolis, broto de alfafa, broto de feijão, cebola, cebolinha verde, cenoura, couve, couve-flor, couve chinesa, couve de bruxelas, cogumelo, espinafre, funcho, nabiça, pepino, pimentão verde, vermelho ou amarelo, rabanete, repolho, tomate, vagem.

Frutas – abacate, abacaxi, acerola, açaí, amora, cereja, coco, framboesa, goiaba, groselha, jabuticaba, kiwi, laranja, limão, lima, maçã, mamão, maracujá, mirtilo, morango, nectarina, pêra, pêssego, romã, ruibarbo, tangerina, uva.

Peixes e frutos do mar – anchova, atum, arenque, bacalhau, cavala, linguado, marisco, ostra, salmão, sardinha, truta.

Condimentos e especiarias – açafrão, alecrim, anis, basilicão, cacau, canela, cravo, coentro, cúrcuma, gengibre, hortelã, menta, orégano, pimenta, salsa, tomilho, vinagre de maçã.

Nozes e sementes – amêndoa, avelã, castanha do para, castanha de caju, girassol, gergelim, linhaça, noz, amendoim.

Óleos – azeite extravirgem, óleo de coco, óleo de palma.

Bebidas – camelia sinensis (chá verde, chá preto, chá branco, chá vermelho), chá de camomila, chá de erva-doce, chá de erva cidreira, chá de hortelã, chá de boldo, chá de carqueja, chá mate, água de coco.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Pathway Fit: Perfil genômico para condicionamento e preparação física- Novo teste genético auxilia a perda de peso


Pathway Fit: Perfil genômico para condicionamento e preparação física. 

Vc já ouviu falar nesse exame? É um novo teste genético que auxilia o combate à obesidade.

Simples de ser realizado, feito através saliva, o Pathway Fit, lançado há pouco tempo no Brasil, promete indicar o "mapa da mina" de cada pessoa e oferecer orientações personalizadas de dieta e exercícios.

A proposta do exame genético Pathway Fit é avaliar mais de cem genes para sugerir dicas de nutrição e exercícios que possam ser mais benéficos para cada um.
Os resultados podem indicar quatro tipos de dieta (mediterrânea, com pouca gordura, com pouco carboidrato e balanceada) e dizer se a pessoa tem tendência a recuperar os quilos já eliminados.
O teste também pode dizer se o paciente tem deficiência de vitaminas e se ele se beneficiaria mais de exercícios de resistência ou de força, entre muitos outros resultados.
 O exame é baseado em estudos que mostram que pessoas com determinados genes respondem melhor ou pior a determinadas ações ou dietas e está disponível nos laboratórios da rede Dasa, no Rio de Janeiro, com o nome de  Perfil genômico para condicionamento e preparação física.  

A Dra Luciana Spina comenta que um dia a genética poderá ajudar a explicar por que algumas pessoas respondem a certas dietas e outras, não. Poder saber quais alimentos aceleram ou diminuem o metabolismo de cada um é usar a genética à favor da individualização do tratamento.

Segundo a Dra.Luciana Spina, o Pathway Fit deve ser solicitado e interpretado pelo seu médico ou Endocrinologista, e lembra que há uma ressalva na aplicação deste teste no Brasil: o exame foi baseado em estudos com populações brancas e pode haver fatores genéticos e não genéticos em diferentes etnias que podem produzir diferentes resultados em populações não caucasianas. " A nossa população é muito miscigenada e somente com o tempo e a análise de seguimento de quem fez o teste, será possível determinar se realmente um teste como esse causará impacto na qualidade de vida. Precisamos lembrar que estamos expostos a fatores ambientais que podem mudar o que está determinado pela genética".

Apesar dos avanços em pesquisa a Dra recomenda: " Melhorar qualidade de vida, ter uma alimentação variada e saudável e praticar atividade física regular é o segredo de qualquer dieta. O teste pode ajudar mas sozinho não vai resolver o problema".

Saiba mais sobre o assunto em: https://www.pathway.com/portuguese/
http://www.richet.com.br/pagina/testes-geneticos/

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Diga não às Gorduras Trans



As gorduras trans são produzidas a partir de óleos vegetais que são hidrogenados na indústria (ou seja, átomos de hidrogênio são adicionados ao óleo) e deixam de ser líquidos (à temperatura ambiente) para se tornarem em sólidos.

São chamadas de gordura vegetal hidrogenada e usadas pela indústria  para ajustar a textura dos alimentos e fazer com que eles durem mais tempo nas prateleiras do mercado com um custo baixo.

Estão presentes em alimentos como as margarinas, sorvetes, chocolates, biscoitos, bolachas, snacks convencionais e bolinhos recheados industrializados.

O problema é que essas gorduras trans fazem mal ao nosso organismo, podendo causar:

  •  AUMENTO DO COLESTEROL "RUIM" (LDL) no sangue, o que aumenta as chances de doenças do coração;
  • DIMINUIÇÃO DO COLESTEROL "BOM" (HDL), que é um dos principais ajudadores na hora de evitar problemas cardíacos;
  • AUMENTO DOS TRIGLICÉRIDES do sangue;
  • BLOQUEIO NA PRODUÇÃO DE GORDURAS "SAUDÁVEIS" (INSATURADAS) NO CORPO (lembrando que elas são responsáveis pela boa saúde do coração, do sistema nervoso e pela produção de muitos hormônios)
  •  AUMENTO DA FAMOSA "GORDURINHA LOCALIZADA", já que ela se acumula no nosso corpo exatamente onde já temos maior estoque de gorduras.

Esse ano a Sociedade A SBEM, SBD e ABESO vem a público, em um momento em que tanto se discute sobre a mudança em relação aos hábitos de vida, solicitar a retirada completa em tempo hábil, de todo alimento que contenha Gordura Trans. As Sociedades Científicas enviaram uma carta aberta ao Governo Brasileiro e à Anvisa, cobrando providências. O Guia Alimentar para População Brasileira (GAPB), lançado em 2006, restringe o consumo de gordura trans a 1% do valor energético diário, o que corresponde a aproximadamente 2 g/dia em uma dieta de 2.000 calorias.

Veja mais sobre o assunto em http://www.endocrino.org.br/gordura-trans-nos-alimentos/

E diga não às Gorduras Trans!

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Dicas para perder peso


Algumas dicas que irão ajudar no processo de emagrecimento:


1. Peça ajuda

Mudança de velhos hábitos enraizados durante anos pode ser difícil, ter o apoio de amigos e colegas vai ajudar você manter o foco.

Dica: Compartilhe dicas e novas receitas com amigos, familiares e colegas.


2. Organize-se

Tente planejar sua alimentação com antecedência e providenciar quais os ingredientes e produtos você precisa ter na geladeira e dispensa de casa. Isto tornará mais fácil manter o seu plano de alimentação e menos propenso a comer opções mais calóricas ou menos saudáveis ​​quando você estiver na correria do dia a dia.

Dica: Experimente cozinhar maiores quantidades e porções e congele. Será útil quando você não tiver tempo suficiente para cozinhar.

3. Limpe seus armários e gavetas

Tendo alimentos tentadores na casa ou em sua mesa, será muito mais difícil para você para resistir a comê-los.

Dica: Afaste qualquer guloseimas que estão à espreita em sua casa - se eles não estiverem por perto, será mais difícil comê-los!

4. Não se sinta derrotado em dias difíceis

É normal ter dias mais difíceis e escapar da dieta. O importante é não deixar que este dias te derrube e te impessa de continuar firme e forte no seu objetivo. É o que você faz a maior parte do tempo que conta!

5. Identifique seus gatilhos

Da próxima vez que você tiver um dia difícil e não resistir a uma segunda porção ou faltar a aula de ginástica, pense sobre o que te levou a ter esse comportamento. Tente identificar os sentimentos que provocaram esse deslize, por exemplo, a fome, fadiga ou estresse. Como você pode mudar o resultado da próxima vez que passar por uma situação semelhante?

Dica: Controle a sua fome comendo refeições regulares e garanta que você tenha bastante proteína em sua dieta. A proteína é essencial para o envio de sinais para o cérebro para dizer: "Obrigado, eu estou cheio". Introduza lanches saudáveis ​​se necessário como Iogurtes ou frutas.

6.Recompensa-te!

Faça uma lista de metas que você espera atingir na jornada em direção ao seu objetivo final e encontre formas de recompensar a si mesmo quando você alcançar essas metas. Isso vai encorajá-lo a permanecer focado e torna o desafio mais agradável também!

Dica: Faça uma massagem, desfrutar de um dia de spa, compre uma roupa nova, tente um novo esporte.

Mantenha-se positivo!
Converse com seu médico e peça orientação, procure melhorar a qualidade da sua vida. Sua saúde é o seu bem mais precioso.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Deficiencia de Vitamina D


A prevalência da deficiência de Vitamina D é real ou está super-estimada?
Inicialmente fica claro que apesar da escassez de estudos de prevalência no  Brasil, a deficiência de Vitamina D parece ser um problema comum em regiões de latitudes mais baixas como a região sul, e é especialmente uma condição mais prevalente no idoso. Em um estudo realizado com 102 idosos, não institucionalizados,  de baixa renda, em Porto Alegre (Scalco et al Endocrine 2008 33(1) 95-100), a prevalência da deficiência de vitamina D chegou a 85,7%. Estes dados destoam entretanto, de um estudo realizado em crianças em Recife, que virtualmente não encontrou casos de deficiência de Vitamina D. Na Europa, há uma nitida variação sazonal, com quedas no inverno, chegando a ocorrer uma prevalência de 40% em adultos jovens nesta estação do ano. Nos EUA, entretanto, o comitê do Instituto de Medicina  (IOM) concluiu que a prevalência de deficiência de vitamina D está super-estimada, sendo que a maioria da população americana tem níveis acima de 20ng/ml. Durante o evento, foi ponderado pelo Dr. Mauro Czepielewski que, em crianças com baixa estatura, também há uma alta prevalência de deficiência de vitamina D. Baseado no estudo de seu grupo, publicado no European Journal of Clinical Nutrition (2010) 64 1296-31, em uma amostra de 58 crianças e adolescentes com baixa estatura, pertencentes a uma coorte de 851 pacientes que consultam por baixa-estatura no ambulatório de endocrinologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, 47,6% apresentavam niveis insuficientes de vitamina D (21-29 ng/ml) e 8,6% tinham deficiência de vitamina D <20ng/ml.
Quem deve dosar a vitamina D?
É importante salientar que não está indicado realizar o rastreamento universal para deficiência de vitamina D. O que se preconiza é que sejam realizadas dosagens somente em casos de maior risco. Estes seriam os idosos (especialmente com história de quedas ou fraturas não-traumáticas, pacientes com osteoporose, com doença renal crônica, sindromes de mal-absorção, doenças granulomatosas, pacientes em uso de anticonvulsivantes, glicocorticóide, anti-retrovirais, antifúngicos e pacientes com doença hepática crônica, além de crianças e adultos obesos. (Guidelines on Vitamin D deficiency - JCEM 2011, 96(7)1-20). O Dr Mauro Czepielewski pondera que esta indicação também deveria ser extendida a crianças com baixa estatura, como citado acima.
Como se define a deficiência de vitamina D?
A partir do consenso da Endocrine Society de 2011 passa a ser aceito como diagnóstico de deficiência de Vitamina D com níveis de 25(OH)D abaixo de 20ng/ml. Estudos indicam que há uma clara alteração no remodelamento ósseo, com redução da massa óssea, quando os niveis ficam abaixo de 30ng/ml. O aumento secundário mais significativo do PTH, entretanto, tende a ocorrer abaixo de 25ng/ml (Wagman RB, JCEM 2002; 87:4429-30). Portanto níveis entre 20-30ng/ml são considerados insuficiência de vitamina D e, entre 30 e 100ng/ml, níveis suficientes.
Os ensaios da vitamina D são confiáveis?
O exame de escolha para avaliação do status de vitamina D é a dosagem da 25-hidroxi-vitamina D- 25(OH)D, devido a meia-vida mais longa e por refletir melhor o estado nutricional da vitamina D. O método padrão-ouro atualmente é por HPLC.  Esta técnica porém é muito laboriosa e cara para ser popularizada. Desta forma, os laboratórios utilizam kits de quimioluminescência ou radioimunoensaio, sem a mesma precisão. No Brasil não há sistema de validação inter-laboratórios. Há, entretanto, um programa internacional de aferição (DEQAS- Dannish External Quality Assessment System) que certifica laboratórios com níveis aceitáveis de precisão em todo mundo, inclusive brasileiros. Mesmo assim a variabilidade do ensaio ainda é grande atingindo 20-30%. (Roth HJ, Schmidt-Gayk H et al. Ann Clin Biochem 2008 45:153 – 159).
Mudanças de estilo de vida apenas, são eficazes em melhorar os níveis de Vitamina D?
Segundo o Dr Tiago Schuch, provavelmente não. A exposição da pele ao sol seria a maneira fisiológica mais eficiente para a manutenção de níveis adequados de vitamina D, porém diversas variáveis ambientais (como latitude, sazonalidade e cobertura clmática por nuvens) e variáveis individuais ( cor da pele, uso de protetores solares) podem influenciar  a quantidade de sol necessária para a produção da vitamina D. É importante ressaltar que ainda não há definição de qual tempo de exposição solar seria seguro em relação ao risco de câncer de pele. Isto limita esta recomendação de forma universal. Por outro lado, as fontes alimentares são em geral insuficientes para se atingir as necessidades mínimas diárias de vitamina D.
Qual a melhor forma de se repôr Vitamina D, e em que doses?
Em adultos, as doses atualmente recomendadas para a prevenção da deficiência de Vitamina D vão de 600 UI (entre 19-70 anos) a 800 UI em idosos. Em um estudo randomizado francês (Chapuy MC, NEJM 1992 327:1637), realizado em mulheres na pós-menopausa, aquelas recebendo reposição de calcio e 800 UI de vitamina D/dia  tiveram redução significativa da incidência de fraturas vertebrais e não-vertebrais.
Para se  atingir níveis acima de 30ng/ml, entretanto ( considerado o nível necessário pra manter a saúde óssea)   é preciso ingerir 1500 a 2000 UI de vitamina D ao dia. Em caso de  tratamento da deficiência de Vitamina D, são necessárias doses diárias de 6.000 UI/dia até que sejam atingidos os niveis adequados ou doses semanais de 50.000UI por 6 a 8 semanas. O uso de doses elevadas anuais não é recomendado.
Quais são os benefícios não-calcêmicos da Vitamina D?
Como a maioria dos tecidos e células do corpo alberga o receptor para vitamina D e a 1,25(OH)2D influencia a sua expressão juntamente com outros fatores em até 1/3 do genoma humano, não é surpreendente que diversos estudos tenham encontrado associações entre vitamina D e diversos tipos de cancer, incluindo cólon, prostata, mama e pâncreas. Diversas doenças auto-imunes como artrite reumatóide, doença de Crohn e esclerose múltipla também estão associadas. De maior importância para o endocrinologista foi discutido especialmente a associação da deficiência de vitamina D com diabetes e doença cardiovascular.
O Dr. Sergio Atala Dib discutiu as inter-relações entre a vitamina D e o diabetes mélito tipos 1 e 2, salientando que estas ocorrem através do seu efeito coadjuvante na secreção e na ação da insulina apresentando também um efeito anti-inflamatório. Especificamente em relação ao diabetes mélito do tipo 1, essa última ação está associada aos seus efeitos  imunomoduladores que mostram o seu potencial, junto a insulinoterapia, para preservar a secreção residual de peptideo-C  nesses pacientes.  Dib observou que a Vitamina D tem potencial, provavelmente em doses mais altas, associada à imunoterapia na prevenção secundária (indivíduos com 2 ou mais anticorpos anti-ilhotas) e terciária (diagnóstico recente) do DM1. Com relação ao DM2, existem estudos mostrando que entre os individuos de risco, os que possuem valores mais baixos de vitamina D evoluem mais frequentemente para doença manifesta.
O Dr. Canani discutiu principalmente a associação entre a vitamina D e a doença cardiovascular. Foi dito que existe uma grande quantidade de evidência representada por  estudos observacionais associando baixos níveis de vitamina D a maior risco de doença cardiovascular. Entretanto, ainda são poucos os estudos randomizados que sugerem um efeito protetor da suplementação de vitamina D na prevenção. Todas as evidências existentes são oriundas de estudos onde o objetivo primário era a prevenção ou tratamento da doença óssea, sendo portanto desfechos substitutos. Provavelmente um dos aspectos mais avaliado é o efeito da vitamina D na mortalidade cardiovascular e geral. Meta-análises recentes chegaram a resultados discordantes neste aspecto. Intervenções buscando elevar os níveis de vitamina por sua vez, foram associadas a reduções não-significativas de mortalidade (Elamin MB JCEM 10.121/jc.2011-0398). Desta forma, a prescrição de vitamina D para prevenção ou tratamento de doença cardiovascular, até o momento não é preconizada.
Em relação a câncer, nenhum estudo randomizado de larga escala foi realizado usando esta patologia no desfecho principal. As evidências derivam de estudos observacionais e de associação e não provam causa-efeito, embora haja plausibilidade biológica para a teoria de que o câncer possa ser prevenido pela vitamina D. Há dados interessantes relatando que o risco para cancer colo-retal se torna progressivamente mais baixo na medida em que os niveis de 25(OH)D sobem para 30-32ng/ml, mas as análises secundárias de grandes estudos avaliando suplementação de vitamina D e incidência total de cancer não tem se mostrado ser significatvas ( NEJM364 (15) 2011 p 1385-87).
Apesar de promissor, muito ainda precisa ser estudado em vitamina D e futuros ensaios clinicos definirão a importância do seu potencial benefício em doenças não-ósseas, alegado por entusiastas da vitamina D.
4o encontro anual das regionais SBEM e SBD em Porto Alegre - 1 de dezembro de 2012.
Apresentadores: Luis Henrique Canan; Mauro Czepielewski; Sergio Atala Dib; Tiago Schuch
Texto e Revisão:Dr. Marcello Bertoluci e Dra. Marcia K Puñales
Fonte: http://www.diabetes.org.br/

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Compulsão alimentar

A obesidade se caracteriza por um excesso de tecido gorduroso em relação à massa magra (constituída pela musculatura, ossos e órgãos). A obesidade é responsável por uma série de complicações e prejuízos à saúde e pode interferir fortemente na auto-estima e na adaptação social. Doenças como diabetes, elevação do colesterol e triglicérides (gorduras do sangue), hipertensão arterial, infarto agudo do miocárdio, arteriosclerose (endurecimento das artérias), acidente vascular cerebral ("derrame" ou isquemia), trombose, problemas nas articulações, alterações do sono e alguns tipos câncer que são mais freqüentes em pessoas obesas do que em pessoas com peso na faixa normal.
A obesidade é considerada uma doença multifatorial, ou seja, múltiplos fatores contribuem para o seu aparecimento e para sua manutenção. Aí se incluem os fatores genéticos, alimentares, emocionais, culturais, sociais, mudanças de comportamento, doenças endócrinas, gasto energético, e em alguns casos hábitos compulsivos.

O que é compulsão alimentar?
A compulsão alimentar está presente em aproximadamente 30% dos pacientes que nos procuram no consultório com problemas de excesso de peso. É mais freqüente em mulheres e sofre influência de fatores emocionais, atividade física, quantidade de carboidratos da dieta, intervalos das refeições e da fase do ciclo menstrual. A pessoa com episódios de comer compulsivo geralmente come grandes quantidades em pequeno espaço de tempo, às vezes sem fome, até se sentir desconfortavelmente “cheia” e freqüentemente seguida de sensação de arrependimento ou culpa.
Uma das causas implicadas na causa da compulsão parece ser a diminuição da serotonina (um neurotransmissor cerebral- substância química encontrada no cérebro) vem sendo relacionada com o transtorno do comportamento compulsivo. A descoberta de medicamentos mais recentes que aumentam os níveis de serotonina no cérebro mostrou bons resultados em muitos casos de compulsão. A atividade física também reduz a ocorrência de episódios compulsivos enquanto situações de ansiedade, depressão e dietas muito rígidas com poucos carboidratos nas refeições tendem a aumentar a compulsão. O tratamento dever ser orientado por um endocrinologista e na maioria dos casos o acompanhamento psicoterápico também estará indicado.